


Como Trabalhar minha Espiritualidade Sozinho
Trabalhar a espiritualidade sozinho é algo muito desafiador. Claro que, trabalhar a espiritualidade de forma independente, não significa não ter contato com ninguém, não ler nada, nunca ir a lugar nenhum, estar completamente fechado ao mundo ou à ajuda externa. Significa apenas não estar vinculado com uma instituição.
Mesmo seguindo um caminho independente, há momentos em que buscar uma pessoa experiente, participar de um retiro, ou até mesmo frequentar um grupo espiritual pode ser valioso por um tempo. Nisso está a verdadeira liberdade.
As instituições possuem seu papel, sua importância, seus métodos estruturados, seus conjuntos de rituais, práticas, filosofias, preceitos, etc. Tudo isso pode ajudar muito quem está iniciando. A autossuficiência é oposta ao caminho espiritual. Trabalhar sozinho exige constante vigilância para não cairmos no autoengano.
Tanto o caminho tradicional relacionado a uma instituição, quanto o caminho independente possuem seus benefícios, problemas, riscos e limitações. No fim, esse é um caminho interior e ninguém pode percorrê-lo por nós. Cada um deve assumir a responsabilidade por seu próprio desenvolvimento espiritual, e nesse caso, a solidão é um aspecto característico desse caminho.
O caminho independente pode ser cheio de armadilhas e perigos. A falta de alguém experiente para apontar direções pode nos fazer perder tempo com abordagens que pouco ou nada contribuem para nosso crescimento ou até mesmo reforçam os aspectos que deveríamos superar.
Nesse caminho independente, o estudo é indispensável. É importante priorizar autores e ensinamentos que expandam e aprofundem nossa consciência, que tragam métodos práticos e eficazes, que nos levem a reflexão, que confrontem nossas ideias. O estudo é fundamental para não ficarmos presos em nossas próprias ideias, em ideias superficiais. Não devemos, e isso é extremamente importante, apenas buscar aqueles autores que concordam conosco, que reforçam e validam nossas ideias.
Sempre corremos o risco de cair em ilusões e fantasias espirituais, de nos perdermos em práticas superficiais, infantis, inúteis, ou de interpretarmos erroneamente as experiências.
No caminho independente não existe ninguém para culpar ou transferir a responsabilidade, é tudo conosco mesmo.
Para se trabalhar a espiritualidade sozinho é necessário ter compromisso com o próprio caminho, seriedade, disciplina, persistência, humildade, abertura.
É muito bom ter amigos espirituais, pessoas com as quais se possa trocar, ter conversas profundas, verdadeiras, pessoas que possam nos apoiar em momentos de necessidade ou nos chamar a atenção quando estivermos nos desviando.
Todas as tradições possem suas formas de relacionamento com o sagrado, suas práticas de meditação e oração, práticas de exame de consciência, práticas de virtudes, de serviço desinteressado, caridade e compaixão. É importante conhecer várias práticas para poder escolher aquelas que se sente afinidade, aquelas que trazem resultados para nós e colocá-las em prática. Estudar diferentes tradições amplia nossa perspectiva, aprofunda nosso entendimento e evita o apego, a visão única, limitada e dogmática.
O relacionamento com os outros, o equilíbrio entre a vida e as coisas do corpo e do mundo também são importantes. Trabalhar a espiritualidade sozinho não deve ser uma fuga do relacionamento e do mundo. A verdadeira espiritualidade se manifesta nos relacionamentos e na vida cotidiana.
Por Fabio Balota
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