

O Medo de Amar
O medo de amar é um dos maiores paradoxos do ser humano. Todos queremos ser amados, mas sentimos medo de amar, medo de perdermos nossa autonomia, liberdade, identidade, medo de nos tornarmos vulneráveis, de sermos feridos, magoados, traídos, abandonados, de não sermos correspondidos. Amar envolve a possibilidade de dor, perda, rejeição.
Estamos sempre buscando segurança e controle e fugindo da dor. O medo de amar gera vários tipos de barreiras e dispositivos de proteção para evitar o sofrimento.
Por causa do medo de amar, as pessoas, evitam compromisso e responsabilidade, fogem de relacionamentos sérios ou duradouros, preferem se esconder em relacionamento superficiais, vazios, convenientes. Muitos criam conflitos ou afastam o outro quando sentem que o relacionamento pode começar a se aprofundar. Alguns, de forma mais ou menos inconsciente, escolhem parceiros inadequados, pessoas distantes.
O medo da intimidade é a dificuldade de se expor, de se abrir, de permitir que o outro se aproxime e conheça nossas fraquezas, limitações, falhas, sombras. Amar é sair do autocentramento. Todo relacionamento exige mudanças, renúncias.
O medo de amar não é apenas o medo do outro. Acima de tudo, é o medo de nós mesmos, nossas reações. Se algo der errado, precisamos lidar com isso sem nos destruirmos.
Insegurança, baixa autoestima, não aceitação, rejeição de si mesmo, autocobrança e autocrítica exageradas, aprisionamento em padrões, tudo isso é projetado no outro, nos relacionamentos, nas situações, na vida.
O medo de amar está relacionado à fantasia do amor perfeito, a idealização do amor.
Ninguém escolhe quando amar, quem ou o que amar ou como amar. O amor acontece.
A maternidade e a paternidade são oportunidades de se conhecer o amor.
Existem muitas formas de amar como dar atenção, ouvir, atender necessidades, cuidar, compartilhar.
O amor não é apenas um sentimento ou uma emoção. O amor é a força que nos move. É desejo, vontade, ação. O amor é o que o amor faz.
O que muitas pessoas chamam de amor é, na verdade, apego ou possessividade. O amor verdadeiro não aprisiona, ele liberta. É na entrega que encontramos a verdadeira liberdade.
Algumas pessoas preferem a dor da solidão e da falta de conexão ao risco de abrir-se, ao risco de reviver as experiências negativas do passado. Mas, tudo na vida envolve algum nível de risco. O medo de amar é, na verdade, o medo de viver. Amar exige coragem.
Amar é sair de nossa zona de conforto, é abandonar o controle e abrir espaço para o outro. Amar é confiar, arriscar, é soltar-se, é entregar-se mantendo a individualidade. Existe uma tensão entre intimidade e individualidade. As tensões fazem parte da realidade existencial.
Superar o medo de amar é um processo de autoconhecimento, de investigação das histórias que contamos a nós mesmos para justificarmos nossas fugas.
Amar é abrir-se para vida, é permitir-se sentir, ser. É escolher viver plenamente, sabendo que podem existir momentos desagradáveis. É entregar-se ao fluxo da vida sem saber exatamente onde ele nos levará.
O amor traz significado para a vida, cria conexões autênticas, profundas e significativas. É um caminho de desenvolvimento interior. Amar nos transforma, nos leva à expansão da consciência, à transcendência e à autorrealização.
Quando estamos bem conosco, quando não dependemos de nada, quando não sentimos falta de nada, quando estamos livres de carências, de necessidade de aceitação, então transbordamos, podemos compartilhar.
O verdadeiro amor é um encontro de duas pessoas livres e capazes de respeitar a liberdade um do outro.
Por Fabio Balota
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