


Atenção Plena: A Chave para o Despertar
Vivemos desatentos, no automático, sem nos dar conta do que realmente acontece ao nosso redor.
A atenção plena não é apenas uma ferramenta para relaxar ou técnica para gerar bem-estar, é a chave para despertar.
Atenção plena é uma prática essencial no caminho do despertar, é o esforço de estarmos presentes, atentos ao que estamos fazendo, pensando, sentindo a cada momento, sem sermos arrastados por pensamentos sobre o passado ou o futuro.
A prática envolve a observação contínua e desapegada do corpo, das sensações, da mente e dos fenômenos. Ela dinamiza o insight sobre a impermanência, o sofrimento, sobre a verdadeira natureza da realidade, livre das distorções do apego e da aversão, do ego e das crenças condicionadas e construções mentais, permitindo um desenvolvimento gradual da percepção e da sabedoria.
A meditação formal é uma maneira de conhecermos, de nos familiarizarmos, de desenvolvermos esse estado, essa habilidade.
Mas a atenção plena não deve se limitar ao tempo de meditação formal, ela deve ser integrada em todas as atividades diárias. Quando praticamos a atenção plena, nossa mente se acalma, o que permite uma percepção mais clara da realidade.
O caminho para desenvolver atenção plena pode começar com a atenção aos objetos mais concretos ou externos. Atenção ao corpo, gestos, movimentos, sensações.
Quando nos identificamos com nossos pensamentos, entramos nas histórias, no jogo dual e sofremos. O pensamento compulsivo é o principal obstáculo para o despertar.
À medida que desenvolvemos a habilidade, a capacidade de manter a atenção, então podemos passar para objetos mais sutis como os pensamentos. Ao observarmos nossos pensamentos, começamos a perceber a natureza da mente, nos libertando das ilusões e das limitações habituais.
A atenção plena é uma ferramenta para acessar estados elevados de consciência. Inicialmente a atenção plena proporciona estados passageiros de paz e tranquilidade, aos poucos esses estados vão se aprofundando e estabilizando.
Através da prática, conforme vamos nos tornando mais presentes e entrando em contato com nossa vida interior, descobrimos a paz e a liberdade que sempre estiveram dentro de nós.
Por Fabio Balota
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