

Como Superar o Derrotismo
O derrotismo é um obstáculo comum no caminho espiritual. Superar essa barreira envolve trabalhar sobre a sensação de fracasso, sobre fantasias, falsas expectativas, objetivos grandes demais, abstrações. Em paralelo a isso, devemos desenvolver resiliência, aceitação, paciência, persistência.
O derrotismo traz desânimo, desmotivação, fraqueza, apatia, paralização, baixa autoestima, falta de autoconfiança.
A expectativa por resultados grandiosos ou imediatos normalmente nos leva a frustração. É importante termos objetivos claros, realistas, de curto, médio e longo prazo.
Tudo depende de como lidamos com eventos adversos. Se o pior acontecer não podemos nos desesperar, nos criticar, nos culpar, nos destruir. Precisamos abandonar o vitimismo, assumir a responsabilidade e agir.
Superar o derrotismo não significa negar ou reprimir sentimentos de fracasso. Superar o derrotismo envolve um processo de autoconhecimento, de observação e investigação.
Dificuldades, frustrações, momentos de desânimo irão surgir, isso é inevitável. Podemos nos conhecer, superar muitas coisas, transformar outras, mas nunca seremos absolutamente perfeitos, jamais teremos grande habilidade de fazer todas as coisas possíveis com perfeição. Sempre existirão os pontos em que não somos tão bons, em que não temos tanta habilidade ou conhecimento. Cada obstáculo é uma oportunidade de crescimento, de superação.
O primeiro passo para uma transformação é a aceitação, o reconhecimento de alguma falha, dificuldade ou limitação, sem nos condenarmos, sem nos destruirmos. Enquanto negamos, não aceitamos, não reconhecemos ou não percebemos algo, não teremos como trabalhar, superar ou transformar esse aspecto. Precisamos reconhecer, aceitar e fazer os esforços necessários para superarmos, para transformarmos o que for preciso.
O derrotismo, muitas vezes, surge de uma história de fracasso, de comparações com outras pessoas, isso reforça a sensação de incapacidade. Quando tomamos estas histórias de nossas mentes como reais e concretas, quando nos identificamos com elas, nós sofremos.
A observação atenta desses processos mentais e a capacidade de estar presente são ferramentas poderosas para não cairmos nessas histórias mentais. Meditação e exercícios de respiração são práticas que nos ajudam muito no desenvolvimento da capacidade de permanecermos presentes e observarmos os pensamentos sem nos identificarmos.
Pensamentos derrotistas costumam surgir em forma de comparações, autocrítica, autocobrança, previsões negativas, dúvidas, fatalismo, inferioridade, incapacidade, inadequação, vitimismo. Para não cairmos no derrotismo, é importante reconhecermos e interrompermos os fluxos e padrões de pensamentos autossabotadores. Quando deixamos de nos identificar com nossos pensamentos eles perdem seu poder sobre nós.
As afirmações positivas e encorajadoras, substituição de frases ou ideias, podem ajudar no começo, nenhuma ferramenta deve ser desprezada. Mas isso é bem superficial, é apenas continuar no jogo mental de pensamentos positivos e negativos. Precisamos ir bem mais fundo.
As comparações que nos inspiram, nos motivam, nos trazem admiração são boas e devem ser cultivadas. Mas as comparações que nos desaminam, desmotivam, trazem impressão de incapacidade, inferioridade, devem ser abandonadas.
O derrotismo, muitas vezes, surge quando nos fixamos demasiadamente nas falhas e fracassos, como se apenas isso existisse. Precisamos manter sempre a flexibilidade, gratidão, imaginação, abertura.
O derrotismo é uma ilusão criada pelo medo do fracasso, a necessidade de controle, o desejo de resultados, o orgulho, a vaidade. Quando aprendemos a soltar e a aceitar a incerteza como parte da vida, encontramos a coragem para seguir em frente.
O derrotismo pode ser um ponto de virada. Tudo que surge pode ser um caminho ou uma porta de acesso.
Resiliência, coragem, paciência, persistência, fé, são aspectos fundamentais nesse processo de autoconhecimento.
Não existe uma batalha a ser vencida, isso é uma ilusão. Só existe um processo de autodescoberta, autopercepção.
Não temos que chegar em lugar nenhum. Não temos que conseguir nada. Não temos que ser mais ou melhor do que ninguém. Não existe tempo para nada. Só precisamos olhar para nós mesmos e nos conhecermos cada vez mais a fundo, no nosso ritmo, no nosso tempo.
Por Fabio Balota
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