


O que é Autoimportância
A autoimportância é uma ilusão da mente que insiste em se posicionar como protagonista, que sobrevaloriza nossos sentimentos, interesses e desejos, obscurecendo o valor dos outros. É a ilusão de que somos mais do que os outros.
A partir dessa visão autocentrada, acreditamos que nossa felicidade, nossos desejos, nossa dor, são mais importantes do que as dos demais. Porém, essa visão nos leva ao sofrimento.
Desprezamos as virtudes dos outros e maximizamos seus defeitos. Exageramos nossas capacidade e qualidades e não queremos reconhecer nossos próprios erros, falhas, fraquezas, dificuldades. Gostamos de mentir para nós mesmos, de nos autoenganar. Isso reforça a ignorância, a inconsciência, o sofrimento.
A autoimportância nos aprisiona, nos limita, nos condiciona. Somente ao superarmos essa ilusão poderemos experienciar liberdade e felicidade verdadeiras.
Tememos renunciar à autoimportância, pois achamos que vamos perder a autoestima. Superar a autoimportância é um processo gradual. É preciso persistência e constante observação. Renunciar à autoimportância significa deixar de lado a necessidade de ser superior, de ser o centro. Autoestima, autorrespeito, autoconfiança verdadeiros são frutos da aceitação honesta de nossas próprias qualidades e limitações.
Todos nós queremos ser felizes e não sofrer. Mas, por ignorância, por resistência, continuamos a fazer coisas que apenas nos causam mais dor e sofrimento. Comparações, conflitos, desejo de ser alguém especial, tudo isso apenas nos causam mais dor e sofrimento.
No processo de autoconhecimento, de purificação, o trabalho sobre as emoções negativas dinamiza a superação da autoimportância. Observar, perceber, reconhecer são os primeiros passos para libertação.
Quando percebemos que ninguém é mais ou menos importante, orgulho, a cobiça, a raiva se enfraquecem. As qualidades espirituais afloram espontaneamente quando nos libertamos da obsessão pela nossa própria importância.
Todos nós somos interdependentes. Nascemos, fomos cuidados, alimentados, ensinados. Tudo que desfrutamos foi resultado do trabalho, do esforço, do serviço, do sacrifício, da generosidade de alguém. Quando compreendemos isso, percebemos a ilusão da autossuficiência e da independência absoluta. A compreensão da interdependência leva a gratidão. Lembrando e refletindo sobre isso, podemos cultivar a gratidão.
A verdadeira felicidade nasce da renúncia à autoimportância e da sensibilidade com os demais. A compaixão é uma grande chave para o despertar.
Sensibilidade, compaixão, gratidão expandem o coração e são aspectos indispensáveis para o desenvolvimento espiritual. O coração que se volta para os outros nos protege do sofrimento, dissolve a ansiedade, a tristeza e gera tranquilidade mesmo em meio às adversidades.
Todos nós queremos ser felizes e não sofrer. A felicidade de cada pessoa é tão importante quanto a nossa. Recordar isso é uma prática que devemos incorporar à nossa vida.
O sentido da vida está no servir segundo a nossa própria natureza. Servir é sair de si mesmo em direção ao outro. É nesse serviço desinteressado que encontramos a paz e a felicidade interior.
Por Fabio Balota
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