

Gnose é uma palavra de origem grega que significa conhecimento, mas não o conhecimento científico, racional, e sim o conhecimento intuitivo, consciente, que é internalizado através da observação e da experiência. Nesse sentido, a gnose vem de um processo de reflexão sobre os ensinamentos e da capacidade de avaliá-los e colocá-los em prática.
Ao colocarmos em prática os ensinamentos, temos a percepção do que acontece dentro e fora de nós, e, assim, vamos além do simples acreditar ou não em alguma coisa, e passamos para um estágio mais avançado de autoconhecimento e desenvolvimento interno.
A busca começa com uma inquietude, uma angústia, um incômodo, porque acreditamos que existe algo além, que há uma realidade melhor. A partir de um determinado momento, ao percebermos que existe alguma coisa que de fato faz diferença, viramos caminhantes e seguimos vivenciando e experimentando novas realidades.
“Todos os grandes iniciados perceberam, em um dado momento de suas vidas, a irradiação da verdade central. No entanto, a luz que dela colheram rompeu-se e coloriu-se conforme seu gênio e seu mistério, de acordo com os tempos e os lugares”. (Édouard Schuré).
Aquele que capta a Gnose, a verdade, a sabedoria transcendente, precisa significá-la de alguma forma, tanto para si mesmo como para poder transmiti-la, e passa a escrevê-la a partir de seu conteúdo interno, de sua história, de sua formação, de seu momento cultural.
A libertação vem a partir de uma evolução real, uma transformação, e não podemos ficar na superficialidade da espiritualidade. Somos chamados para a iluminação, aprendendo a tocar a realidade espiritual por nós mesmos, e para isso temos que estar livres de preconceitos, sermos receptivos, com mentes e corações abertos.
Quando nos fixarmos apenas no que foi escrito, sem reflexão, sem nossa própria experiência, então ficamos apenas com as palavras e não com os significados delas. Ficamos com a letra-morta, no nível intelectual, e, desta forma, não nos transformamos. Quando captamos o significado profundo, quanto temos a compreensão, o insight, e a verdade que liberta.
Existe a verdade absoluta e transcendente, a que chamamos de DEUS, que só pode ser percebida com a consciência, e só é alcançada com o silêncio da mente, com experiências místicas; e existem as verdades relativas, que são as nossos pequenas entendimentos, que pertencem ao mundo das ideias.
“A verdade está em cada momento, em cada instante da vida humana. A verdade é o novo, o oculto atrás das rotinas do dia a dia. A Gnose é a sabedoria divina e a própria verdade.”
Na gnose samaeliana, essa verdade se fundamentaria em alguns pilares e ideias centrais como: Ciência, Religião, Filosofia e Arte. A gnose é a ciência, é a alquimia, a ciência das transformações; como Religião, está relacionada com a comprovação mística, a experimentação direta, a intuição, a devoção, o sagrado, o divino, a verdade; como Filosofia está relacionada com o pensamento, a reflexão, o estudo, o autoconhecimento, a iluminação do intelecto. Como arte, é a arte de viver, a percepção do belo.
Ao seguir o caminho gnóstico, trilharemos um desses pilares ou todos.
Assim, o verdadeiro gnóstico é aquele que busca através do conhecimento prático a união com a divindade e a libertação das amarras e dos ciclos de renascimentos e sofrimentos, abandonando velhas crenças.
A Gnose é a essência de toda religião e o conhecimento que todo ser humano busca.
Quando falamos em caminho espiritual, normalmente pensamos em expansão, abertura, liberdade, fluidez. No entanto, em algum ponto desse processo, quase todos nós, em algum nível, caímos em cristalizações espirituais. […]
A Lei da Entropia é um princípio de decadência, nivelamento e desgaste que afeta tudo o que existe, tanto no mundo exterior quanto na vida interior, nos estados psicológicos, […]
A Lei das Analogias é frequentemente entendida como uma das grandes chaves para a compreensão da existência, sendo evocada na filosofia, nas tradições espirituais, na psicologia, no cotidiano. Essa […]