


A Ilusão do Eu e a Falsa Identidade
A falsa identidade é a construção mental que acreditamos ser. É o ego, o “eu” psicológico, um conjunto de histórias e crenças que tomamos como verdade, como algo fixo, permanente, concreto.
A falsa identidade se manifesta na identificação com papéis, fama, status, poder, rótulos, títulos. A falsa identidade também pode se manifestar em níveis coletivos, como identificação com grupos, ideologias, culturas, nacionalidades.
A falsa identidade surge quando nos fixamos em algo e acreditamos que isso represente a totalidade do que somos.
O sentido ilusório de eu surge da identificação com os pensamentos, emoções, memórias. É sustentado pela autoimagem, pela comparação com os outros, pelo tempo, pela dualidade, pela identificação com a história, pela identificação com passado e futuro.
O ego é vazio, por isso está sempre inseguro, amedrontado, buscando afirmação, validação, preocupado com a opinião dos outros, com o que os outros dizem ou pensam. Está sempre tentando ser através de alguma coisa, seja uma pessoa, uma casa, um carro, um conhecimento, um sofrimento, uma convenção social como um cargo, um título.
Estamos sempre em busca de mais, achamos que sempre falta algo, talvez uma casa maior, um carro diferente, um relacionamento novo, um emprego que pague mais, uma viagem, um projeto que traga realização, uma meditação perfeita, uma experiência fantástica. Estamos sempre esperando que algo aconteça, que algo seja feito ou conquistado num futuro para que finalmente sejamos felizes. A sensação de falta sustenta o ego.
A busca do despertar não pode ser apenas mais uma tentativa de ser alguém especial, mais consciente e iluminado. Não pode ser a tentativa de construir uma identidade espiritual. O ego não desperta. O despertar é a saída da ilusão do ego.
Despertar não significa criar uma identidade nova ou adotar uma crença mais espiritual. Despertar é abandonar todas as certezas, fixações, resistências.
O despertar não pode ser alcançado pelo pensamento e também não é algo que possamos fazer quando quisermos.
O despertar não é algo a ser conquistado, ele acontece quando nos entregamos, quando abandonamos a necessidade de ser alguém, quando abandonamos as construções ilusórias que criamos sobre mundo e sobre nós mesmos.
Lutar contra o ego é afirmar sua existência. O conflito e a fragmentação mantêm o ego. O trabalho de dissolução é um trabalho de sair das ilusões, das histórias, das identificações.
É no estado de presença que podemos encontrar o contentamento, a paz, a felicidade. É no estado de presença que podemos perceber a realidade e que o despertar pode acontecer.
Por Fabio Balota
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