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	<title>Arquivos Mestres - Escola Gnostica</title>
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	<description>A Escola Gnóstica oferece cursos de Gnose, Esoterismo, Autoconhecimento, Aulas de Yoga e Meditação na Bela Vista. Aprenda a meditar e desenvolva sabedoria com nossos cursos e práticas.</description>
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		<title>O Homem à Luz da Gênesis</title>
		<link>https://escolagnostica.org.br/o-homem-a-luz-da-genesis/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Balota]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Nov 2022 12:27:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gnose]]></category>
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					<description><![CDATA[O Homem à Luz da Gênesis   Vamos começar nossa aula hoje à noite para preparar o ambiente, depois faremos algumas curas e depois a Unção Gnóstica. Em primeiro lugar,<span class="excerpt-hellip"> […]</span>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="blog-titulo wp-block-paragraph">O Homem à Luz da Gênesis</p>



<p class="blog-justify wp-block-paragraph"> </p>
<p class="blog-justify">Vamos começar nossa aula hoje à noite para preparar o ambiente, depois faremos algumas curas e depois a Unção Gnóstica.</p>
<p class="blog-justify">Em primeiro lugar, acredito que é preciso mudar, que devemos sair desse estado em que nos encontramos, que é urgente uma transformação total e definitiva.</p>
<p class="blog-justify">Sem dúvida, nenhuma mudança é processada sem um choque<em> especial.</em> Obviamente, as sete notas, Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá e Si, estão relacionadas a todos os acontecimentos da vida.</p>
<p class="blog-justify">Dó, Ré, Mi realmente implicam uma série de eventos, mas observem que entre Mi e Fá há realmente uma pausa&#8230; Isso é óbvio! Então, Fá, Sol e Lá, são as notas subsequentes; entre Lá e Si, há outra pausa&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Se alguém pretende na vida realizar um programa, um projeto, inevitavelmente terá que começar com a nota Dó, continuar com o Ré e chegar à nota Mi.</p>
<p class="blog-justify">Quando você chega nessa parte, você tem dificuldades, inconvenientes, porque há uma pausa entre a nota Mi e a nota Fá, e então, a corrente do som tende a voltar ao ponto inicial original, e, como consequência ou corolário, é normal que o esforço inicial diminua, que o projeto iniciado pare. Mas se lançarmos um novo esforço para cruzar a pausa, que vai da nota Mi ao Fá, é óbvio, é normal que ela permaneça em linha reta e até ascendente, o impulso inicial, e o projeto vai ser concluído, vai dar certo.</p>
<p class="blog-justify">Continuando com tudo isso, veremos que as notas Fá, Sol e Lá vêm depois, mas entre o Lá e Si, há uma nova pausa. Se o impulso original não for reforçado, a corrente sonora retornará ao ponto de partida original e a empresa, ou o projeto, ou o negócio fracassará.</p>
<p class="blog-justify">Então essa questão das sete notas da Escala Musical é muito importante. Essa questão da corrente sonora é formidável. Você tem que dar um choque no som entre as notas Mi e Fá, e outro, entre as notas Lá e Si. É sempre necessário um choque que permita-nos existir, que permita uma mudança, uma transformação.</p>
<p class="blog-justify">Se nasce uma criança, se vem ao mundo, o primeiro choque que recebe é o do ar que inala, que recebe. Ao inspirar o ar, ao receber oxigênio pela primeira vez, a criança vive; de modo que precisamos desse choque meramente físico para existir.</p>
<p class="blog-justify">Também é verdade que, por exemplo, em vez de respirar oxigênio, hidrogênio, etc., se respirássemos, por exemplo, monóxido de carbono, ocorreria um choque<em>,</em> mas não seria aceito pelo corpo, que o rejeitaria&#8230; Não aceitaria esse choque e assim a  morte viria.</p>
<p class="blog-justify">E quanto à nossa tão alardeada civilização moderna, acontece que precisaria de um choque para não morrer, para não ser destruída. Esse choque só poderia ocorrer através de outra civilização, e imensamente superior à nossa. Só então esta civilização não poderia morrer.</p>
<p class="blog-justify">Seria necessário inventar o tipo de choque para dar a essa civilização moribunda, mas não foi inventado esse tipo de choque<em> que </em>permita que essa civilização, então, se transforme e exista. Obviamente, esta civilização, então, terá que morrer por falta desse choque<em>;</em> isso é claro&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Daqui para frente, teremos que olhar para o homem à luz do &#8220;Gênesis&#8221;. Só assim poderíamos compreender que tipo de choques nos levariam à Autorrealização Íntima do Ser.</p>
<p class="blog-justify">O que Gênesis nos diz? Diz-nos que <em>&#8220;no princípio criou Deus os céus e a terra&#8221;&#8230; </em>Os ilustrados ignorantes supõem que se refere exclusivamente aos céus macrocósmicos e à Terra meramente física, à Terra em que vivemos. Não nego que ele também esteja se referindo a ela, entre outras coisas, mas ele está se referindo especificamente, de forma concreta também, ao Homem-Microcosmo.</p>
<p class="blog-justify">Os céus são os estados de Consciência dentro de nós mesmos, dentro do próprio Homem, nos níveis superiores do Ser. Quanto à Terra, é o corpo físico do Homem, a Terra Filosófica, citada pelos Alquimistas Medievais, a Terra Filosófica.</p>
<p class="blog-justify">Assim <em>&#8220;no princípio Deus criou os Céus&#8221;, </em>os estados superiores de Consciência do Homem e <em>&#8220;a Terra&#8221; </em>o corpo físico&#8230;</p>
<p class="blog-justify">O Gênesis acrescenta que: <em>&#8220;A Terra era sem forma e vazia&#8221;, </em>e que <em>&#8220;o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas&#8221;&#8230;</em></p>
<p class="blog-justify">Faz-se alusão aqui ao homem ignorante, simplesmente ao bípede tricerebrado ou tricentrado, equivocadamente chamado &#8220;Homem&#8221;, o &#8220;animal intelectual&#8221;, que é <em>a &#8220;Terra desordenada e vazia”; </em>que sua Mente está na mais completa desordem, que é um verdadeiro caos; que ele só acredita no que os cinco sentidos o informam; que vive no mundo das paixões animais; que nada sabe do Real, do Esotérico; que é absolutamente ignorante, que nunca recebeu um raio de luz que o ilumine, etc.</p>
<p class="blog-justify">É o homem comum, o homem do mercado, o homem da praça pública, o homem vulgar da Terra&#8230; Ele é o tipo sensual e rude, que é a média da vida humana, a média de todos os milhões de seres humanos ou &#8220;humanoides&#8221; que vivem atualmente no mundo&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Mas como sair desse estado? Vamos imaginar por um momento que subimos em uma torre para ver as multidões humanas. Como podemos fazer essas multidões saírem daquele estado em que estão? Não há dúvida de que cada uma dessas pessoas, que em geral compõem as multidões, é <em>“uma terra vazia e desordenada”. </em>Isso é óbvio! Mas como fazer? Seria preciso um choque<em> especial,</em> só então poderia haver uma mudança.</p>
<p class="blog-justify">Esse <em>choque é possível </em>&#8230;</p>
<p class="blog-justify">O Gênesis diz que Deus criou a Luz. Deus disse: <em>&#8220;Faça-se a Luz e a Luz foi feita&#8221;, </em>e que <em>&#8220;separou a Luz das Trevas&#8221;&#8230;</em></p>
<p class="blog-justify">A que trevas se refere o Gênesis? Bem, para a escuridão, que está dentro de nós mesmo, dentro desta Terra Filosófica. Mas que tipo de escuridão são essas? Pois bem, essas trevas constituem os agregados psíquicos inumanos que personificam nossos defeitos psicológicos: ira, cobiça, luxúria, inveja, orgulho, preguiça, gula, etc., etc., etc&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Bem, eu apenas citei os Sete Pecados Capitais: estes são multiplicados por outros sete e tantos mais, e mais, e são uma legião. Pensemos no que são os agregados psíquicos: Virgílio, o poeta de Mântua, já dizia: <em>&#8220;Mesmo que tivéssemos mil línguas para falar e um palato de aço, não poderíamos enumerar plenamente todos os nossos defeitos&#8221;&#8230;</em></p>
<p class="blog-justify">Eles, por si mesmos, constituem a escuridão que carregamos dentro de nós. <em>“Separar a luz das trevas” </em>é algo tremendo&#8230;e difícil.  Porque essa Luz é a Consciência Superlativa do Ser, que tem que ser arrancada das trevas, ou seja, extraindo-a de cada agregado psíquico inumano, de fato, implica superesforços terríveis que devem ser feitos sobre si mesmo e dentro de si, aqui e agora.</p>
<p class="blog-justify">“Separar a Luz das Trevas” significa destruir todos aqueles receptáculos dentro dos quais está colocada a Essência que é Luz. Desintegrar esses agregados, pulverizá-los, para que a Luz Essencial se liberte, é o que se entende por <em>&#8220;separar a Luz das Trevas&#8221;&#8230;</em></p>
<p class="blog-justify"><em>&#8220;E ele chamou a Luz de Dia e as Trevas &#8211; da </em>ignorância e do erro &#8211; ele <em>chamou de Noite&#8221;&#8230; </em>Vocês têm que saber entender isso&#8230;e acho que os irmãos estão refletindo sobre isso&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Continuando assim, adiante, com o Gênesis, veremos como o Criador, ou os Elohim, separa as águas superiores das águas inferiores. Isto, meus irmãos, já pertence ao próprio campo da Alquimia.</p>
<p class="blog-justify">Obviamente, em nós existe o Mercúrio bruto, ou seja, o Mineral bruto. Quando Mercúrio bruto ou Mineral bruto, que não é outro senão o “Exioehary, é transmutado, ou seja, o Esperma Sagrado, ou falando em outros termos as secreções das glândulas endócrinas sexuais, então Energia é obtida. Energia que ascenderá ao cérebro através de seus respectivos canais que são bem conhecidos na Anatomia Oculta.</p>
<p class="blog-justify">Essa Energia-Substância (eu entendo que chegamos a um &#8220;monismo&#8221; em que Energia e Massa não são mais diferenciadas, porque essa Energia Criadora do Terceiro Logos é Substância ao mesmo tempo&#8230; Substância que sobe pelos canais espermáticos até o cérebro, essa Substância-Energia, é sem dúvida a Alma Metálica do Esperma Sagrado, do Exiohehay.</p>
<p class="blog-justify">Essa Alma Metálica do Esperma Sagrado é, então, Energia e é Substância. Como Substância, poderíamos chamá-la de “Mercúrio da Filosofia Secreta”. Não é um Mercúrio Seco como o dos “eus”, os agregados psíquicos que personificam nossos erros&#8230; Não! É um mercúrio líquido e aquoso.</p>
<p class="blog-justify">Olhando as coisas desse ponto de vista, vemos como as Águas Mercuriais Superiores se desprendem, ou se separam das Águas Inferiores&#8230; Há uma <em>&#8220;separação das águas&#8221;&#8230;</em></p>
<p class="blog-justify"><em>&#8220;E Deus separou as águas das águas, as águas superiores das inferiores&#8221;&#8230; </em>É claro que essas Águas Superiores são o Mercúrio, que tem que passar por várias fases antes de se tornar digno de receber o Enxofre.</p>
<p class="blog-justify">Em princípio, essas águas mercuriais são pretas como carvão. Posteriormente, com base em grandes sublimações, ou seja, refinando o &#8220;Sacramento da Igreja de Roma&#8221;, que é a Igreja do Amor, porque &#8220;Roma&#8221; ao contrário se chama &#8220;Amor&#8221;, refinando tal sacramento, digo, consegue-se, e é verdade, que a Água preta se torne branca e depois amarela.</p>
<p class="blog-justify">Na Alquimia existem animais que alegorizam essas Fases de Mercúrio. Diz-se que Mercúrio é preto em princípio e é representado pelo Corvo Negro, que então fica branco e é representada pela Pomba Branca, que, por sua vez, fica amarelo e é representado pela Águia Amarela. Finalmente torna-se vermelho e é representado pelo Faisão Vermelho.</p>
<p class="blog-justify">Assim, o Mercúrio tem que passar por quatro fases: primeiro, Preto; segundo, Branco; terceiro, Amarelo; quarto, vermelho. E essas fases são viabilizadas pela sublimação da obra na Forja do Ciclope.</p>
<p class="blog-justify">Então você está começando a entender o Sacramento da Igreja de Roma&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Quando Mercúrio fica amarelo, obviamente recebe o Enxofre. O que é enxofre? É o Fogo Sagrado. O Fogo tem que fecundar o Mercúrio. Assim, mesclando o Fogo com as correntes de Mercúrio, sobe pelo canal medular até o cérebro.</p>
<p class="blog-justify">Falamos das Águas Superiores e onde vamos deixar as Águas Inferiores? Existem as Águas Inferiores, que, se no início eram pretas, ou turvas, depois têm que se tornar completamente claras, cristalinas, como vidro líquido, flexíveis, maleáveis. É o que se chama <em>&#8220;separar as Águas das Águas para que surja o “Seco”, </em>que se chama &#8220;Terra&#8221;.</p>
<p class="blog-justify">Mas, qual &#8220;seco&#8221;? A que &#8220;seco&#8221; estamos nos referindo? A que &#8220;Seco&#8221; faz alusão &#8220;Gênesis&#8221;? Pois bem, aos Corpos Existenciais Superiores do Ser&#8230; É a isso que alude o “Gênesis”.</p>
<p class="blog-justify">Obviamente, este Mercúrio ascendente, misturado com o Fogo Sagrado ou Enxofre, também carrega certa quantidade de Sal&#8230; Sal sublimado&#8230;e cristaliza em nós, dentro de nós mesmos, de acordo com a <a href="https://escolagnostica.org.br/a-lei-das-oitavas/">Lei das Oitavas</a>.</p>
<p class="blog-justify">Sal, Enxofre e Mercúrio misturados, recebem um nome na Alquimia&#8230; São chamados de &#8220;Azoe&#8221;. Bem, esse Azoe, em geral, se cristaliza dentro de nós de acordo com a Lei das Oitava. Em uma Oitava Superior se cristalizará em nós, convertendo-se no Corpo Astral. E essa cristalização também se verifica, ou se realiza, segundo a Lei do Sete, com a Lei do Eterno Heptaparaparshinock, segundo as Sete Notas Musicais: Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, La, Si.</p>
<p class="blog-justify">Em uma Segunda Oitava chegam a cristalizar com essas mesmas notas da escala, o Sal, o Enxofre e o Mercúrio no Corpo da Mente.</p>
<p class="blog-justify">E por fim, em uma terceira cristalização vem se materializar no Corpo Causal ou Corpo da Vontade Consciente. Se alguém possui os Corpos Físico, Astral, Mental e Causal, pode, por isso, receber dentro de si os Princípios Étnicos, Anímicos ou Espirituais, que o converterão em um verdadeiro Homem, à imagem e semelhança de Deus.</p>
<p class="blog-justify">Todos os processos que estão na Alquimia, onde se faz referência à <em>“relva, ervas que deem semente e toda árvore que dá fruto”, </em>é interno. Obviamente, a Árvore do Conhecimento, a Árvore da Ciência do Bem e do Mal, deve dar tantos frutos em nós&#8230;</p>
<p class="blog-justify">A Semente da Sabedoria deve germinar em nós, as Luzes do Espírito devem nos iluminar, o Sol Espiritual deve nos dar vida, até o final de tantos trabalhos de Alquimia, eliminando os agregados psíquicos inferiores, domando os “animais&#8221; que temos dentro de nós e nos tornando Reis e Senhores deles, até que sejam destruídos. Então surge o Homem, feito a imagem e semelhança de Deus, no sexto dia da criação.</p>
<p class="blog-justify">Mas ele ainda não é, por isso, o Homem Vivo. O Homem do Sexto Dia é feito apenas à imagem e semelhança de Deus, mas não é o Homem Vivo. O Homem Vivo é o Homem do sétimo dia. Esse é de fato o Homem Vivo, o Homem integrado com a divindade, o Super-Homem, o Mestre Ressuscitado, a quem ele alude tacitamente, esclareço, o “Gênesis”.</p>
<p class="blog-justify">Sim, para nos transformarmos em Homens feitos à imagem e semelhança de Deus, precisamos de um choque especial, que é o Conhecimento Esotérico Objetivo. Obviamente, para nos tornarmos Homens Vivos precisaremos de um terceiro choque especial &#8230;</p>
<p class="blog-justify">Vamos especificar: Para que o homem físico exista, precisamos de um choque físico que é o ar que se respira no momento do nascimento. Para que o Homem feito à imagem e semelhança de Deus exista, é necessário outro choque, que se define com aquelas palavras que dizem: <em>&#8220;Deus disse, faça-se a Luz, e a Luz se fez e separou a Luz das Trevas.”.</em></p>
<p class="blog-justify">O homem ignorante precisa de um choque especial, precisa de alguém que lhe traga o Conhecimento, precisa de alguém que lhe traga o Ensinamento, precisa receber as Luzes do <a href="https://escolagnostica.org.br/o-que-e-esoterismo/">Esoterismo</a>, que produz nele um choque especial, e só esse choque especial pode transformá-lo mais tarde, pode convertê-lo, digamos, no que se chama <em>&#8220;Homem feito à imagem e semelhança de Deus&#8221;, </em>no sexto dia.</p>
<p class="blog-justify">No sétimo dia as coisas já mudam. Para se tornar o Homem Vivo, o Homem do sétimo dia, é necessário outro choque de tipo muito especial. Um Homem do sexto dia, é um Homem feito à imagem e semelhança do Eterno, mas ainda não é um Homem Vivo, é necessário um terceiro choque para se tornar um Homem Vivo.</p>
<p class="blog-justify">Se um homem do sexto dia, feito à imagem e semelhança do Eterno, quer se tornar um Homem Vivo, ele deve ser um Ressuscitado. Ele não poderia ressuscitar sem um choque especial; ele precisa descer, descer aos Mundos Infernais, à Nona Esfera, para desintegrar os Demônios da Lua Negra.</p>
<p class="blog-justify">Já lhe expliquei muitas vezes que a Lua Psicológica tem duas faces: A que se vê e a que não se vê. Assim como a Lua visível tem duas faces: a que se vê e a oculta que está do outro lado, também devo dizer que a Lua Psicológica dentro de nós tem duas faces: a que se vê, ou seja, aqueles defeitos que se destacam a olho nu; e o que não se vê, o oculto.</p>
<p class="blog-justify">Vários santos que progrediram muito, ficaram estagnados quando acreditaram que já haviam acabado com o Ego. Sim, eles destruíram muitos elementos inumanos no lado visível da Lua Psicológica, mas não desintegraram os elementos inumanos no lado oculto da Lua Psicológica.</p>
<p class="blog-justify">Eles foram absorvidos no Nirvana ou no Maha-paranirvana, convencidos de que os elementos indesejáveis de sua psique haviam sido desintegrados, pulverizados. Mais tarde perceberam que ainda não haviam alcançado o objetivo e muitos elementos indesejáveis permaneceram na parte oculta da Lua Psicológica. Então eles devem retornar ao Trabalho Esotérico.</p>
<p class="blog-justify">Assim, meus queridos irmãos, é bom entender que enquanto não se eliminam os elementos indesejáveis de sua psique, obviamente as coisas vão mal&#8230; Aqueles que pensam que o progresso pode ser feito sem eliminar os elementos indesejáveis de sua psique estão errados, totalmente errados.</p>
<p class="blog-justify">O Homem feito à imagem e semelhança do Eterno Deus Vivo, que criou o Céu e as coisas que nele há, a Terra e tudo o que existe, deve necessariamente receber um choque especial, se quiser realmente tornar-se um Homem Vivo.</p>
<p class="blog-justify">E esse choque não seria viável se não fosse rebaixado à Nona Esfera. Esse choque<em> só </em>é<em> possível ali&#8230; Só ali</em> vocês podem receber esse choque especial, e recebendo-o, só ali seria possível desintegrar os elementos indesejáveis que permanecem em nosso interior.</p>
<p class="blog-justify">Esse tipo de trabalho relacionado à Lua Negra é chamado no Esoterismo &#8220;A <a href="https://escolagnostica.org.br/a-iniciacao/">Iniciação</a> de Judas&#8221;, ou seja, a Paixão pelo Senhor.</p>
<p class="blog-justify">Raros são os seres humanos que atingiram essas alturas, porém, eu me conformo em mostrar-lhes o Caminho que conduz à Liberação Final.</p>
<p class="blog-justify">Este Caminho não é para tolos, não é para pessoas “engarrafadas”, poderíamos dizer, entre os códigos morais escritos por tantos “humanoides intelectuais”. É um Caminho difícil&#8230; Este Caminho é chamado “O Caminho Estrelado”. É chamado assim porque é simbolizado com oito estrelas no céu.</p>
<p class="blog-justify">Um caminho cheio de perigos imprevistos, um caminho de angústia e dor. Nicolás Flamel, o distinto Alquimista medieval, percorreu este Caminho. É o caminho que conduz à Compostela&#8230;</p>
<p class="blog-justify">É preciso entender o que é a palavra “Compostela”: “Compo” significa “receber” &#8230; “Stela” significa “Stella” ou “Estrela”. “Receber a Estrela”. Para se tornar um Homem Vivo é preciso receber a Estrela de seis pontas, ou seja, o Selo de Salomão, e isto está, aliás, devidamente documentado pelo Sepulcro dos Iniciados, que deve brilhar.</p>
<p class="blog-justify">Não esqueçam que a Divina Mãe Kundalini é quem ergue os Sepulcros dos Iniciados. Quando digo <em>“Sepulcro dos Iniciados”, </em>não me refiro aos sepulcros físicos, mas aos Sepulcros Psicológicos, nos quais devem ser depositados os restos dos “eus” mortos.</p>
<p class="blog-justify">Quando o Sepulcro brilha, não resta um único Eu dentro do Sepulcro&#8230;  Então a Estrela brilha&#8230; Há que saber entender&#8230;</p>
<p class="blog-justify">O peregrino que vai a Compostela, segundo Nicolás Flamel, simboliza, entre outras coisas, o Mercúrio da Filosofia Secreta ou o Apóstolo Santiago, o Maior.</p>
<p class="blog-justify">Obviamente, os doze apóstolos que a Bíblia fala não são meramente doze apóstolos históricos como supõem os ignorantes iluminados, não! Esses doze <a href="https://escolagnostica.org.br/a-ilusao-dos-poderes/">Poderes</a>, essas doze Potestades, estão dentro do Ser de cada um de nós. São doze partes Autônomas e Autoconscientes, e até mesmo Auto independentes de nosso próprio Ser Individual e Particular.</p>
<p class="blog-justify">Desses doze apóstolos, o mais interessante, sem dúvida, é o de Santiago, o Maior, porque Santiago representa o Mercúrio da Filosofia Secreta, e Mercúrio é o fundamento da Grande Obra. Santiago é, digamos, o Bem-aventurado da Grande Obra.</p>
<p class="blog-justify">Os doze Apóstolos existiram historicamente, não nego, mas eles alegorizam ou simbolizam os doze apóstolos que cada um de nós carrega dentro de si.</p>
<p class="blog-justify">Não quero dizer que todos os presentes aqui já encarnaram os doze apóstolos, não chego ao máximo, não quero exagerar aqui&#8230;. Para poder encarnar os doze, é inevitavelmente necessário ter morrido dentro de si mesmo, ter destruído o Ego animal.</p>
<p class="blog-justify">Os doze Poderes foram obviamente depositados pelo Salvador no ventre da Divina Mãe Kundalini. Daí eles surgem para a manifestação&#8230; Eles vêm e entram em nosso corpo físico.</p>
<p class="blog-justify">Não confunda as doze Potestades com as doze faculdades. Certamente temos doze faculdades, ou seja: cinco Sentidos ordinários e as Sete Igrejas do &#8220;Apocalipse&#8221; de São João. Essas doze faculdades não são os doze Poderes, mas se relacionam, de uma forma ou de outra, com esses eles.</p>
<p class="blog-justify">Assim, meus queridos irmãos, Santiago, por exemplo, representa a Grande Obra, e digamos, os ensinamentos relacionados com a Grande Obra vêm do Pai de todas as Luzes e chegam à Mente através de Santiago, o Apóstolo. Mas não pensemos no Santiago histórico, repito, estou falando no Santiago Particular de cada um de nós.</p>
<p class="blog-justify">Dentro de nós estão os doze Poderes&#8230; Estão, também, os vinte quatro Anciões, e também os Quatro que dirigem os Quatro Elementos, etc., etc., etc. O Ser de cada um de nós parece um exército de crianças, de infantes. Cada uma das partes do Ser goza de Autonomia, Autoconsciência, Auto independência.</p>
<p class="blog-justify">Que precisamos aperfeiçoar cada uma das partes do Ser, isso é real, é certo e verdadeiro, mas isso só é possível eliminando os elementos subjetivos das percepções.</p>
<p class="blog-justify">Aperfeiçoar a parte superior do Ser é muito difícil! Quem consegue aperfeiçoar a parte superior de seu próprio Ser recebe o grau de “Ischmetch”. São poucos os que chegam a essas alturas&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Devemos começar, é claro, a criar dentro de nós o Homem feito à imagem e semelhança de Deus. Este Homem não poderia surgir sem um choque especial. Esse choque é o da <a href="https://escolagnostica.org.br/o-que-e-gnose/">Gnose</a>, é da Luz que vai tirá-lo do estado caótico em que vive e vai transformá-lo num Homem autoconsciente.</p>
<p class="blog-justify">Mas, se ficássemos lá, estaríamos em um mau caminho. Precisamos nos tornar Super-homens. Necessitamos criar, fazer emergir dentro de nós o Homem Vivo do sétimo dia.</p>
<p class="blog-justify">Isso também requer um choque especial que os &#8220;ignorantes esclarecidos&#8221; não entendem. Quando um Iniciado, que é um Homem feito à imagem e semelhança do Eterno, tenta tornar-se um Homem Vivo, não é compreendido&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Agora vocês poderão explicar por que os doze apóstolos são caluniados: os &#8220;virtuosos&#8221; os caluniam, os &#8220;sacerdotes&#8221; do Templo os caluniam e os &#8220;anciãos&#8221; os caluniam.</p>
<p class="blog-justify">Quem são os &#8220;virtuosos&#8221;? Quem são os &#8220;sacerdotes&#8221; do Templo? Quem são os “anciãos”?</p>
<p class="blog-justify">Vale a pena refletir&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Os &#8220;escribas&#8221;, os intelectuais, aqueles que se apegam a tantos códigos de moral podre, esses são os famosos &#8220;virtuosos&#8221; que condenam os Iniciados.</p>
<p class="blog-justify">Quem são realmente os &#8220;anciãos&#8221;? Bem, simplesmente, pessoas muito criteriosas, muito cheias de experiência&#8230; Eles nunca entendem os iniciados.</p>
<p class="blog-justify">Por último, quem são os “sacerdotes”? Pessoas de todas as religiões, de todos os cultos.</p>
<p class="blog-justify">Assim, os doze Santos, os doze Poderes, os doze apóstolos são geralmente caluniados, mas marcham firmemente para onde devem marchar. São Tiago, o maior, o Bendito Patrono da Grande Obra, percorre com firmeza o Caminho que conduz a Compostela.</p>
<p class="blog-justify">Então, meus queridos irmãos, vocês vêm esses choques que recebemos&#8230;. São necessários para a transformação, são vitais&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Há um livro, sim, que pode guiar a todos nós. Nele encontramos muita sabedoria, mas ninguém o entende. Qualquer um de vocês pode comprá-lo no mercado, é vendido aos montes, mas ninguém, segurando-o na mão, ninguém é capaz de abri-lo. Quem é digno de abrir o livro e desatar seus selos? Ninguém poderia, nem no céu nem na terra, não haveria ninguém que pudesse abrir o livro ou desatar seus selos&#8230;  Refiro-me ao Apocalipse de São João.  Ninguém entende esse livro, por isso não o adulteraram, senão já seria um “cadáver”. Mas como ninguém o entende, eles o deixaram em paz. No “Apocalipse” de São João está toda a Ciência da Grande Obra. Ela está ali, neste livro!</p>
<p class="blog-justify">Santiago aparece, então, com o “Apocalipse” na mão&#8230; Ele carrega uma vara, e em seu chapéu uma concha. Ele se apoia em seu cajado, a vara, e com a outra mão empunha o “Apocalipse”. Seu chapéu é algo muito curioso, é feito de modo muito raro, com uma cabaça.</p>
<p class="blog-justify">Recordemos que, precisamente na Idade Média, muitos místicos punham a Água Benta numa cabaça, a Água Sagrada, ou seja, o Mercúrio da Filosofia Secreta.</p>
<p class="blog-justify">O “Apocalipse” pode nos guiar se recebermos os ensinamentos do Pai de todas as Luzes, e não é possível recebê-los a não ser através de Santiago. Santiago é o Mercúrio da Filosofia Secreta, e o Mercúrio deve ser preparado na Forja dos Ciclopes, no <em>laboratorium oratorium</em> do Terceiro Logo. Ali se prepara  o Mercúrio com o qual temos que trabalhar. Precisamos de um Mercúrio Enxofrado&#8230; o Mercúrio, o Enxofre e devidamente mesclado com o Sal Sublimado.</p>
<p class="blog-justify">Voltando ao “Gênesis”, diremos que é uma obra que também não compreendemos. A Bíblia começa com “Gênesis” e termina com “Apocalipse”.</p>
<p class="blog-justify">Quem entende “Gênesis”? Quem entende o “Apocalipse”? Ninguém. Há autores que assumem que todo o &#8220;Gênesis&#8221; está relacionado exclusivamente ao Homem. Não vamos exagerar, não vamos exagerar com os comentários&#8230; A Gênesis também está relacionada com o Universo&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Quando alguém está criando dentro de si o Homem, feito à imagem e semelhança de Deus, obviamente está trabalhando com a mesma força com que Deus criou o mundo. É como uma pequena parcela do mundo, dentro da qual uma Criação deve ser feita. É aí que se chega a saber como Deus criou o mundo. Assim, o &#8220;Gênesis&#8221; é aplicável ao Macrocósmico, mas de forma simbólica, alegórica.</p>
<p class="blog-justify">Ninguém poderia entender o &#8220;Gênesis&#8221; se não for um alquimista. Os alquimistas sabem que é assim, por exemplo: para criar o Homem feito à imagem e semelhança de Deus precisamos necessariamente de Sal, Enxofre e Mercúrio, e isso acontece lá em cima no Macrocosmo.</p>
<p class="blog-justify">Desses elementos do espaço infinito, surge dentro o <em>Archeus</em> composto de Sal, Enxofre e Mercúrio e é desse <em>Archeus</em> que surge uma nova Unidade Cósmica, um novo Sistema Solar.</p>
<p class="blog-justify">Aqui, temos que criar um <em>Archeus</em> dentro de nós com Sal, Enxofre e Mercúrio para que desse <em>Archeus</em> nasça, não uma nova Unidade Cósmica, mas um Homem feito à imagem e semelhança do Criador.</p>
<p class="blog-justify">O Homem Vivo carrega os Seis Tridentes em seus chifres. É claro, nos lembra o Selo de Salomão, a Estrela de seis pontas. A Estrela deve ter os Seis Tridentes em seus chifres, então é um Homem Autorrealizado. É um Homem que pode se estabelecer firmemente no sagrado <em>Anklad</em>.</p>
<p class="blog-justify">Então, meus queridos irmãos, este é o fim da palestra desta noite.</p>
<p class="blog-justify"><strong>Discípulo &#8211; </strong>Mestre, para um Homem se tornar um tridente, um Homem Tridente, ele já precisa ser superior?</p>
<p class="blog-justify"><strong>Mestre &#8211; </strong>Que um Homem se torna um tridente? Não, é que os tridentes marcam exatamente os Graus de Perfeição, alcançados pela razão objetiva. Se um homem tiver apenas cinco tridentes, ele será feito à imagem e semelhança do Eterno. Se cinco tridentes aparecem em seus chifres na testa, obviamente ele é um homem feito à imagem e semelhança do Criador, mas não um homem vivo. Um Homem Vivo, repito, carrega Seis Tridentes em seus Chifres.</p>
<p class="blog-justify">Sabemos muito bem o que é um “Tridente”, ou seja, ele tem três pontas. Bem, Lúcifer tem os Chifres. O Lúcifer Interior, que cada um de nós carrega dentro é um reflexo do Logos. Em princípio, esse Lúcifer é o Diabo, negro, como carvão. Quando alguém destrói o Ego, esse Lúcifer é o Arcanjo da Luz, e integrando-se conosco ele nos faz Arcanjos também. Ele também manterá seus Chifres de Prata, os Chifres de Prata dos Hierofantes. O número de Tridentes indica seu grau de progresso.</p>
<p class="blog-justify"><strong>Discípulo &#8211; </strong>Há Mestres que alcançaram a Pedra Filosofal e a jogaram na água uma, duas, três vezes. Que propósitos esses Mestres perseguem? Não basta, digamos, com as exaltações que alcançaram, posteriormente no Absoluto? Ou que outro tipo de exaltação ou Sabedoria esses Mestres buscam?</p>
<p class="blog-justify"><strong>Mestre &#8211; </strong>Bem, na Índia sabe-se que o Iniciado, o Iogue que busca precisamente a união com o próprio Deus, não tem mais nada a buscar, pois já encontrou Deus. Mas se quiser progredir um pouco mais, aprofundar-se mais em Deus, se você quer se aprofundar em Deus, porque Deus não é uma pessoa, Deus é o Divino, você precisará descer novamente, por um retrocesso, tentar dar vida à Pedra Filosofal e ressurgir.</p>
<p class="blog-justify">Obviamente, se alguém faz isso, penetra mais fundo, porque isso é alegorizado com o famoso pássaro Fênix: Um pássaro que voava e voava por aí, e tinha uma coroa de ouro inefável. Suas pernas eram de ouro, sua plumagem azul, e vivia milhares e milhares e milhares de anos, e finalmente, cansada de viver, diz a mitologia, que ela construiu um ninho feito de incenso, mirra, aloés, sândalo, etc., e ali se incinerou.</p>
<p class="blog-justify">Toda a natureza se encheu de profunda tristeza ao ver a ave Fênix se transformar em cinzas. Mas, finalmente, ela ressuscitou de suas próprias cinzas, mais poderosa do que antes, mais majestosa, mais profunda.</p>
<p class="blog-justify">Toda a natureza a temia e a adorava&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Então, quem joga a Pedra Filosofal na água está procurando alguma coisa, procurando ressuscitar sua própria Pedra um pouco mais tarde, e isso lhe causa muita dor, muitos sacrifícios, muito sofrimento. Como resultado disso, dará vida a uma Pedra mais poderosa, mais divina, a mais extraordinária, mais imponderável Pedra das Virtudes.</p>
<p class="blog-justify"><strong>Discípulo &#8211; </strong>Mestre, mas nos foi dito que existem Mestres que foram além do sexo, portanto o sexo é proibido. Não podemos pensar que no seio do Absoluto há outro tipo de exaltações?</p>
<p class="blog-justify"><strong>Mestre &#8211; </strong>Inquestionavelmente, o Caminho que conduz ao seio do Eterno Pai Cósmico Comum é o Caminho do Sexo. Não há outro Caminho. Aquele que se submerge no seio do Eterno Pai Cósmico Comum nunca mais volta ao sexo, mas é muito difícil ser absorvido no seio do Eterno Pai Cósmico Comum. Raros são os que o conseguem. Impossível não, mas muito difícil&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Somente aqueles que submergem no seio do Eterno Pai Cósmico Comum são aqueles que golpearam o 13º Portal, no Ain, no Sat Imanifestado. Somente esses podem dar-se ao luxo de pensar além do sexo&#8230;</p>
<p class="blog-justify"> </p>
<p style="text-align: right;"><strong>Por Samael Aun Weor</strong><br /><strong>Traduzido por Natalino Sampaio</strong></p>
<p class="blog-justify"> </p>
<p class="blog-justify"></p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A Necessidade de Cristalizar a Alma</title>
		<link>https://escolagnostica.org.br/a-necessidade-de-cristalizar-a-alma/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Balota]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Nov 2022 12:25:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gnose]]></category>
		<category><![CDATA[Samael Aun Weor]]></category>
		<category><![CDATA[Autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Banner - Cursos Regulares]]></category>
		<category><![CDATA[Escola de Mistérios]]></category>
		<category><![CDATA[Escola Iniciática]]></category>
		<category><![CDATA[Estado de Presença]]></category>
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		<category><![CDATA[Gnosticismo]]></category>
		<category><![CDATA[Gnóstico]]></category>
		<category><![CDATA[Iniciação]]></category>
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					<description><![CDATA[A Necessidade de Cristalizar a Alma   Vamos começar nossa palestra hoje à noite. Antes de tudo, meus estimados irmãos, é preciso conhecer o Caminho que nos conduz à autorrealização<span class="excerpt-hellip"> […]</span>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="blog-titulo wp-block-paragraph">A Necessidade de Cristalizar a Alma</p>



<p class="blog-justify wp-block-paragraph"> </p>
<p class="blog-justify">Vamos começar nossa palestra hoje à noite. Antes de tudo, meus estimados irmãos, é preciso conhecer o Caminho que nos conduz à autorrealização Íntima do Ser.</p>
<p class="blog-justify">Sem dúvida, é urgente compreender a necessidade de cristalizar em nós aquilo que se chama &#8220;alma&#8221;&#8230; Jesus Cristo disse: &#8221; <em>Com paciência possuireis as vossas Almas </em>&#8220;; mas, antes de mais nada, é conveniente entender o que é aquela coisa chamada &#8220;alma&#8221;&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Certamente, devo lhes dizer que a alma é um conjunto de Leis, Princípios, Virtudes, Poderes, etc.  As pessoas possuem a Essência, o Material Psíquico para fabricar a Alma, ou melhor, para cristalizar a Alma, mas ainda não possuem a Alma.</p>
<p class="blog-justify">Obviamente, quem quiser possuir o que normalmente se chama &#8220;Alma&#8221;, deve desintegrar os elementos psíquicos indesejáveis que carregamos dentro de nós: ira, cobiça, luxúria, inveja, orgulho, preguiça, gula, etc. Virgílio, o poeta de Mântua, disse: <em>&#8220;Mesmo se você tivesse mil línguas para falar e um palato de aço, você não seria capaz de enumerar completamente todas as suas falhas&#8221;&#8230;</em></p>
<p class="blog-justify">Obviamente, estes últimos são chamados no Tibete de &#8220;agregados psíquicos&#8221;. Tais agregados são muito semelhantes aos &#8220;Elementares&#8221; de que falam as várias organizações ocultas, são a personificação viva dos nossos erros&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Diz-se que Jesus de Nazaré expulsou sete demônios do corpo de Maria Madalena. Sem dúvida, estes representam os sete defeitos capitais, e se multiplicam incessantemente; tal afirmação do Evangelho Crístico, significa que o Cristo Íntimo expulsou de Maria Madalena os diversos agregados psíquicos inumanos que ela possuía.</p>
<p class="blog-justify">Cada um desses agregados está organizado de maneira muito semelhante à <a href="https://escolagnostica.org.br/a-diferenca-entre-ego-e-personalidade/">Personalidade</a> Humana. Possuem seus Três Cérebros: o Intelectual, o Emocional e o Sexual – Instintivo – Motor. Cada agregado realmente se parece com uma pessoa. Se dissermos que dentro de nossa pessoa humana há muitas &#8220;pessoas&#8221; vivendo, não estamos exagerando em nada&#8230; É isso mesmo&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Todos esses agregados estão se combatendo mutuamente, lutando pela supremacia. Cada um deles quer ser o mestre, o senhor, e aquele que consegue se impor, aquele que consegue controlar os cinco cilindros da máquina orgânica em determinado momento, acredita ser o único. Momentos depois, porém, ele é derrubado e outro toma seu lugar.</p>
<p class="blog-justify">Então, realmente, qualquer pessoa não é a mesma nem por meia hora. Isso parece incrível, mas é?</p>
<p class="blog-justify">Vocês mesmos, sentados aqui, ouvindo, chegaram com um agregado, com um “acréscimo” &#8230;  Sentaram-se para ouvir, “ele” mesmo estava muito alerta. Mas se vocês prestarem atenção ao que aconteceu dentro de cada um, até este exato momento, vocês descobrirão que agora você é diferente, que você não é o mesmo daqueles que vieram aqui e se sentaram. Por quê? Porque o agregado psíquico que comanda a máquina orgânica, e que começou sentado, foi substituído por outro que agora está ouvindo.</p>
<p class="blog-justify">Se eu dissesse que vocês são os mesmos que começaram, estaria abusando da sua mente e da minha.</p>
<p class="blog-justify">Então, realmente, de verdade, os agregados psíquicos estão mudando: assim, logo que um deles controla os centros capitais do cérebro, fatalmente será substituído por um outro&#8230; Nunca permanece o mesmo&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Quanto à Essência, que é a mais digna, que é a coisa mais decente que temos dentro de nós, a própria Consciência, ela está inquestionavelmente presa entre todos esses múltiplos agregados, processando-se em virtude de seu próprio condicionamento&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Cada um de vocês é “legião”; recordemos o que o Mestre Jesus perguntou ao possuidor do Evangelho Bíblico: – <em>Qual é o seu nome? </em></p>
<p class="blog-justify">E o possuído respondeu: – <em>Meu nome é Legião!</em></p>
<p class="blog-justify">Qual é o nome de cada um dos presentes aqui? Legião!</p>
<p class="blog-justify">Vocês não têm uma verdadeira individualidade, vocês ainda não a alcançaram. A Consciência em cada um de vocês dorme, terrivelmente. Por quê? Porque é o processo, resultado de seu próprio engarrafamento; então ela está em estado de hipnose, e isso não pode ser negado.</p>
<p class="blog-justify">E quanto à própria Alma, será que conseguiram cristalizá-la? Se eu dissesse que vocês não têm uma Alma imortal, também estaria mentindo. Estou ciente de que vocês a têm, obviamente, que cada um de vocês tem sua Alma imortal, mas, não a possuem&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Pode-se ter um lindo diamante guardado em um cofre. Possivelmente, alguém gostaria de pensar que possui tal joia, mas se fosse &#8220;penhorada&#8221;, não a possuiria; ele saberia que tinha a joia, mas também não ignoraria que realmente não possui.</p>
<p class="blog-justify">Muitas vezes alguém recebe uma bela herança, sabe que a tem. Mas uma coisa é tê-la e outra é possuí-la&#8230; Sua Alma, onde está? Viaja pela Via Láctea, move-se por toda esta Galáxia; mas você que está sentado aqui não o possui; sabem que a têm, mas uma coisa é saber que a têm e outra é possuí-la; então vale a pena possuir.</p>
<p class="blog-justify">Mas como alguém viria a possuir sua alma? Pois bem, desintegrando definitivamente os agregados psíquicos, porque a Alma e os agregados são incompatíveis, são como óleo e água: não se misturam.</p>
<p class="blog-justify">Se não conseguirmos desintegrar os agregados psíquicos, personificação viva de nossos defeitos psicológicos, perdemos a Alma. <em>&#8220;De que adiantaria </em>&#8220;, diz Jesus o Cristo, &#8220;<em>se um homem adquirir todos os tesouros do mundo, mas perder sua alma?&#8221; </em>Não adianta isso&#8230;</p>
<p class="blog-justify">É possível perder sua alma? Sim é possível. Quem entra nos Mundos Infernais perde sua Alma, isso é óbvio. É triste perder esse tesouro&#8230;.</p>
<p class="blog-justify">Existe alguma maneira de não perdê-lo? Sim, repito: Cristalizando-o em si mesmo, aqui e agora&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Quando se rompe e desintegra completamente o agregado psíquico da luxúria, cristaliza-se na Essência que carregamos dentro, aquela preciosa virtude da Alma conhecida como “Castidade”. Quando se consegue destruir, aniquilar o agregado psíquico da ira, cristaliza-se, então, a preciosa virtude do Amor; quando se consegue reduzir o agregado psíquico do egoísmo a poeira cósmica, então cristaliza-se a preciosa virtude do Altruísmo ou Cristocentrismo.  Quando se consegue aniquilar o agregado psíquico do orgulho, então, cristaliza-se em nós a virtude inefável da Humildade&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Chegando a esta parte da nossa conversa, devo dizer que, infelizmente, muitos textos de tipo ocultista, esotérico, etc. levam ao orgulho místico, e isso é muito grave&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Autores conhecidos, muito veneráveis, afirmam que <em>&#8220;somos deuses&#8221;, </em>que <em>&#8220;cada um de nós é um Deus&#8221;. </em>Obviamente, esta declaração vem fortalecer em nós o orgulho místico que causa muitos danos no Caminho da Autorrealização, porque um, vaidoso, convencido de que é um Deus, pode se tornar um mitômano.</p>
<p class="blog-justify">Inquestionavelmente, não é possível se tornar um verdadeiro iluminado quando se tem orgulho. Eu nunca poderia pensar em um Deus que é bêbado, fornicador, adúltero, briguento, egoísta, invejoso, ciumento, lascivo, etc.  Cada um de nós é, na verdade, tudo isso.</p>
<p class="blog-justify">Sempre tem me dado muita dor encontrar em textos ocultos, etc., sem citar neste momento nenhuma organização, esta tremenda afirmação prejudicial, de que <em>&#8220;somos deuses”.</em></p>
<p class="blog-justify">É melhor sermos sérios e nos limitarmos à realidade dos fatos.  Olhar para o que realmente somos e não criar ilusões. Comemos, bebemos, fornicamos, adulteramos, odiamos, criticamos, somos ciumentos, etc. Você acredita, talvez, em tal Deus? É melhor dizer: <em>“Somos vermes vis no lodo da terra”, </em>e estarmos conscientes de que o somos&#8230; Se quisermos ser convencidos, bastaria sermos honestos conosco mesmos!</p>
<p class="blog-justify">Se examinarmos cuidadosamente nossa existência, descobriremos que ela não é realmente uma das sete maravilhas do mundo. Esse exame que fazemos de nós mesmos e de nossa própria vida terá consequências maravilhosas, porque nos permitirá saber o que somos, entender que não somos mais que um pobre pecador, que somos vermes vis no lodo da terra&#8230; Assim, assim, trilharemos o caminho da simplicidade e humildade.</p>
<p class="blog-justify">Quando se desintegra verdadeiramente esse agregado psíquico do orgulho, obviamente cristaliza em nós a Humildade, que é a virtude mais preciosa. Tenham em mente que não existe apenas orgulho baseado nas posições sociais, no capital, na linhagem familiar etc. Há um orgulho muito pior e mais nocivo do que todas essas formas que acabei de mencionar, e é o orgulho místico: acreditar-se santos, muito sábios; sentindo-nos deuses, acreditando ou supondo que ninguém é maior do que nós, que somos Grandes Iniciados, etc., etc.</p>
<p class="blog-justify">Isso é grave, porque, na verdade, o orgulho nunca permitirá que tenhamos uma relação correta com as partes superiores do Ser. Quando não se pode relacionar corretamente com as partes superiores do Ser, também não se pode desfrutar da Iluminação; terá de viver apegado aos livros, a ler, a ouvir conferencistas, nunca terá a Experiência Mística do Real.</p>
<p class="blog-justify">Então, antes de tudo, é urgente realizar nestes estudos, que consigamos eliminar de nós mesmos o orgulho místico, que é o mais perigoso; se tivermos sucesso, a preciosa virtude da Humildade florescerá em nós.</p>
<p class="blog-justify">Cada vez que eliminamos um agregado psíquico, cristaliza-se uma virtude, um poder, uma lei, uma faculdade, um dom, etc. É assim que, pouco a pouco, vamos cristalizando a Alma em nós. Aquela Alma que normalmente vive ali, na Via Láctea, viajando, aos poucos se cristalizará em nós. No entanto, devemos também afirmar que <em>“se a água não ferver a cem graus”, </em>o que deveria cristalizar não cristaliza em nós, e o que deveria ser desintegrado não se desintegra.</p>
<p class="blog-justify">Com esta afirmação de que <em>&#8220;a água deve ferver a cem graus&#8221;, </em>estou falando em parábola: quero dizer que precisamos passar por grandes crises emocionais para desintegrar cada defeito psicológico.</p>
<p class="blog-justify">Conheço o caso de uma irmã gnóstica que está trabalhando terrivelmente em si mesma, correndo o risco de até contrair doenças cardíacas. Essa irmã, em tremendos e supremos arrependimentos, chora diariamente e geme, sofre, nunca acreditou em si mesma mais do que ninguém, e ainda assim ela é um Boddhisattwa caído, o Boddhisattwa de um Anjo. Oxalá muitos imitassem esse exemplo!</p>
<p class="blog-justify">Aqueles que assim agem, com supremo arrependimento, trabalhando sobre este ou aquele defeito de tipo psicológico, inquestionavelmente desintegram, um a um, os agregados psíquicos, e em sua substituição, o que se chama &#8220;Alma&#8221; cristalizará neles.</p>
<p class="blog-justify">E quem conseguir a completa desintegração de todos os elementos psíquicos indesejáveis que em seu interior ele carrega, cristalizará, em si mesmo, cem por cento de sua Alma. Repito, alma é um conjunto de preciosas virtudes ou Gênios Inefáveis de atributos e leis, dons e qualidades de perfeição. Até o próprio corpo físico deve ser transformado em Alma.  Essa é a única maneira de chegarem aonde vocês precisam ir&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Conheço muitos eruditos, de intelectualidade brilhante, que beberam em todas as Filosofias, sejam do ocidente ou do oriente do mundo, que sabem hebraico, sânscrito, grego, etc., mas sofrem o indizível, não desfrutam da iluminação, porque ainda não fabricaram o &#8220;Bodhichitta&#8221;&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Esta palavra pode soar para você um pouco estranha. É um termo oriental. No Japão, China, Índia, e no Nepal, onde Gautama, Buda Sakyamuni, nasceu, a Alma Cristalizada de um homem ou de uma mulher era chamada de &#8220;Bodhichitta&#8221;, claro.</p>
<p class="blog-justify">É maravilhoso ver como todos esses diversos elementos espirituais, Virtudes e Poderes, cristalizam-se lentamente na Essência, à medida que ela se liberta. Por algo dissemos que a Essência é o &#8220;material&#8221; para cristalizar a Alma&#8230;</p>
<p class="blog-justify">O termo “fabricar” não nos parece muito correto&#8230; achamos muito pesado, grotesco, no entanto, muitos autores usam esse termo. Permita-me a liberdade de discordar disso, pois prefiro dizer “cristalizar” &#8230;  A Alma não é algo que deva ser fabricado. Ela já existe, e o que vocês têm que fazer é cristalizá-la, e isso é bem diferente&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Vocês podem observar, por exemplo, um pedaço de gelo&#8230; Ele é a cristalização do elemento água. Inquestionavelmente, muito frio, tal elemento ganha forma e se transforma em gelo. É incrível ver a cristalização da água. É realizado de acordo com certos princípios geométricos extraordinários.</p>
<p class="blog-justify">De maneira semelhante, acontece com o “elemento alma”: cristaliza-se segundo certas delimitações matemáticas e geotécnicas precisas e indiscutíveis. Até o próprio corpo, este que temos de carne e osso, deve ser transformado em Alma, e é possível transformá-lo em Alma, se na realidade a isso nos propomos.</p>
<p class="blog-justify">Temos um corpo de carne e osso. Este corpo físico é formado por órgãos, e os órgãos por células, enquanto as células por moléculas, etc. Não há dúvida de que houve um Princípio Orientador Inteligente, que promoveu a ordenação das células vivas na forma de órgãos.</p>
<p class="blog-justify">Francamente me faz rir, a ideia de “células inconscientes”, ordenando umas às outras, adormecidas, em forma de órgãos. Que absurdo isso: “células adormecidas, inconscientes, cegas”, como diz Haeckel, <em>“organizando-se em forma de órgãos”. </em>Isso não caberia na cabeça de ninguém!</p>
<p class="blog-justify">Dizem que <em>&#8220;tais células são organizadas na forma de órgãos&#8221;. </em>Alguns autores que não encontram o que fazer, ao ver as maravilhas deste mundo, afirmam ser uma ação inconsciente, como acreditam, e que <em>&#8220;tudo funciona mecanicamente”, sem</em> um Princípio Orientador. Então citam um &#8220;inconsciente&#8221;&#8230; Não! As células se organizaram conscientemente! Graças ao Princípio Inteligente da Mãe Natureza, é possível que as células se organizem na forma de órgãos.</p>
<p class="blog-justify">Mas se decompormos qualquer átomo, seja do fígado, dos rins ou do pâncreas, liberamos energia, isso é óbvio. De forma que, em última síntese, o corpo físico, ele se resume em diferentes tipos e subtipos de Energia. Isso é indubitável&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Karl Marx diz: “<em>O que vem primeiro, Matéria ou Psique; Psique ou Matéria?”</em> Ele conclui dizendo que a primeira coisa é a matéria. Isso é completamente absurdo! Pois bem, os mesmos postulados de Einstein dizem que <em>&#8220;Matéria nada mais é do que Energia condensada&#8221;.</em></p>
<p class="blog-justify">Recordemos aquele postulado, que afirma o seguinte: “A <em>energia é igual à massa, multiplicada pela velocidade da luz ao quadrado; massa se transforma em energia, energia se transforma em massa”</em> &#8230;</p>
<p class="blog-justify">Qual é a primeira coisa que existe? A Energia, que então cristaliza em massa. Então a psique, que é Energia no sentido mais completo da palavra, vem primeiro, depois vem a massa&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Vamos ver os mundos ao redor do Sol. São massas enormes, cada uma com seu peso definido, um volume exato. No entanto, eles giram em torno do Sol, movidos pela Energia Solar. Se não fosse a Energia Solar, esses mundos seriam deslocados no espaço, rolariam eternamente até colidirem com algum cometa, ou com outros mundos. Seria anarquia, desordem, conflito; mas os mundos marcham de forma organizada. Quem os mantém exatamente ao redor do Sol? A energia!</p>
<p class="blog-justify">Obviamente é a Energia Centrípeta que os atrai; é a Energia Centrífuga que os afasta; é a Energia que os faz girar, a Energia que os faz girar em torno do Astro-Rei&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Então, o que vem primeiro: Energia ou Matéria? Obviamente a Energia, porque a mesma Matéria não existiria se a Energia não existisse. Para que a Matéria exista, é preciso condensar a Energia Universal, e a Matéria começa a existir, porque a Matéria é Energia condensada&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Quanto ao organismo humano, a primeira coisa que existe é a Energia. É ela que permite que os átomos girem em torno de seus centros nucleares na molécula. Permite realizar todas as funções orgânicas, não só as funções meramente reprodutivas ou químicas, mas também as funções relacionadas com as calorias, percepções, etc., e também aquelas relacionadas com a Imaginação e a Vontade.</p>
<p class="blog-justify">Não seria possível conceber um corpo orgânico desprovido de Energia. Como ocorreriam os fenômenos catalíticos se não houvesse Energia? É que a Energia é a primeira, e a Matéria é a segunda.</p>
<p class="blog-justify">Se chamamos essa Energia de &#8220;Espírito&#8221; ou &#8220;Consciência&#8221;, ou o que você quiser, não importa, mas é a primeira. O nome é irrelevante, mas, a realidade é que a Energia é anterior à Matéria&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Existem Corpos Vitais Orgânicos, e isso está comprovado. Os russos, com um aparelho, conseguiram fotografar o Corpo Vital, estão estudando-o. Eles não estão apenas estudando em relação ao Organismo Físico, mas, eles estão estudando isso independentemente do Organismo Físico. Chamam-no com um nome, chamam-lhe &#8220;Corpo Bioplasmático&#8221;&#8230; Resultado? O materialismo dialético na Rússia soviética foi varrido, em um canto.  Agora a Parapsicologia é estudada intensivamente, a Hipnologia está sendo trabalhada, etc&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Segundo as estatísticas, o maior percentual de material didático parapsicológico, vem da União Soviética. Isso aborreceu demais os chineses, que agora descrevem os russos como &#8220;revisionistas&#8221;; mas é que os russos já passaram por onde os chineses estão passando até agora&#8230;  Foi o que aconteceu&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Continuando com essas questões, diremos que o Corpo Vital é aquele que sustenta todos os processos da vida orgânica, vamos chamá-lo de &#8220;Linga Sharira&#8221; ou &#8220;Corpo Bioplásmático&#8221;, não importa&#8230;</p>
<p class="blog-justify">À medida que desintegramos os agregados psíquicos inumanos, à medida que cristalizamos a Alma, uma parte do Corpo Vital, a mais elevada, se desprenderá da parte inferior e se integrará plenamente à Essência e às Virtudes que na Essência cristalizaram. &#8230;</p>
<p class="blog-justify">O Corpo Vital possui quatro classes de Éteres:</p>
<ul>
<li>Éter Químico, através do qual se realizam todos os processos de assimilação e eliminação orgânica, assim como fenômenos catalíticos e outros.</li>
<li>Éter da Vida, através do qual é possível a reprodução e gestação dos seres vivos.</li>
</ul>
<p class="blog-justify">Esses dois Éteres são inferiores, porém há outros dois que são superiores.</p>
<ul>
<li>Éter Luminosos, ou Lumínico, é aquele que serve de meio para as Forças relacionadas às calorias, percepções, etc&#8230;</li>
<li>Éter Refletor, que está relacionado com a Imaginação e a Vontade.</li>
</ul>
<p class="blog-justify">Esses dois Éteres Superiores se desprendem dos dois Éteres Inferiores para se integrarem à Essência, na qual já brilham todas as Virtudes da Alma. Assim nasce o Homem Etérico, o Homem Cristo, o Homem Alma, o Homem Espírito, que pode entrar e sair do corpo físico à vontade.</p>
<p class="blog-justify">Muito se tem falado sobre os Chakras das mãos, dos pés&#8230; Fala-se, também, na lança de Longinus, que fere o costado do Senhor&#8230; Fala-se na Coroa de Espinhos, etc&#8230;. Esses são os estigmas.</p>
<p class="blog-justify">Em Gautama, o Buda, esses estigmas aparecem em suas mãos e pés. São vórtices de forças magnéticas, estabelecidos no Corpo Vital, plenamente desenvolvidos quando os dois éteres superiores se desprendem dos dois inferiores, e esses dois éteres, organizados na forma do Homem Celestial, integrados à Essência, enriquecida pelas Virtudes da Alma, formam o Homem Etérico, o Homem Cristificado da Quinta Ronda&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Obviamente, estamos na Quarta Ronda&#8230;. A Primeira Ronda ocorreu no Mundo da Mente. A Segunda Ronda ocorreu no Mundo Astral. A Terceira Ronda teve sua ocorrência no Mundo Etérico, enquanto a Quarta Ronda está ocorrendo no Mundo Físico. A Quinta Ronda, irá ocorrer, novamente, no Mundo Etérico. Então a vida que se desenvolverá no Mundo Etérico, e haverá Homens Cristificados naquele tempo, como há agora&#8230;</p>
<p class="blog-justify">“Homem Cristificado”, será assim, como estou “pintando” para você: terá um Corpo Etérico Cristificado e tal Corpo substituirá o Físico. Tal Corpo será o veículo de uma Essência enriquecida com as Virtudes da Alma, e esse Homem-Espírito da Quinta Ronda será o Homem-Cristo&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Se vocês compreenderem isso, compreenderão também a necessidade de cristalizar sua Alma. Só então podem tornar-se independentes do corpo físico.</p>
<p class="blog-justify">Na verdade, o corpo de carne e osso é muito denso, muito material, muito pesado&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Quando se consegue fabricar o <em>Soma Puchicon</em>, ou seja, o Corpo Etérico cristificado, serve de veículo para a Essência enriquecida pelos Atributos da Alma, o Homem-Espírito nasceu em alguém. Esse Homem-Espírito não ficará mais aprisionado em seu corpo denso, podendo entrar e sair do corpo à vontade. Ele é o Adepto Glorioso&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Na vida, houve alguns homens que conseguiram isso. Vale a pena mencionar um Francisco de Assis. Lembremo-nos também de Antônio de Pádua. São místicos cristãos que serviram e ainda servirão, de exemplo para as pessoas de amanhã.</p>
<p class="blog-justify">O Homem Celestial, realmente, não é mais um prisioneiro dentro daquela masmorra da matéria física. Ele é livre para deixar esse corpo quando quiser, para viajar com esse corpo pelo infinito inalterável, submergindo, com tal veículo, nos Mundos Superiores, descer ao fundo dos mares ou visitar as Dinastias Solares, no Astro-Rei&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Mas como isso seria alcançado, se não eliminássemos previamente os agregados psíquicos? Obviamente, seria impossível. Se queremos nos tornar verdadeiros &#8220;homens cristãos&#8221;, precisamos erradicar de nós todos aqueles elementos psíquicos indesejáveis que carregamos dentro de nós.</p>
<p class="blog-justify">Assim, o <a href="https://escolagnostica.org.br/bodhicitta/">Bodhichitta</a> de que nos falam os orientais é o Homem Etérico, o Homem que cristalizou sua Alma em si mesmo, que a possui, ele é o verdadeiro Senhor&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Aquele que possui o Bodhichitta dentro de si, poderá mergulhar no fundo dos oceanos sem receber nenhum dano e visitar os Templos da Serpente.</p>
<p class="blog-justify">No Oriente existe uma planta chamada &#8220;Salutana&#8221;, que cura qualquer ferida, por mais grave que seja. Assim são as feridas da Alma: somente o Bodhichitta pode curar tais feridas.</p>
<p class="blog-justify">No Oriente existe uma planta chamada &#8220;Boa memória&#8221;: quem a toma, pode lembrar-se de todos os acontecimentos de sua vida atual e de suas vidas anteriores&#8230; Assim é o Bodhichitta: de maneira semelhante, quem o possui poderá recordar todas as suas vidas anteriores, e se visitar os Céus Inefáveis, ao retornar ao Mundo Físico, ao reentrar em seu corpo, não esquecer qualquer detalhe.</p>
<p class="blog-justify">No Oriente existe uma planta através da qual é possível neutralizar os feitiços mágicos e malignos dos tenebrosos. Da mesma forma, quem possui o Bodhichitta, não poderá receber nenhum dano dos tenebrosos&#8230;.</p>
<p class="blog-justify">No Oriente existe uma planta pela qual é possível tornar-se invisível&#8230; Quem possui o Bodhichitta, será capaz de se tornar invisível em caso de necessidade, diante de seus piores inimigos&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Assim como um pescador pode mergulhar no fundo dos mares entre os tubarões, e se defender sem receber nenhum dano, assim é o Bodhichitta: quem o possui, da mesma forma, poderá entrar no fundo dos oceanos, entre as bestas mais poderosas. Ferozes, sem sofrer nenhum dano&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Diz-se que a Flor de Lótus, do Logos, sustenta a Vida Universal. Este também é o Bodhichitta: quem o possui, pode manter seu corpo físico, vivo, por milhões de anos&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Há muitos que me escrevem reclamando que não sabem <em>&#8220;Sair em Corpo Astral&#8221;, </em>que <em>&#8220;não se lembram de nada do que lhes acontece fora do corpo físico&#8221;, </em>que <em>&#8220;não têm Iluminação&#8221;, </em>etc. Mas como pode aquele que não possui o Bodhichitta ter a Iluminação? Somente tendo o Bodhichitta a pessoa possui a Iluminação. Quem não possui o Bodhichitta nunca desfrutará da felicidade da Iluminação. A iluminação não é algo que nos é dado &#8220;de graça&#8221;; não, meus caros amigos: custa, e custa muito caro!</p>
<p class="blog-justify">A iluminação só é explicada pelo <em>Dharma-dhatu</em>. E o que é o <em>Dharma-Dhatu</em>? O bom Dharma, a recompensa pelos méritos adquiridos. Somente aquele que possui o Bodhichitta, ou seja, somente aquele que cristalizou a Alma, poderá desfrutar da Iluminação. Terá méritos para isso&#8230;.</p>
<p class="blog-justify">A iluminação é explicada com o <em>Dharma-dhatu</em>, ou seja, com o Dharma Universal, com a recompensa por nossas boas ações. Ninguém pode desfrutar da Iluminação se não possuir Bodhichitta, e ninguém pode ter Bodhichitta se não tiver trabalhado duro em si mesmo, se não tiver desintegrado os agregados psíquicos&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Então, meus caros amigos, precisamos trabalhar em nós mesmos, se queremos a Cristificação, se queremos possuir aquilo que se chama &#8220;Alma&#8221;&#8230; <em>“Com paciência possuireis vossas Almas”; </em>assim está escrito no Evangelho do Senhor&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Obviamente, é preciso uma didática para poder aniquilar os agregados psíquicos. Inquestionavelmente, devemos começar com a <a href="https://escolagnostica.org.br/o-observado-e-o-observador/">auto-observação</a> psicológica. Quando se admite que tem uma psicologia individual, particular, própria, que pretende se auto-observar em relação às nossas amizades, na rua, no templo, em casa, no trabalho, ou no campo, etc., etc., etc., onde surgem nossos defeitos psicológicos ocultos. Se nos observarmos continuamente, seremos capazes de vê-los. Um defeito descoberto deve ser aberto com o bisturi da autocrítica, para ver o que há de verdadeiro nele&#8230;  Ao invés de criticarmos a vida dos outros, temos que criticar a nós mesmos.</p>
<p class="blog-justify">Quando encontramos algum defeito, em nós mesmos, devemos analisá-lo cuidadosamente, abri-lo, repito, com o bisturi da autocrítica. Isso é possível a partir da evidente autorreflexão do Ser, em meditação profunda. E uma vez que o defeito em questão é totalmente compreendido, devemos desintegrá-lo atomicamente.</p>
<p class="blog-justify">A mente sozinha não pode alterar radicalmente nenhum defeito. Ela pode passá-lo de um nível de compreensão para outro, escondê-lo de si mesmo ou dos outros, justificá-lo ou condená-lo, buscar a evasão, etc., mas nunca alterá-lo radicalmente.</p>
<p class="blog-justify">É necessário um Poder que seja superior à Mente. Felizmente, esse poder existe, está latente nas profundezas de nosso Ser: quero me referir agora, enfaticamente, à Serpente Ígnea de nossos poderes mágicos&#8230; Ísis, Adonia, Rhea, Cibeles, Tonantzin, ou a Casta Diana, ou Marah, o nome não importa&#8230;. Sim existe&#8230; não fora de nós, não! Dentro de cada um de nós.</p>
<p class="blog-justify">Obviamente, tal Poder Flamejante é uma variante do nosso próprio Ser&#8230; Dele, mas derivado.</p>
<p class="blog-justify">Se nós, na meditação profunda, pedirmos ajuda a Devi Kundalini Shakti, a Serpente Mística dos Grandes Mistérios, poderemos ser atendidos. Ela pode pulverizar qualquer agregado psíquico, desde que previamente compreendido em todos os Níveis da Mente. E uma vez aniquilada, alguma Virtude da Alma, alguma nova característica, alguma Lei, algum Dom especial, alguma Qualidade, surgirá em seu lugar. Ao longo deste caminho trilhado, é possível quebrar, precisamente, qualquer agregado.</p>
<p class="blog-justify">Sem dúvida, se conseguirmos a destruição absoluta dos vários elementos psíquicos indesejáveis, a totalidade da Alma terá se cristalizado em cada um de nós e  isso indicaria que a Essência, enriquecida com todos os Atributos da Alma, poderia, por sua vez, vestir-se com o <em>Soma Puchicon</em>, que é o Veículo da Alma, a Veste Nupcial. É assim que o Homem Celestial realmente nasce em nó e ele, repito, não será mais prisioneiro do corpo físico.</p>
<p class="blog-justify">Recordemos aquelas palavras de São Paulo, quando nos diz: “<em>Conheço um homem que foi levado ao Terceiro Céu, onde viu e ouviu palavras, coisas indizíveis, que não é possível aos homens compreender</em>”. Paulo foi levado no <em>Soma Puchicon</em>, como Homem Espírito, como Homem Etérico, e de fato ele conhecia as maravilhas do Universo&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Assim, meus queridos amigos, esta noite convidei-vos cordialmente a cristalizar em cada um, aquilo que se chama &#8220;Alma&#8221;. Até agora minhas palavras; Até agora essa conversa.</p>
<p class="blog-justify">No entanto, dou a oportunidade para quem quiser perguntar algo em relação ao assunto, mas sem sair do assunto&#8230;</p>
<p class="blog-justify"><strong>Discípulo</strong> &#8211; Mestre, faça-nos o favor de um esclarecimento, em relação ao que é a morte de momento a momento. No momento em que alguém anda na rua e tem a necessidade de pedir a morte de um &#8220;eu&#8221;, terá que meditar na rua, ou qual é o sistema?</p>
<p class="blog-justify"><strong>Mestre &#8211; </strong>Pois bem, a rua não é exatamente uma das sete maravilhas do mundo, o suficiente para poder render-se à Meditação; mas ele pode notar o defeito psicológico que o atormenta na rua.</p>
<p class="blog-justify">E já em casa, ou à noite, na hora de dormir, entregue-se à Meditação. Bastará relaxar o corpo físico, em sua cama, deitado de costas, respirando ritmicamente, mais ou menos imitando a respiração de crianças recém-nascidas, e então, imerso assim, em perfeita concentração e meditação profunda, você reconstruirá a cena em que surgiu esse defeito. Analisará o defeito com cuidado, sinceridade, sem brechas, sem justificativas de qualquer tipo, e uma vez que o tenha entendido, então se entregará à oração.</p>
<p class="blog-justify">Não esqueça aquela frase latina que diz o seguinte: <em>&#8220;Bene Orasse, est Bene Laborasse&#8221;, </em>ou seja, <em>&#8220;quem reza bem, trabalha bem&#8221;&#8230;</em> Orar é trabalhar&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Imersos em profunda Oração, pediremos a Devi &#8211; Kundalini Shakti, a Mãe Divina particular e individual, porque cada uma tem a sua, para desintegrar esse agregado, que ele já compreendeu em todos os Níveis da Mente, e deve continuar com uma série de trabalhos sucessivos, até que o agregado psíquico em questão desapareça. Esse é o caminho óbvio a seguir &#8230; Alguma outra pergunta?</p>
<p class="blog-justify"><strong>Discípulo &#8211; </strong>Mestre, por exemplo, um Ego pode apresentar-se em diferentes formas no diversos Centros, então, sobre esse Ego, deve-se pedir à Divina Mãe que destrua o Ego, como um só, ou em várias subdivisões de um único Ego? ego? Porque sempre aparecem na Mente de um jeito, no Centro Emocional de outro&#8230;</p>
<p class="blog-justify"><strong>Mestre &#8211; </strong>Agregado psíquico indesejável, tem três formas fundamentais de comportamento, pois no Centro Intelectual se expressa de uma forma, no Centro Emocional de forma emocional e no Centro Motor-Instintivo-Sexual, assume outro formato. Mas é a mesma coisa&#8230; Não quero dizer que um defeito se personifique em um único agregado. Obviamente, para cada defeito existem vários agregados.</p>
<p class="blog-justify">Então, se o defeito continuar de alguma outra forma, terá que ser estudado novamente, para voltar, mais uma vez, a implorar a Devi Kundalini &#8211; Shakti por sua desintegração final.</p>
<p class="blog-justify">Muitas vezes, um defeito tem uma ou mais dezenas de elementos psíquicos indesejáveis, que tem múltiplas características, mas se tivermos paciência no Trabalho, se não desistirmos da luta, se mantivermos a continuidade do propósito, pouco a pouco iremos desintegrar todos os elementos que personificam tal defeito. Alguma outra pergunta?</p>
<p class="blog-justify"><strong>Discípulo &#8211;</strong> Mestre, qual é o Centro que se vai usar para descobrir as 49 Regiões?</p>
<p class="blog-justify"><strong>Mestre &#8211;</strong> Bem, você está fazendo uma pergunta muito difícil de responder. E quero que os presentes aqui me respondam o seguinte: Qual de vocês está preparado para contar as 49 Regiões e estudá-las cuidadosamente? Se houver um, gostaria de conhecê-lo&#8230; Vamos ver, qual? Honestamente, algum de vocês poderia conhecer as 49 Regiões e falar sobre elas? Não há nenhum! À medida que progride na Obra, vai descobrindo essas Regiões&#8230; Antes, é como <em>&#8220;querer selar antes de trazer as ‘feras’&#8221;</em>, ou como <em>&#8220;querer ordenhar a vaca sem tê-la comprado&#8221;&#8230;</em></p>
<p class="blog-justify">Alguma outra pergunta, irmãos?</p>
<p class="blog-justify"><strong>Discípulo &#8211; </strong>Mestre, quando se involui, a Alma Imortal<em>&#8230;</em></p>
<p class="blog-justify"><strong>Mestre &#8211; </strong><em>“De que adiantaria a um homem </em>– diz Jesus o Cristo – <em>obter todos os tesouros do mundo se perdesse sua Alma? Seria melhor ele não ter nascido, ou pendurar uma pedra de moinho no pescoço e se jogar no fundo do mar” &#8230; </em>São palavras do Nazareno. Ou seja, quem não trabalha sobre si mesmo perde sua Alma, submerge nos Mundos Infernais até a Segunda Morte. É um caso perdido&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Não desejo essa sorte para vocês; é o maior infortúnio que pode acontecer a um.</p>
<p class="blog-justify">Melhor possuí-la! E só pode ser possuída quando cristaliza em si mesmo. Alguma outra dúvida?&#8230;</p>
<p class="blog-justify"><strong>Discípulo &#8211; </strong>Mestre, um, na maioria ou&#8230;  &#8230;nossos defeitos, é devido às Emoções Negativas, você poderia nos dizer alguma forma de equilibrar este Centro Emocional, em relação ao Intelectual ou ao Motor?</p>
<p class="blog-justify"><strong>Mestre &#8211; </strong>Bem, inquestionavelmente, as emoções negativas são muito prejudiciais. Quem é vítima de emoções negativas torna-se mentiroso, criminoso, caluniador e perverso.</p>
<p class="blog-justify">Digamos que um homem é informado por alguém que sua esposa está tendo um caso com outro homem. Então, este se deixa levar por uma Emoção Negativa, vá matar a mulher e mate o outro cavaleiro.</p>
<p class="blog-justify">Suponha que a notícia fosse falsa e que a pobre mulher fosse apenas amiga daquele homem; talvez ela tivesse falado com ele, e ela nunca pensou em ter casos e casos, ou ser infiel ao marido. Assim, o marido, além de assassino, é caluniador e perverso.</p>
<p class="blog-justify">Assim, as emoções negativas fazem um mal. Como controlar as emoções negativas? Só resta um remédio: cultive as emoções superiores do Centro Intelectual! O Centro Intelectual tem a parte Emocional Superior, a Parte Motora Superior e a Inteligência da inteligência. Cultivemos a Emoção Superior do Centro Intelectual: música harmônica, música bonita, música alegre, pintura, arte, beleza, estudos superiores, Misticismo inefável, Esoterismo, Gnose, e assim vamos, pouco a pouco, controlando as Emoções Inferiores.</p>
<p class="blog-justify">Mas isso não é tudo! Por último, precisamos eliminar os agregados psíquicos, do Centro Emocional Inferior. Temos que descobri-los: como funcionam, como se manifestam, como diante das notícias falsas nos enchemos de emoções, fazemos um “barulho”, vamos ao fracasso. Todos esses agregados devem ser eliminados.</p>
<p class="blog-justify">Temos um amigo no México que é licenciado (um bom amigo por sinal). Infelizmente, alguém lhe trouxe uma notícia bastante desagradável: disseram-lhe que sua irmã havia sido vítima de um assalto. Este homem acreditava nisso ao pé da letra e estava cheio de grande raiva. Como consequência ou corolário, está agora em estado pré-agônico: teve uma embolia cerebral. E ele era um homem muito capaz, muito inteligente e, aliás, até <a href="https://escolagnostica.org.br/como-identificar-um-gnostico/">gnóstico</a>.</p>
<p class="blog-justify">Infelizmente, ele não havia eliminado os agregados psíquicos do Centro Emocional e, aliás, a notícia era falsa. Ele foi vítima de falsa notícia.</p>
<p class="blog-justify">Ele caluniou os outros? Pois é&#8230; Defraudou a irmã, e também se machucou, praticamente cometendo suicídio. Veja onde as emoções negativas levam uma pessoa.</p>
<p class="blog-justify">Por isso é necessário eliminar os agregados psíquicos das emoções negativas. Agregados psíquicos como os do medo, agregados psíquicos como os da raiva, agregados psíquicos como os do ódio; tudo isso é de emoções negativas. Se alguém conseguir eliminá-los, não será mais vítima dessas emoções inferiores.</p>
<p class="blog-justify">Então eu disse a vocês o que eu tenho para lhe dizer sobre emoções negativas. Existe alguma outra pergunta?&#8230;</p>
<p class="blog-justify"><strong>Discípulo &#8211; </strong>Mestre, em nós, que é realmente quem nos ajuda a auto-observar-nos, são os eus gnósticos que formamos, ou o sentido de auto-observação que se desenvolve, pouco a pouco, em nós?</p>
<p class="blog-justify"><strong>Mestre &#8211; </strong>Bem, a própria Essência é aquela que auto-observa seus processos; assim é.</p>
<p class="blog-justify"><strong>Discípulo &#8211; </strong>Mestre, poderia o Bodhichitta existir em nós, com alguns agregados psíquicos ainda existentes?</p>
<p class="blog-justify"><strong>Mestre &#8211; </strong>Não é possível!</p>
<p class="blog-justify"><strong>Discípulo &#8211;</strong> Nenhum?</p>
<p class="blog-justify"><strong>Mestre &#8211; </strong>Para que o Bodhichitta exista plenamente em nós, é necessária a eliminação total de todos os elementos psíquicos que carregamos dentro de nós. No entanto, quem os está eliminando começa assim a dar forma ao Bodhichitta. O bodhichitta não poderia surgir da noite para o dia, ele se forma em nós, pouco a pouco, à medida que eliminamos os elementos psíquicos indesejáveis.</p>
<p class="blog-justify">Mas existir plena e totalmente somente quando todos os elementos indesejáveis da psique forem aniquilados. É por isso que se diz no budismo ortodoxo, muito rigoroso, que &#8220;tem que passar pela Aniquilação Budista&#8221;, o que assusta muitos pseudo-esoteristas e pseudo-ocultistas. Mais alguma dúvida?&#8230;</p>
<p class="blog-justify"><strong>Discípulo &#8211; </strong>Disseram-nos que criamos os Egos por não sabermos digerir as impressões. Você poderia nos explicar como poderíamos digerir essas impressões de maneira positiva?</p>
<p class="blog-justify"><strong>Mestre &#8211; </strong>É claro que qualquer impressão não digerida se torna Ego. Se alguém chega e lhes diz que um irmão seu foi enganado, bem, alguém roubou dinheiro dele, e você se enche de muita raiva e diz: <em>&#8220;Eu vou procurar esse homem mau&#8221;&#8230; </em>Mas se você digerir a impressão, conscientemente, nenhum agregado se forma em você, nem você vai à procura de ninguém.</p>
<p class="blog-justify">Mas para digerir essa impressão desastrosa que eles lhe trouxeram, você não deve esquecer de si mesmo. Se você se esquecer de si mesmo e se identificar com o que estão lhe dizendo, não conseguirá digerir a impressão.</p>
<p class="blog-justify">Mas se você não se identificar com o que eles estão lhe dizendo, porque você não está se esquecendo de si mesmo, então você digerirá o que eles lhe dizem, você digerirá as notícias e nenhum novo agregado se formará em você. Mas um agregado de grande raiva pode se formar em você, se você não digerir essa notícia desastrosa.</p>
<p class="blog-justify">Está entendido? Que outra pergunta vocês têm por aí?</p>
<p class="blog-justify"><strong>Discípulo &#8211; </strong>Mestre, ao estudarmos um defeito sabemos que ele possui diversos agregados. Quando vamos destruí-lo e sabemos quais são os agregados, quando vamos destruir o próprio defeito, o que destruímos primeiro, o defeito ou os agregados?</p>
<p class="blog-justify"><strong>Mestre &#8211; </strong>É que o agregado é defeito, e o defeito é o agregado. Chamamos de “agregados”, os Demônios Vermelhos de Seth no antigo Egito dos Faraós, assim se qualificavam os agregados, “Demônios”. Todo demônio é um defeito, todo defeito é um demônio&#8230;</p>
<p class="blog-justify"><strong>Discípulo &#8211; </strong>Quero dizer, com relação aos Egos, se eles têm outros que saem dele<strong>?</strong></p>
<p class="blog-justify"><strong>Mestre &#8211; </strong>Bem, muitos “compadres” &#8230; Isso é natural, sim? Um defeito está associado a outro e este, por sua vez, está associado a outro. Vejamos uma cena de ciúmes: Um homem tem uma namorada, de repente ele a encontra na rua, em um determinado dia, quando ele menos esperava, em um caso com outro&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Qual é a primeira coisa que se sente? Ciúme terrível, mortal. A segunda coisa: uma raiva tão horrível que poderia matar nós dois, certo? Terceiro: sua autoestima ferida&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Aconteceu aqui há algum tempo na Cidade do México que o filho de um amigo encontrou a namorada com outro homem, sacou a pistola e atirou nos dois&#8230; Agora ele está na prisão pagando por seu crime&#8230; Quarenta anos de prisão! Claro, a mãe daquele jovem está sofrendo terrivelmente, quanto ao pai, o jovem não se importou com ele&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Vários elementos foram combinados: o eu da grande raiva, que cometeu o assassinato, o eu do ciúme, o eu do amor-próprio ferido, e que causou a tragédia. Esses três estão associados&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Se aquele jovem quisesse desintegrar os atores daquela cena, teria que desintegrá-los um a um e todos os três. Então qualquer defeito está associado a outro, isso é óbvio.</p>
<p class="blog-justify"> </p>
<p style="text-align: right;"><strong>Por Samael Aun Weor</strong><br /><strong>Traduzido por Natalino Sampaio</strong></p>
<p class="blog-justify"> </p>
<p class="blog-justify"></p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A Necessidade de Mudar a Forma de Pensar</title>
		<link>https://escolagnostica.org.br/mudar-a-forma-de-pensar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Balota]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Nov 2022 22:57:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gnose]]></category>
		<category><![CDATA[Samael Aun Weor]]></category>
		<category><![CDATA[Autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Banner - Cursos Regulares]]></category>
		<category><![CDATA[Escola de Mistérios]]></category>
		<category><![CDATA[Escola Iniciática]]></category>
		<category><![CDATA[Estado de Presença]]></category>
		<category><![CDATA[Gnóstica]]></category>
		<category><![CDATA[Gnosticismo]]></category>
		<category><![CDATA[Gnóstico]]></category>
		<category><![CDATA[Iniciação]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://escolagnostica.org.br/?p=14669</guid>

					<description><![CDATA[A Necessidade de Mudar a Forma de Pensar   Vamos começar nossa conversa de hoje à noite. Espero que todos os irmãos prestem a máxima atenção&#8230; Bem, irmãos, em todo<span class="excerpt-hellip"> […]</span>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="blog-titulo wp-block-paragraph">A Necessidade de Mudar a Forma de Pensar</p>

<p class="blog-justify"> </p>

<p class="blog-justify wp-block-paragraph">Vamos começar nossa conversa de hoje à noite. Espero que todos os irmãos prestem a máxima atenção&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Bem, irmãos, em todo caso, é preciso conhecer-se cada vez mais, se realmente queremos alcançar a Autorrealização Íntima do Ser.</p>
<p class="blog-justify">Obviamente, precisamos trabalhar, como já disse em minhas palestras anteriores, com o elemento fogo.</p>
<p class="blog-justify">O próprio fogo é uma substância que escapou de todas as análises químicas. Os cientistas dizem que &#8220;é o produto da combustão&#8221;, o que é absolutamente falso; ninguém sabe qual é a natureza do fogo.</p>
<p class="blog-justify">Sabemos, por exemplo, que na atmosfera existe Oxigênio e Nitrogênio. Não ignoramos que na água está o H2O, ou seja, o Hidrogênio e o Oxigênio. Tampouco podemos ignorar que o Carbono está na terra, mas qual é realmente a fórmula do elemento fogo? Qualquer homem de ciência nos falaria sobre H2O&#8230; que &#8220;dois átomos de Hidrogênio e um de Oxigênio&#8221;, formam água. Mas vamos fazer o teste com H2O e tentar juntar os átomos de Oxigênio e Hidrogênio, como está na fórmula, em laboratório, para ver se é verdade que resulta em água&#8230; Óbvio que não! Por quê? Porque algo está faltando algo! O que? O elemento fogo.</p>
<p class="blog-justify">Portanto, a fórmula para H2O está incompleta; isso é óbvio!</p>
<p class="blog-justify">É assim que o fogo escapa a todos. Uma simples chama, daquelas que temos ali, na vela, bastaria para incendiar o mundo, e ele permaneceria impassível: não aumentaria um átomo a mais, nem um átomo a menos.</p>
<p class="blog-justify">De qualquer uma dessas velas acendemos outra vela, e outra, e outra, e outra, e queimamos um tanque de gasolina&#8230; explodimos um tanque de dinamite, e o fogo continua&#8230; e queimamos o mundo e a vela, com seu fogo permanece a mesmo. Destemido, como se nada tivesse acontecido.</p>
<p class="blog-justify">Que tipo de substância é essa, que zomba dos químicos e faz tantas maravilhas, e ainda assim permanece a mesma, impassível? Verdadeiramente, a substância do fogo é divina.</p>
<p class="blog-justify">Agora, para nós, como disse em uma palestra passada, estamos interessados apenas na parte oculta o fogo, a chama da chama, a assinatura astral do fogo, que é o Divino. É o que vemos lá, na Cruz, o INRI: Ignis Natura Renovatur Integra (O Fogo renova incessantemente a Natureza) &#8230;</p>
<p class="blog-justify">Assim, a libertação do ser humano não é possível fora do fogo. Somente trabalhando com o fogo, poderíamos alcançar a libertação final.</p>
<p class="blog-justify">Os Mundos, por exemplo, nada mais são do que granulações do Fohat &#8230; Isso é óbvio! A Doutrina que ensinamos é a doutrina do fogo. Os livros que escrevemos foram escritos com brasas acesas, e entre o crepitar incessante das chamas, fizemos chegar o Conhecimento Secreto à Humanidade.</p>
<p class="blog-justify">Bem, sabemos que por trás do fogo há maravilhas. Certa vez, um grandioso elemental do fogo foi questionado:</p>
<p class="blog-justify">– “O que está além do Fogo?” Ele respondeu:</p>
<p class="blog-justify">– “Isso é algo que ignoramos!”. &#8220;Deus é um fogo devorador&#8221;, diz São Paulo, e assim é!&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Em conversas anteriores, dissemos que havia dois: O Aelohim Incognoscível e o Elohim Cognoscível.</p>
<p class="blog-justify">Aelohim é o Ser Incognoscível e Imanifesto, enquanto Elohim é o Exército da Palavra, o Exército da Voz, do Verbo. É como a Estrela Solar, como o Sol Espiritual, o Sagrado Sol Absoluto, que sai das entranhas do Incognoscível.</p>
<p class="blog-justify">O Exército do Verbo emana, então, do Sol Sagrado Absoluto, mas o Sol Sagrado Absoluto e o Exército do Verbo são UM, que saiu das entranhas vivas do Incognoscível.</p>
<p class="blog-justify">O Exército da Palavra é o Fogo, é o Fohat pluralizado, mas não devemos esquecer que “variedade, a multiplicidade, é unidade”. O Exército da Voz é formado por todos esses milhões de Dhyân-Chohans, criadores do Universo, e todos eles são chamas do Fogo Ardente.</p>
<p class="blog-justify">Vejam vocês, quão grande é esse desdobramento de Brahma, essa exibição da Divindade, essa exibição do Grande Fogo Universal. Vejam como do Incognoscível emana o Demiurgo Arquiteto do Universo, que é o Fogo.</p>
<p class="blog-justify">Agora, todo esse Exército da Palavra, todo esse Exército dos Dhyan-Chohans, são obviamente, classificados em grupos, de acordo com as ideias cósmicas universais. Eles são números vivos, que criam e voltam, novamente, a criar.</p>
<p class="blog-justify">Convém compreender que o Logos, o Demiurgo, o Sol Estelar Espiritual, o Exército da Palavra, brotou, realmente, do seio do Incognoscível e, por sua vez, daquele Logos múltiplo, tal como uma chama composta de muitas chamas, emana Atman, o inefável. Atman é o Íntimo em cada um de nós, nosso Espírito Divino, o Inominável.</p>
<p class="blog-justify">Por sua vez, Buddhi emerge de Atman. E quem é Buddhi? Buddhi é a Consciência Superlativa do Ser. Buddhi é Eros, o Fohat Mensageiro dos Deuses.</p>
<p class="blog-justify">Nos mundos superiores da consciência cósmica, os Iniciados podem evidenciar o fato concreto de que Atman sempre envia Eros, o Fohat, o Buddhi, a Walkyria, como diríamos na linguagem clássica de Wagner, para realizar certas obras. Então Fohat, ou Buddhi, é o mensageiro de Atman.</p>
<p class="blog-justify">A pessoa realmente se enche de êxtase ao compreender o que é a realidade de Eros; espanta-se ao ver as Valquírias dos Mahatmas, trabalhando nos mundos superiores da consciência cósmica, levando mensagens em todos os cantos do Universo.</p>
<p class="blog-justify">Mulheres inefáveis de beleza indescritível! As Valquírias trabalham nos Templos, entregando mensagens, e ajudando os Mahatmas. Eles são o Fohat mensageiro, o extraordinário Eros que pulsa em cada um de nós.</p>
<p class="blog-justify">O que seria de nós sem Eros? Poderíamos talvez realizar a Grande Obra do Pai? Precisamos de Eros para poder desintegrar os agregados psíquicos desumanos que carregamos dentro de nós.</p>
<p class="blog-justify">Assim, a Estrela que se separou do Sagrado Sol Absoluto é o Demiurgo criador do Universo, é a chama da qual saem as sete chamas sagradas. Essa Chama é tripla, mas dela saem as sete chamas, ou seja, da Tripla Chama sai o Eterno Heptaparaparshinok: do Três sai o Sete.</p>
<p class="blog-justify">Da mesma forma que nós, com três velas acesas ali, no Altar, podemos acender sete, também o pode, a Chama com três pavios, que é o Logos: o Logos como Santo Afirmar, o Logos como Santo Negar, e o Logos como Santo Conciliar. Dessa Tríplice Chama emerge a Eterna Heptaparaparshinock, as Sete Chamas.</p>
<p class="blog-justify">Atman, Buddhi e Atman-Buddhi formam a Mônada divina interior de cada um de nós. Segue-se então o Manas Superior ou Alma Humana, o que temos de humano. Depois vem a Mente, essa que temos para pensar, mas, que infelizmente está presa entre os múltiplos agregados psíquicos que constituem o ego, o eu, o si mesmo. Por isso dizemos que &#8220;não temos uma única mente, mas muitas mentes” &#8230;</p>
<p class="blog-justify">É óbvio que se a substância mental for engarrafada em diferentes frascos, se for enfrascada em muitos eus, então não há mais uma única mente, e sim muitas mentes, infelizmente&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Mas o que se esconde por trás de todas essas mentes é o radical, é o fogo, que seria realmente o quarto fogo, porque o quinto está por trás de todas essas emoções que carregamos, e que no autêntico Iniciado, o tem em seu Corpo Astral. A sexta chama está por trás do princípio da vida: é o Prana, é o fogo como Prana ou Vida. E a sétima chama queima na mesma medula espinhal do asceta <a href="https://escolagnostica.org.br/como-identificar-um-gnostico/">gnóstico</a>.</p>
<p class="blog-justify">Na verdade, falando do ponto de vista da Anatomia Oculta, diríamos que são Sete Serpentes: dois grupos de três, com a sublime coroação da Sétima Língua de Fogo que nos une com o Uno, com a Lei, com o Pai.</p>
<p class="blog-justify">Se Atman recebe verdadeiramente o Princípio Ígneo do Fogo, o Incognoscível, pela mediação do Demiurgo criador do universo, não há dúvida de que tudo está contido em Buddh. Com justa razão nos foi dito que &#8220;o Buddhi é como um vidro de alabastro, fino e transparente, através do qual arde a Chama de Prajna&#8221;&#8230;</p>
<p class="blog-justify">No Buddhi, no Eros, na Walquíria , está contida a Donzela, a Bela Helena de Tróia, Atman, o Inefável; mas no final do dia, Atman-Buddhi como Mônada, são radicais&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Em uma palestra passada eu disse que tínhamos que trabalhar com os Sete Radicais, e acho que os irmãos já estão cientes disso, que são os sete aspectos do Fogo em nós, as Sete Línguas de Fogo na anatomia oculta, que emanam diretamente do Arquiteto Divino do Universo. Isso é óbvio e é assim que você tem que entender&#8230;</p>
<p class="blog-justify">O Ser, em si mesmo Incognoscível, é o fundamental; O fogo emana dele. &#8220;Sat&#8221; é a seidade e da Seidade emana o Fogo, ou seja, o Arquiteto Demiurgo.</p>
<p class="blog-justify">Mas há um ponto sobre o qual quero enfatizar esta noite. Embora seja verdade que o Santo Afirmar, o Santo Negar e o Santo Conciliar, ou seja, o Logos interior de cada um de nós, é radical, é o Buda íntimo de cada um de nós, porque cada um carrega seu Buda Íntimo, mesmo que não o tenha encarnado. Esse Buda Íntimo, por sua vez, emana de Adibuddha e Adibuddha é o Incognoscível.</p>
<p class="blog-justify">Individualizando, diríamos que cada um de nós tem seu Adibuddha no Espaço Abstrato Absoluto. Dele emanam nossos Logoi, e do Logoi, por sua vez, emanam os sete aspectos de Fohat, do Fogo.</p>
<p class="blog-justify">Quando digo que &#8220;você tem que trabalhar com o Fogo&#8221;, tudo deve ser bem entendido. Devemos ter um pouco mais de Consciência sobre o que é o Fogo, devemos entendê-lo melhor&#8230;</p>
<p class="blog-justify">A Mãe Kundalini, da qual tanto falamos, é o Fogo, é o Fohat em nós, em nossa anatomia oculta; é uma variante do nosso próprio Ser, uma derivação de nosso Ser.</p>
<p class="blog-justify">Sim, precisamos trabalhar com o Fogo, com ela, porque ela é a portadora do fogo.</p>
<p class="blog-justify">Ela, a serpente ígnea, agita-se terrivelmente entre os castiçais do Templo. Essa serpente sagrada dos grandes mistérios é o Fogo que crepita dentro na aura do universo. Só ela pode reduzir a cinzas os agregados psíquicos inumanos que carregamos dentro de nós.</p>
<p class="blog-justify">Não é fácil conseguir desintegrar a totalidade dos agregados psíquicos. Pense que esses agregados são processados em sete níveis do Ser.</p>
<p class="blog-justify">Há Santos que conseguiram desintegrar agregados de até o quinto e o sexto níveis, porém muito raro é aquele que consegue desintegrar os agregados psíquicos nos sete níveis do Ser.</p>
<p class="blog-justify">Acontece que nos níveis posteriores, especialmente no sétimo, tais agregados se tornam terrivelmente sutis e muitas vezes assustadoramente difíceis. Se o Iniciado não for suficientemente compreensivo, poderá falhar na Grande Obra.</p>
<p class="blog-justify">Nos níveis superiores do Ser, há coisas que surpreendem: as máximas morais não servem para o Sétimo Nível de Trabalho, nem mesmo para o Sexto. Os códigos de ética são supérfluos, os conceitos que se tinha, baseados em interpretações meramente superficiais das Sagradas Escrituras, são destruídos, etc.</p>
<p class="blog-justify">Assim, o Iniciado deve tornar-se independente não só das forças do mal, mas também das forças do bem. Terá que lutar contra os poderes do mal e contra os poderes do bem.</p>
<p class="blog-justify">Em última síntese, o bem se torna mal, e muitos aspectos que pareciam mal se tornam bons; e você tem que ir além do bem e do mal, e distinguir o bem do mal e o mal do bem. As estruturas dogmáticas da ética convencional, no fundo, serviriam apenas como pedra de tropeço para aqueles que trilham o Caminho da Autorrealização. Essa é a dura realidade dos fatos&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Há uma tendência de as pessoas interpretarem tudo à sua maneira, superficialmente, e quem quiser trabalhar no Sétimo Nível tem que ser “estritamente abrangente”; ir além de todo dogma e fazer um inventário de si mesmo, para saber o que você tem em excesso e o que lhe falta.</p>
<p class="blog-justify">Muitas vezes, uma bela virtude pode servir de pedra de tropeço para o navegante. Às vezes, até mesmo Gemas de Espiritualidade muito preciosas servem de obstáculo. Por isso é tão difícil poder desintegrar os agregados psíquicos nos Sete Níveis do Ser, por isso!&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Por outro lado, devemos aprender a manejar os cinco cilindros da máquina orgânica, pois os agregados que temos estão relacionados a esses cinco cilindros da máquina orgânica.</p>
<p class="blog-justify">O que são esses cinco cilindros? Centro Intelectual, onde fica? Já sabemos que no cérebro. Centro Emocional, onde fica? No Coração, Plexo Solar e centros do Grande Sistema Nervoso Simpático. Centro Motor, onde fica? Parte superior da Coluna Vertebral.</p>
<p class="blog-justify">Centro Instintivo, onde fica? Na parte inferior da Coluna Vertebral. E o Centro Sexual? No Sexo.</p>
<p class="blog-justify">Há agregados psíquicos do Centro Intelectual, como os há do Emocional, como os há do Motor, como os há do Instintivo, e como os há do Sexual. Isso é óbvio! É preciso estudar os agregados psíquicos em cada centro, para ver como eles se comportam e isto é uma questão de Autorreflexão, Experiência Direta, Observação Psicológica, etc.</p>
<p class="blog-justify">Um agregado não pode ser desintegrado sem a ajuda da Divina Mãe Kundalini, a serpente dos grandes mistérios, e ela exige, para a desintegração de qualquer agregado psíquico, uma prévia compreensão do defeito psicológico que queremos reduzir a cinzas. Isto é óbvio!</p>
<p class="blog-justify">Devemos primeiro descobrir o defeito e depois trabalhá-lo. Precisamos da evidente autorreflexão do Ser, para alcançar a compreensão profunda. Precisamos de meditação íntima, se realmente queremos entender este ou aquele defeito. Mas uma vez compreendido, deve-se trabalhar com a Divina Serpente dos grandes mistérios. Só assim conseguiremos eliminá-lo.</p>
<p class="blog-justify">E repito: qualquer defeito está relacionado a algum centro da máquina orgânica. E digo mais&#8230; Com a ajuda do Fogo, aquele que vem do Demiurgo criador do universo até a manifestação, por todos esses Níveis do Ser, podemos reduzir a cinzas qualquer elemento psíquico indesejável.</p>
<p class="blog-justify">Vocês têm que se familiarizar um pouco mais com o fogo: aprendam a sentir com o fogo, aprendam a pensar com o fogo, a adorar o fogo, como fazem os “parsia”, como fazem os cristãos quando exclamam: &#8220;Deus é fogo!&#8221; Fogo devorador!”, como os “parsis”, que adoram o fogo; como os membros de qualquer tribo maia, ou tolteca, ou zapoteca, ou inca, que tanto adoram o fogo. No fundo, isto pertence ao mais puro paganismo e ao mais delicioso esoterismo crístico. Só com o Fogo podemos desintegrar os agregados psíquicos que carregamos em nosso interior.</p>
<p class="blog-justify">Meus queridos irmãos, dentre os centros que temos em nosso organismo, não há dúvida de que o mais difícil de se controlar, é o centro emocional.</p>
<p class="blog-justify">Porque o intelectual, embora custe muito trabalho, no final, com certas disciplinas, acabamos, mais ou menos, controlando-o. O motor, que é o que produz os movimentos e que se localiza na parte superior da Coluna Vertebral, também é controlável. Pode-se controlar os movimentos do corpo, andar, quando se quer andar, levantar o braço se quiser levantá-lo, ou não o levantar, se não quiser; franzir ou não a sua testa, etc.</p>
<p class="blog-justify">Assim, todas as atividades do centro motor estão sob o controle da vontade. Mas o centro emocional é terrível: Essa questão das emoções negativas, sentimentos e sentimentalismos etc., torna-se difícil de controlar.</p>
<p class="blog-justify">Na Índia, por exemplo, eles comparam o centro emocional a um elefante. Um elefante louco. O que eles fazem para controlá-lo? Colocam-no junto a dois elefantes sãos e saudáveis lado a lado e os amarram para não irem embora. Então esses dois elefantes saudáveis conseguem ensinar o louco a ser são, obediente, tornando-se um elefante sensato. É um sistema usado pelos hindus, e é bom.</p>
<p class="blog-justify">O centro emocional é um “elefante”; o centro intelectual é outro “elefante” e o centro motor é outro “elefante”. Esses dois &#8220;elefantes&#8221;: o intelectual e o motor, podem controlar o &#8220;elefante louco&#8221; das emoções.</p>
<p class="blog-justify">Se em um momento queremos explodir de desespero ou angústia, ou seja, se nos identificamos com alguma emoção negativa, estamos errados, o que devemos fazer? Deite-se na cama, relaxe e coloque a &#8220;mente em branco&#8221;.</p>
<p class="blog-justify">Quando relaxamos, estamos agindo com o centro motor, pois relaxamos, relaxamos todo o corpo, soltamos todos os músculos, toda tensão do organismo; e colocando a &#8220;mente em branco&#8221;, isto é, trazendo a mente para a quietude e o silêncio, o que acontece? O centro emocional não tem escolha a não ser se acalmar um pouco, sereno, e finalmente o centro intelectual e o centro motor passam a dominar o centro emocional. São os dois “elefantes saudáveis” e obedientes que atuam para domar o “elefante louco”.</p>
<p class="blog-justify">Também é possível controlar as emoções inferiores através das emoções superiores. Existem muitos tipos de emoções inferiores. Vocês sabem disso muito bem. Um parente morre: gritamos, choramos, nos desesperamos. Por quê? Porque não queremos cooperar com o inevitável, e isso é o pior dos piores. As pessoas, na vida, devem aprender a cooperar com o inevitável. Não nos conformamos, porque morreu um ente querido, e gritamos de angústia e não aceitamos, e vemos o corpo dentro do caixão, ali, e mesmo assim não nos parece que esteja morto, não acreditamos nisso, não é possível para nós que esse ser tenha morrido, e nos rendemos à angústia e à desolação. Isso é terrível!</p>
<p class="blog-justify">Como poderíamos dominar esse estado? De duas maneiras: poderíamos apelar para o &#8220;par de elefantes&#8221;, o centro motor e o centro intelectual, relaxar o corpo e colocar a mente quieta e silenciosa. Isso seria um sistema&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Um outro: poderíamos apelar para uma emoção diferente, para uma emoção superior. Talvez nos fizesse muito bem, nesses momentos, ouvir uma sinfonia de Beethoven, ou &#8220;A Flauta Encantada&#8221; de Mozart, ou mergulhar cheio de emoção, em profunda meditação, refletindo sobre os mistérios da vida e da morte. Então, através de uma emoção superior, controlamos as emoções inferiores e anulamos a dor que a morte de um ente querido nos dá. Isso é óbvio!</p>
<p class="blog-justify">O centro emocional é muito interessante, ativo&#8230;, mas temos que nos apropriar das emoções inferiores, controlando e dominando-as, e isso é possível de acordo com nossa didática&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Emoções inferiores causam muito dano. Emoções inferiores como touradas, os filmes, as orgias, das jogatinas, ou de quem se emociona com uma notícia no jornal, ou sobre uma guerra, ou sobre tantas coisas do mundo. Emoções Inferiores como as que a bebida alcoólica promove, ou como as que as pessoas desenvolvem em todas as suas bestialidades, que servem apenas para fortalecer os agregados psíquicos desumanos que carregamos dentro de nós e, assim, criar outros.</p>
<p class="blog-justify">É preciso eliminar as emoções inferiores, através das emoções superiores. Isso é possível. Precisamos aprender a viver uma vida edificante e essencialmente dignificante, isso é fundamental! Caso contrário, nenhum progresso será possível. Como? De que maneira? Em primeiro lugar, precisamos ser mais honestos conosco mesmos, para desenvolver o centro emocional superior e nos libertar&#8230; Libertar-nos das emoções meramente negativas e superficiais.</p>
<p class="blog-justify">Há pessoas que são corteses com os outros, são decentes. Há pessoas que fazem amizade com outras pessoas, mas esse é o aspecto público ou exotérico, digamos, mas não é só isso. Sabendo que temos uma psicologia interior, não basta saber se comportar decentemente com as outras pessoas, não basta apenas o perfume da amizade, do ponto de vista externo.</p>
<p class="blog-justify">Qual é o comportamento que temos, internamente, em relação às outras pessoas? Normalmente, quem faz amizade com outra pessoa tem duas facetas: a de fora e a de dentro. A de fora é aparentemente magnífico, mas e a de dentro, quem sabe? Temos certeza de que não criticamos o amigo, a quem tanto estimamos? Temos certeza de que não desgostamos de algumas de suas facetas? Temos certeza de que não o estamos atraindo para a &#8220;caverna&#8221;, uma armadilha que temos, na mente, para torturá-lo, para zombar dele, enquanto sorrimos docemente para ele? Quantas pessoas que estimam alguém, mas, em seu interior não param de criticar aquele alguém! Embora não expressem suas críticas e zombem de seus melhores amigos, sorriem docemente, em sua presença.</p>
<p class="blog-justify">Realmente devemos ser mais completos, mais íntegros. Tentemos por um momento colocar os dois relógios, o de fora e o de dentro, o exterior e o psicológico em pé de igualdade, para que funcionem em perfeita harmonia, um e outro. Porque é inútil estarmos nos comportando bem, com os nossos amigos, que estamos a dar-lhes o nosso amor, se por dentro zombamos deles, se por dentro os criticamos, se por dentro os torturamos. É melhor que os dois relógios, o de fora e o de dentro, batam em uníssono, segundo a segundo, de momento a momento.</p>
<p class="blog-justify">Devemos ser mais completos, mais íntegros, cessar as críticas contundentes, psicológicas, internas, às pessoas que estimamos. Como é possível essa contradição: que estimamos uma pessoa e por dentro a estamos criticando? Que até falamos bem daquela pessoa que estimamos, mas por dentro estamos &#8220;engolindo-a viva&#8221;?</p>
<p class="blog-justify">Agora, vocês devem saber muito bem que muitas pessoas vivem dentro de cada um de nós&#8230; todos os nossos eus. Quando nos apoderamos de um desses Eus, e o estudamos com o sentido de <a href="https://escolagnostica.org.br/o-observado-e-o-observador/">auto-observação</a> psicológica, pode-se mostrar que ele possui os centros intelectual, o emocional e o centro motor-instintivo-sexual, ou seja, ele possui os Três Cérebros. Qualquer eu que tenha uma mente engarrafada, uma vontade engarrafada, é uma pessoa completa. Assim, dentro de nós há, portanto, muitas pessoas. Muitas pessoas vivem dentro de cada pessoa: os agregados psíquicos&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Assim, qualquer amizade que tenhamos, merece ser, digamos, devidamente tratada. Você tem um amigo, por exemplo. Há coisas sobre o amigo que você gosta e há coisas que você não gosta. Vocês são amigos&#8230; de algum eu de seu amigo, ou de alguns eus de seu amigo; mas há outros eus do seu amigo que te incomodam, que te causam antipatia, porque temos que levar em conta que muitas pessoas se manifestam dentro de cada pessoa. Você geralmente é amigo de certos agregados deste ou daquele amigo, desta ou daquela pessoa, mas você não é amigo de todos os agregados daquele amigo em questão.</p>
<p class="blog-justify">Por isso diz: “Tem coisas desse amigo que eu gosto, tem coisas que não gosto; tem coisas boas, tem coisas ruins”. É assim que temos de falar; sim, depende do tipo de agregado que você está falando em determinado momento.</p>
<p class="blog-justify">Assim, a amizade que sentimos pelos outros não é completa. Sentimos amizade apenas por alguns agregados dessa pessoa, mas não sentimos afeto pelos outros agregados dessa outra pessoa.</p>
<p class="blog-justify">Pode ser que essa pessoa físico-psicológica, que estimamos, tenha agregados psicológicos que não estimamos e, em determinados momentos, essa pessoa &#8220;se sente pesada&#8221; justamente porque outros agregados com os quais não temos amizade estão expressando. Essa é a dura realidade dos fatos!&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Se tivéssemos um Self permanente, diríamos: &#8220;Sou amigo de fulano de tal, totalmente, completamente&#8221;. Não encontraríamos &#8220;mas&#8221; ou falhas de qualquer tipo nesta pessoa. Mas acontece que não existe um “Eu” permanente, e sim, muitos eus. Então, qual agregado desses, ou qual eu desses, do sujeito “X”, nós estimamos? Não serão todos! Por isso precisamos estarmos entendendo essa interrelação&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Por que os amigos brigam? Simplesmente porque de repente, dentro da <a href="https://escolagnostica.org.br/a-diferenca-entre-ego-e-personalidade/">personalidade</a>, intervém um agregado que não é amigo de um amigo, e então vem a discórdia. Mas se depois aquele agregado se retira e intervém outro amigo de um amigo&#8230; Ah! Fazem as pazes! Quão fátuas então são as amizades! Não são completas, e não são completas porque não são abrangentes, não entendem isso da “pluralidade do eu”. Ao contrário, estariam completos, saberiam desculpar os defeitos do amigo e não brigariam com ele. Esse conhecimento está faltando para que não briguemos com nossos amigos. Nos tornar mais conscientes disso. É assim que melhoramos a interrelação, a convivência.</p>
<p class="blog-justify">Há simpatias e antipatias que, poderíamos dizer, são mecânicas. Nenhuma delas é útil, porque são mecânicas. Às vezes dizemos: “eu gosto de fulano de tal”; mas o que é que &#8220;engordamos&#8221; com fulano de tal? Um adido psíquico que possivelmente não é nosso amigo; isso é tudo.</p>
<p class="blog-justify">Não devemos tentar, então, simpatizar à força com alguém de quem não gostamos, mas, antes de tudo, descobrir qual é a causa da aversão. E quando descobrimos por reflexão que essa antipatia é mecânica, então a antipatia desaparece por si mesma e a simpatia permanece.</p>
<p class="blog-justify">Mas como poderíamos, ou que base poderíamos usar, concluir que uma antipatia é mecânica?</p>
<p class="blog-justify">Digo que, simplesmente, entenda a pluralidade do eu. É indubitável que muitas pessoas vivem dentro de cada pessoa. Há momentos que em certas pessoas, por exemplo, em um determinado assunto, são expressos alguns agregados que não gostamos, e isso é mecânico.</p>
<p class="blog-justify">Reflitamos sobre o fato de que dentro daquela pessoa que &#8220;gostamos&#8221;, também existem agregados que podem simpatizar conosco e ser úteis e amigos; que nem todos os agregados que se manifestam em tal pessoa, são desagradáveis a nós. Eles, os agregados que gostamos, podem se manifestar, em uma pessoa que não gostamos.</p>
<p class="blog-justify">Se refletirmos sobre isso, se entendermos esse ponto de vista da pluralidade do ego, desaparece a antipatia mecânica, tão prejudicial, porque desenvolve cada vez mais os elementos psíquicos inumanos que se relacionam com o centro emocional negativo.</p>
<p class="blog-justify">Quanto mais eliminarmos os agregados do centro emocional negativo, mais e mais o centro emocional superior se desenvolverá em nós.</p>
<p class="blog-justify">No entanto, digo que o centro emocional superior é grandioso, muito mais poderoso que o intelecto.</p>
<p class="blog-justify">Com o centro emocional superior podemos compreender a natureza do fogo&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Os livros sagrados são escritos com brasas, isto é, com fogo. A linguagem da Bíblia, por exemplo, é parabólica, é a linguagem do centro emocional superior.</p>
<p class="blog-justify">As experiências místicas e incorpóreas são obviamente parabólicas, e só podem ser compreendidas com o centro emocional superior. Os mistérios da vida e da morte são perfeitamente conhecidos através do centro emocional superior. Isso é óbvio!</p>
<p class="blog-justify">Eu lhes disse que &#8220;a mônada em nós é a coisa mais importante, que quanto mais eliminarmos os elementos psíquicos inferiores, mais e mais receberemos as irradiações da mônada&#8221;. Esta mônada é Atman-Buddhi. Atman é “o Inefável”, ele recebe a força que vem do Demiurgo Criador; o Demiurgo, por sua vez, o recebe de Adi-Buda, o Ser Incognoscível.</p>
<p class="blog-justify">Atman, como desdobramento do Arquiteto Divino do Universo, é Inefável; é o que se chamaria o “Paraatman” ou o “Shiva-Tativa”. Buddhi, apesar de ser tão espiritual, é mais corpóreo, digamos, mais concreto que Atman.</p>
<p class="blog-justify">Buddhi-Eros, como o princípio ígneo, obviamente se torna cada vez mais evidente para nós. Suas irradiações nos atingem cada vez mais profundamente, à medida que dissolvemos as emoções negativas do centro emocional e à medida que o centro emocional superior se desenvolve.</p>
<p class="blog-justify">Atman-Buddhi é a mônada, é a realidade dentro de nós que conta, o Real Ser dentro de nós.</p>
<p class="blog-justify">Temos que lutar, eliminando as emoções negativas para nos aproximarmos cada vez mais da mônada, e a mônada justamente nos ajuda, porque Eros emana de Buddhi, que é essa extraordinária força sexual com a qual podemos desintegrar os agregados psíquicos na Forja dos Cíclopes.</p>
<p class="blog-justify">O que seria de nós sem Eros? Eros se opõe a Anteros, as potências do mal, que não estão fora de nós, mas dentro de nós, aqui e agora. São todos aqueles agregados do centro emocional inferior, o Anteros.</p>
<p class="blog-justify">Se eliminarmos as emoções negativas e desenvolvermos o centro emocional superior, penetraremos cada vez mais na essência do fogo, e nos aproximaremos cada vez mais de nossa mônada interna que sempre nos sorriu.</p>
<p class="blog-justify">Não se esqueçam que o centro emocional, em seu princípio, é puro, radiante. As emoções inferiores, localizadas nas partes ou nos pontos inferiores do centro emocional, constituem o emocional inferior. Se eliminarmos as emoções inferiores, então tudo fica perfeito. O centro emocional superior é como uma magnífica Flor de Lótus&#8230;.</p>
<p class="blog-justify">Em todo caso, Atman é o raio que nos une com o Logos e o Adi-Buddha. E a força de Adi-Buddha e dos Logoi Interiores, atinge Atman e está contida em Buddhi, mas aproximar-se de Buddhi é impossível enquanto tivermos emoções negativas. Em outras palavras: a aproximação da mônada torna-se difícil se continuarmos com as emoções inferiores.</p>
<p class="blog-justify">Não devemos aceitar as emoções inferiores dentro de nós. Devemos cultivar emoções superiores: Música, devemos ouvir Beethoven, devemos ouvir Mozart, Liszt, Tchaikovsky; devemos aprender a pintar, mas que os quadros que pintamos não sejam infra-humanos. Devemos derramar neles nossos sentimentos mais nobres. Tudo o que fazemos deve ser digno e essencialmente edificante&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Enche-se de êxtase ao contemplar as colunas coríntias dos tempos antigos, ou os mármores de Roma e Atenas; as magníficas esculturas de uma Ísis Negra na terra dos faraós, ou de um Apolo, ou da Vênus de Milo, ou da casta Diana.</p>
<p class="blog-justify">Enche-se de êxtase, vibra de emoção superior, ao ouvir, por exemplo, a Lira dos tempos antigos, ou ao entregar-se à meditação profunda, no seio da natureza, ou ao passear pelas ruínas da Roma antiga, ou ao caminhar ao longo das margens do Ganges, ou caindo de joelhos diante do Guru, entre as neves perpétuas do Himalaia. Então a Emoção Superior vibra&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Nos tempos antigos, lá na Lemúria, nos tempos em que os rios de água pura da vida vertiam leite e mel, quando a Lira de Orfeu ainda não se despedaçava no pavimento do Templo, o centro emocional superior vibrava intensamente em cada ser humano.</p>
<p class="blog-justify">Essa foi a época dos Titãs, a época em que os seres humanos que povoavam a face da Terra podiam ver a aura dos mundos e perceber mais da metade de um holtapamnas em seus tons de cores&#8230; Sabemos bem que um holtapamnas tem mais de cinco milhões de tons.</p>
<p class="blog-justify">Mas quando o centro emocional inferior se desenvolveu com paixões violentas, com luxúria, com ódio, com guerras cruéis entre irmãos, então esse sentido se atrofia. A humanidade se aprisiona neste mundo tridimensional de Euclides.<br />Chegou a hora de entender que somente através do centro emocional superior é possível penetrar mais profundamente em nós mesmos.</p>
<p class="blog-justify">Se procedermos corretamente, se aprendermos a viver, se aprendermos a nos relacionar com nossos semelhantes de uma maneira bela, então nos aproximaremos cada vez mais da mônada sagrada e diferentes centelhas de Consciência Cósmica nos surpreenderão, se tornarão mais e mais contínua, até que finalmente, um dia, todos nós termos, realmente e de verdade, a consciência desperta, a Consciência Superlativa do Ser, Buddhi.</p>
<p class="blog-justify">Nesse dia seremos felizes&#8230; Nesse delicioso amanhã, as vibrações de Buddhi nos saturarão totalmente e saberemos verdadeiramente viver em estado de consciência plena.</p>
<p class="blog-justify">Até aqui esta cátedra. Agora dou total <a href="https://escolagnostica.org.br/liberte-se-dos-condicionamentos/">liberdade</a> para os presentes aqui questionarem, tirando suas dúvidas sobre o assunto&#8230;.</p>
<p class="blog-justify">Discípulo &#8211; Mestre, por que falas contra as Virtudes?</p>
<p class="blog-justify">Mestre &#8211; Você vê como é fácil deturpar o ensinamento. Você faz isso com um coração simples e sincero, mas depois que você diz isso, outra pessoa deturpa um pouco mais, e o terceiro continua deturpando mais, e quando o ensinamento chegar a todos, ele já estará dizendo: “Samael Aun Weor é contra as Virtudes, chega de Virtudes!” É assim que o ensinamento é distorcido e é assim que o ensinamento de todos os Irmãos Maiores que ajudaram a Humanidade foi distorcido.</p>
<p class="blog-justify">O que restou do budismo, você pode me dizer? Gautama Sakyamuni falou contra o abominável Órgão Kundartiguador. Toda a sua doutrina era contra as más consequências daquele abominável &#8220;órgão&#8221;. Hoje temos um Evangelho Budista completamente deformado; nada, quase nada resta do antigo budismo: tudo foi deformado&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Não estou me pronunciando contra as Virtudes&#8230; Devemos pensar corretamente.</p>
<p class="blog-justify">A água é útil, é magnífica, é boa na pia, é boa no recipiente, no banheiro; mas, o que você diria sobre a água na sala, inundando os quartos? Mudaria tudo, não? Seria muito ruim&#8230; O fogo é bom na cozinha. Também é magnífico ali, nas velas&#8230; Mas se o fogo, neste momento, estivesse a queimar esta casa e os Bombeiros chegassem, o que diríamos? Seria uma calamidade, certo? Assim, toda virtude é boa em seu lugar, mas fora de seu lugar é má&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Missionário, como você, é bom que dê os ensinamentos, que os espalhe por toda parte, mas, e se ao invés de espalhar os ensinamentos entre as diferentes pessoas, lá fora nas ruas ou nos lumisiais, ou nas casas de família, ir a bordéis para espalhá-lo? Isso seria correto? Seria ruim, certo? Então o Missionário se tornaria o quê? Em um verdadeiro perverso? Muito bem, mas não quer dizer que o Missionário seja mau, tudo depende do uso que faz das suas Virtudes.</p>
<p class="blog-justify">O dinheiro em si não é bom nem mau, tudo depende do uso que se faz dele: se for usado para o bem é bom, se for usado para o mal é mau.</p>
<p class="blog-justify">As virtudes são as mesmas, são preciosas, são Joias Inefáveis, é claro que cada defeito psicológico eliminado deixa o lugar livre para a cristalização de uma Virtude. Mas as Virtudes, fora do lugar delas são ruins, com elas você também pode causar muito dano, não só aos outros, você pode se prejudicar com suas próprias Virtudes se você não souber lidar com elas. Quero que os irmãos entendam isso, com perfeita clareza.</p>
<p class="blog-justify">O que você diria sobre a violência? A violência é boa ou não? O que você me responde? Qual seria a resposta?</p>
<p class="blog-justify">Discípulo &#8211; O que é ruim&#8230; O que é bom e o que é ruim&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Mestre &#8211; Essa é mais lógica, a resposta que dá&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Discípulo &#8211; A violência, se aplicada com sentido de defesa, é boa para a pessoa. Mas se for aplicado de forma instintiva, já nos prejudica&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Mestre &#8211; Em essência, o que você está dizendo está correto. Mas você precisa detalhar. Obviamente, a violência leva à violência, e não é aconselhável, mas vamos a isto: o homem tem a mulher e tem os filhos; ele também tem filhas, já crescidas (senhoras), de repente um grupo de bandidos resolve invadir a casa para estuprar sua esposa, estuprar suas filhas e tudo mais: incendiar a casa e roubar. Mas há um homem lá: o marido. Ele sente quando os bandidos entram na casa (ele sabe disso), mas ao invés de pegar uma arma para defender sua casa, ele abençoa os bandidos (porque ele está no Caminho, ele está no Caminho): Deus te abençoe, irmãos da minha alma! Não cometa esse crime horrível de estuprar minha esposa (enquanto eles a estupram), de estuprar minhas filhas (enquanto elas estão sendo estupradas), de roubar meu dinheiro (enquanto estão tirando dela os últimos pesos), de atear fogo em minha casa (quando já estão incendiando), não façam isso, maninhos, porque vocês terão muito carma para pagar; no entanto, estou disposto a abençoar a todos vocês” &#8230;</p>
<p class="blog-justify">Bem, suponha que ele saia vivo dessa luta porque os bandidos têm pena dele. Bem, como aquele homem se apresentaria perante as autoridades e perante a Divindade? As autoridades&#8230; acho que o julgariam como cúmplice do crime; que já está previsto no Código Penal. Esse homem merece prisão, certo? Porque é um covarde e porque se tornou cúmplice do crime; é óbvio que ele merece a prisão, ele se tornou um cúmplice, ele é um covarde&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Então, qual é o dever daquele homem lá? Ele está no Caminho, é um Iniciado, quer ser um Mahatma e não sei mais o que, qual é o seu dever? Bem, morrer no campo de batalha defendendo sua família a qualquer custo, morrendo lutando, mas morrendo; se era sua vez de morrer, morrer cumprindo o dever de um homem; esse é o seu dever!</p>
<p class="blog-justify">Ou, o que diríamos, por exemplo, de um militar, o que diríamos, por exemplo, ou o que nosso irmão que é militar diria? Que de repente a Pátria está ameaçada, os “gringos” vêm nos invadir, saquear, estuprar, queimar, roubar, e o Exército diz: “Não, não lutamos mais, Deus abençoe todos esses invasores; se eles queimarem, haverá seu <a href="https://escolagnostica.org.br/o-karma-e-sua-superacao/">Karma</a>. Deus te abençoe, nós não brigamos&#8221;&#8230;<br />Eles cruzam os braços para dar bênçãos e rezar pelos bandidos que estão atacando. O que seria dito de tal exército?</p>
<p class="blog-justify">Discípulo &#8211; Imediatamente, uma traição à Pátria que&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Mestre &#8211; Alta traição! Isso é óbvio. Alta traição! Condenável, não só pelos juízes da Terra, mas pela Divindade. Qual é, então, o dever do exército naquele momento?</p>
<p class="blog-justify">Discípulo &#8211; Atacar, defender&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Mestre &#8211; Defenda, devemos usar armas! Assim, as armas em si não são boas nem más, tudo depende do uso que se faz delas: se são usadas para o bem, são boas, mas se são usadas para o mal, são más; tudo depende.</p>
<p class="blog-justify">Então, essa coisa das Virtudes é uma coisa que precisa ser pensada muito, muito, porque com as Virtudes você pode não só prejudicar os outros, mas também prejudicar a si mesmo&#8230; Vejamos, o irmão vai perguntar alguma coisa?</p>
<p class="blog-justify">Discípulo &#8211; Eu não entendo em “O Ramayana”, por que Krishna incita Arjuna a lutar contra seus parentes? Não consegui interpretar isso&#8230; Não entendi isso.</p>
<p class="blog-justify">Mestre &#8211; Bem, vida longa, vida longa, vida longa a Krishna com seu encorajamento que ele dá a Arjuna! E viva essa luta contra os parentes, isso é maravilhoso! Eu mesmo concordo: vamos lutar contra todos os parentes! Vamos desembainhar a espada e ir contra todos!</p>
<p class="blog-justify">E o que você sabe quem são esses &#8220;parentes&#8221;? Pois bem, são todos os agregados psíquicos que carregamos em nosso interior; contra eles temos que lutar e muito duro mesmo que nos machuque. Eles são nossos &#8220;parentes&#8221;, mas temos que &#8220;dar-lhes duro&#8221; e de todo jeito&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Discípulo &#8211; Mestre, desculpe-me, uma pergunta: Que interpretação pode ser dada&#8230;.</p>
<p class="blog-justify">Mestre &#8211; Como?</p>
<p class="blog-justify">Discípulo &#8211; Que interpretação podemos dar ao Ensinamento Evangélico de que “se for atingido numa face, vire a outra”?</p>
<p class="blog-justify">Mestre &#8211; Sim! Garanto-lhe que se alguém vier até mim e me &#8220;socar&#8221;, então coloco a outra face para que &#8220;soque&#8221; mais forte. Não há problema. Mas se eu tenho um grupo de crianças aqui junto, ou se eu sou um Guardião aqui, do Templo e nesse momento chega um grupo de bandidos para bater em você&#8230; Eu estou lá&#8230; eu reajo, é para isso que serve a espada; e se eles me atingirem ou avançarem, bem, eu morro no campo de batalha.</p>
<p class="blog-justify">Qual é o dever de um Guardião do Templo? Diga-me para ver&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Discípulo &#8211; Defender, ainda com a vida, as pessoas que serem salvas.</p>
<p class="blog-justify">Mestre &#8211; Correto! Neste momento você é o Guardião do Templo, se neste momento alguém vier nos atacar, a multidão vem, a quadrilha vem atacar esses irmãos, você tem que perder sua vida lá, se necessário. Porque esse é o Guardião do Templo.</p>
<p class="blog-justify">Então, uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. Uma coisa é abençoarmos nossos inimigos, devolvermos o bem ante o mal, virarmos a face direita para que nos &#8220;soquem&#8221; com mais força, e outra é cumprirmos nosso dever quando chegar a hora de cumprir, defender, sabe defender aqueles sob nossa responsabilidade. Entendido?&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Há outra pergunta?&#8230; Sim, irmão&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Discípulo &#8211; Venerável, falando das Virtudes, pode-se considerar que, em muitos casos, uma Virtude pode criar dependência psicológica?<br />Mestre &#8211; Uma Virtude, quando não se sabe como usá-la, pode criar dependências psicológicas, pode tornar-se um tirano, pode levar-nos a dar um passo em falso, etc.</p>
<p class="blog-justify">Por exemplo, quantos juízes que tiveram a Virtude de cumprir seu dever na época da Revolução Francesa, mandaram inocentes para a forca? Havia carrascos cujo dever era decapitar muitos na guilhotina, e cumpriram esse dever que tinham (com a &#8220;Virtude do Dever&#8221;), e os decapitaram, fizeram cair a lâmina em seus pescoços, é isso? E daí?</p>
<p class="blog-justify">É preciso aprender a manejar as Virtudes; não é que sejam subestimados, são Joias Preciosas, emergem em nós à medida que os agregados psíquicos vão sendo eliminados.</p>
<p class="blog-justify">Mas tudo no seu devido lugar&#8230; Já dissemos que o fogo é bom na cozinha, mas não na sala, e que a água é boa na pia, mas não é bom que ela invada os quartos.</p>
<p class="blog-justify">Uma Virtude é boa em seu lugar; ruim quando está fora do lugar. Isso é tudo. Você tem que ser mais equilibrado, mais ponderado, mais maduro; isso é óbvio. Por exemplo, a antipatia mecânica é absurda. Mas, é inútil lutarmos contra a Antipatia Mecânica, é inútil, por exemplo, dizermos: &#8220;Gosto desta pessoa « gorda» &#8230; amigos com essa pessoa”, e forçar-se e sorrir artificialmente para ele, e acontece que esse sorriso, mais do que um sorriso, acaba por ser uma careta trágica&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Não. O que temos que fazer é dissecar essa Antipatia Mecânica para ver por que gostamos daquela pessoa “gorda”. Isso requer muita autorreflexão, muita auto-observação psicológica, muita meditação e, finalmente, descobrimos a causa.</p>
<p class="blog-justify">Uma vez que descobrimos essa causa, nós a desintegramos com a ajuda da Divina Mãe Kundalini, com a ajuda do Fogo Sagrado. Então, a Virtude da Simpatia para com essa pessoa floresce em nós. A Virtude: Simpatia para com aquela pessoa que costumava ser “gorda” para nós.</p>
<p class="blog-justify">Então, você tem que se conscientizar de tudo, viver uma vida consciente, uma vida mais madura, menos mecânica&#8230; Vamos ver, irmão&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Discípulo &#8211; Mestre, a Virtude pode ser aprendida?</p>
<p class="blog-justify">Mestre &#8211; Aprender? Bem, meu caro&#8230; nunca! Essas são as Joias Preciosas ou Flores da Alma, que nascem em nós quando eliminamos tais ou tais defeitos psicológicos.</p>
<p class="blog-justify">Tenhamos, por exemplo, que eliminemos a raiva, a doçura surge em nós; que eliminemos a luxúria, em sua substituição surge a Virtude da Castidade; que eliminemos o ódio, em sua substituição surge a Virtude do Amor: E à medida que eliminamos esses defeitos psicológicos, as Virtudes surgem em seu lugar.</p>
<p class="blog-justify">Por isso dizemos que precisamos cristalizar a alma em nós, e a Alma é puro Fogo Universal. Esse Fogo Divino, esse Fogo Inefável, deve cristalizar-se pouco a pouco em nós. Mas não podemos cristalizar a Alma em nós se não eliminarmos os defeitos psicológicos.</p>
<p class="blog-justify">Ao eliminarmos cada agregado psíquico, em sua substituição cristalizará uma Virtude, um Poder, uma Lei, etc. Isso é chamado de “Alma Cristalizante”. E finalmente, quando todos os agregados psíquicos forem eliminados, somente a Alma permanecerá em nós; até mesmo o próprio corpo se tornará Alma.</p>
<p class="blog-justify">Qual é o corpo de um mutante? É um corpo já convertido em Alma. Mas para Cristalizar a Alma em nós, que é puro Fogo Vivo, é necessário eliminar os agregados psíquicos. E isso só é possível através de grandes crises emocionais.</p>
<p class="blog-justify">Isso não é meramente uma questão intelectual. Não! Para eliminar um agregado psíquico é preciso passar por terríveis arrependimentos, chorar, se desesperar, cair no chão e até se chicotear se necessário. Você tem que sofrer muito; arrepender, passar por terrível, repito, amargura.</p>
<p class="blog-justify">Se alguém não passa por essas crises emocionais, não desintegra o que deve desintegrar e não cristaliza as Virtudes, e não cristaliza a Alma.</p>
<p class="blog-justify">Mas quando se consegue Cristalizar a Alma, e tudo se torna Alma, então brilha gloriosamente; é mais uma Chama da Grande Fogueira, ardendo dentro da Magnífica Aura do Universo.</p>
<p class="blog-justify">É assim que nos ensina a Doutrina do Fogo, e é assim que devemos entendê-la&#8230; Alguma outra pergunta?</p>
<p class="blog-justify">Discípulo &#8211; Mestre, Eros é Fogo em nós, e a Divina Mãe também é Fogo, em nós, como é que Eros&#8230;levando esse Fogo ao máximo&#8230; que não nos “escape” como a água? Que não o deixemos perder&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Mestre &#8211; É que Eros é Fogo, o Fogo Sexual que emana da Mônada. A Mônada, por sua vez, a recebe do Logos. Esse Fogo Erótico surge, concretamente, da Valquíria, do Buddhi, na manifestação.</p>
<p class="blog-justify">Ele não se perde, quando o Vaso Hermético não é “derramado”, quando o Vaso contendo o &#8220;azeite&#8221; permanece ileso. Mas se o Cálice de Hermes se derrama, esse Fogo Erótico se perde, se “escapa”, e então, com o que vamos trabalhar?</p>
<p class="blog-justify">Precisamos do Poder da Mônada, se quisermos poder eliminar os agregados psíquicos. É assim que deve ser entendido, é assim que deve ser entendido&#8230; Há mais alguma coisa a perguntar?&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Discípulo &#8211; Até que ponto se deve trabalhar com esse Fogo? Deve ser mais rítmico ou não?</p>
<p class="blog-justify">Mestre &#8211; O Fogo se manifesta, ou deve ser usado, para ser mais claro, durante todo o trabalho esotérico de forma perfeita e rítmica. Porque há tempos positivos e tempos negativos. Há tempos de Maha &#8211; Manvantaras particulares e tempos de Maha-Pralayas particulares; tempos de atividade e tempos de descanso&#8230; Uma pausa magnética criativa deve seguir cada tempo de atividade; porque em tudo tem um Biorritmo&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Discípulo &#8211; Mestre, voltando às Crises Emocionais que você mencionou, seria coerente para uma pessoa realmente interessada em fazer a Grande Obra pedir ao Ser que o faça passar por essas “Crises Emocionais”?</p>
<p class="blog-justify">Mestre &#8211; O Ser é o Ser e tem muitas partes, a qual parte do Ser você se refere?</p>
<p class="blog-justify">Discípulo &#8211; Pelo menos o Treinador Psicológico, o Privado Anúbis&#8230; <br />Mestre &#8211; Cada parte do Ser merece ser refletida, porque sabemos muito bem que as Sete Chamas emanam da Chama Una, e as sete se multiplicam por sete, e, por sua vez, continua assim por mais sete, etc., etc., etc.</p>
<p class="blog-justify">Assim, só se faz uma parte; as outras partes do Ser também precisam trabalhar; isso é óbvio, cada Lhama é obrigado a trabalhar. Mas, obviamente, é a Divina Mãe Kundalini, a esposa de Shiva, que está realmente obrigada a realizar o máximo do trabalho; e quanto à crise emocional, é uma questão do Centro Emocional Superior, é uma questão de compreensão.</p>
<p class="blog-justify">Quando se compreende quão absurdo foi, quando se percebe que não é nada mais do que um miserável humano sem valor, então surge o arrependimento por todos os crimes cometidos, e daí vem a crise emocional natural, não fingida, mas verdadeiramente sentida; isso é tudo&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Discípulo &#8211; Mestre, quando se diz que “a água é o habitat do Fogo”, está-se a dizer que o Fogo vem da Água, ou é o Fogo, o primeiro Elemento que dá vida aos outros Elementos?</p>
<p class="blog-justify">Mestre &#8211; Você pode analisar a água. Encontre a fórmula H2O. Mas essa H2O sem Fohat permaneceria incompleta&#8230; Fohat deve ser adicionado à fórmula. Portanto, não poderia haver Água sem o Elemento Fogo, que é primordial, fundamental.</p>
<p class="blog-justify">Quando o Fogo se condensa, ele o faz primeiro no Ar, depois na Água e finalmente na Terra.</p>
<p class="blog-justify">Você pode conhecer os elementos químicos da Água (H2O); você pode conhecer os elementos químicos da Terra e saber o quão importante é o Carbono&#8230; Você pode conhecer os elementos químicos do Ar e o que são Nitrogênio e Oxigênio, mas quais são os elementos químicos do Fogo? Quem analisou esta substância, qual é a sua fórmula?</p>
<p class="blog-justify">É muito desconhecido, por quê? Por ser a expressão viva do Ser. É o Reflexo do Logos no Universo. Então do Fogo vem tudo. E se não trabalharmos com o Fogo desintegrando nossos defeitos psicológicos, trilharemos o caminho do erro&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Discípulo &#8211; Mestre, então, diz-se que Lúcifer é&#8230; Que relação tem Lúcifer e a Divina Mãe conosco e com o trabalho na Forja?</p>
<p class="blog-justify">Mestre &#8211; Lúcifer é o Fogo, é o Fohat, é o Enxofre dos Alquimistas Medievais. Obviamente, é o reflexo do Cristo Cósmico, ou Vishnu, em nós e dentro de nós. Obviamente, ele desce às profundezas de nós mesmos.</p>
<p class="blog-justify">Em matéria de esoterismo crístico dizemos que é &#8220;o Diabo&#8221;, quando ainda não eliminamos os agregados, porque então todos os nossos defeitos se refletem nele.</p>
<p class="blog-justify">Mas se desintegramos nossos agregados psíquicos, ele brilha e se integra, e se integrará conosco para nos transformar e nos transformar em mutantes. O que é um mutante? Ele é um Homem integrado com Lúcifer, que é um Mutante.</p>
<p class="blog-justify">Lúcifer nos dá todos os poderes: Ele nos dá o Elixir da Longa Vida&#8230; Ele nos dá o poder sobre todos os elementos: do Fogo, Ar, Água e Terra. Mas para que Lúcifer brilhe em nós, se integre a nós, primeiro ele precisa ser embranquecido. É por isso que os alquimistas medievais dizem: &#8220;Queime seus livros e branqueie o bronze&#8221;&#8230; Precisamos branquear o bronze, precisamos branquear o Diabo&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Cada um de vocês tem o Diabo, negro como carvão, horrível; você precisa branqueá-lo e só você, cada um de nós pode branqueá-lo, desintegrando seus agregados psíquicos.</p>
<p class="blog-justify">No dia em que você fizer isso, você se integrará com ele e ele com você e ele lhe dará o Tesouro Escondido, o Velocino de Ouro e ele lhe dará todos os poderes&#8230; Antes que isto ocorra, branqueá-lo, não é possível, entendeu?&#8230;<br />Alguma outra pergunta?</p>
<p class="blog-justify">Discípulo &#8211; Quando não surge o arrependimento, Mestre, qualquer determinação que tomemos, pela multiplicidade do Ego, para, digamos, punir-nos como fizeram Santo Antônio ou São Francisco, então isso aparentemente pode ser um mal que pode nos ajudar no Caminho da Autorrealização, para eliminar um certo agregado psíquico?</p>
<p class="blog-justify">Mestre &#8211; Bem, não há dogmas nisso&#8230; Nisto, há inventários: adição e subtração, multiplicação e divisão. Devemos saber o que nos resta e o que nos falta, sem dogmas.</p>
<p class="blog-justify">Em primeiro lugar, o que é preciso é saber se o arrependimento não surge em nós; se realmente não surge, é porque somos perversos. Porque quando surge em nós, é porque ainda não há perversidade. Mas se não surgir, somos muito maus, muito maus.</p>
<p class="blog-justify">Obviamente, meus queridos amigos, o que é arrependimento? Uns traduzem de uma forma e outros de outra: Há quem diga que &#8220;é para mudar a maneira de pensar&#8221; e citam termos gregos e etc., etc., etc&#8230;. Perdoem-me a franqueza, mas não concordo com essas concepções.</p>
<p class="blog-justify">Quando alguém, na realidade, enfrenta sua própria Mônada Divina, que emana do Sagrado Sol Absoluto, e olha para o que tem no fundo e percebe todas as suas barbaridades, há arrependimento. Trabalha com arrependimento, passa por crises emocionais.</p>
<p class="blog-justify">Mas quando alguém se afastou tanto do Sagrado Sol Absoluto que as Emanações, as Ondulações Cósmicas do Sagrado Sol Absoluto já não o alcançam, porque ele está muito desviado, caído na Magia Negra, ele é um caso perdido&#8230; Nesse caso, ele é mau.</p>
<p class="blog-justify">E aquele “bandido” terá que se punir muito; ele precisaria passar por penitências horríveis, obviamente. Ele precisará ser muito sincero consigo mesmo, sincero demais, para que possa realmente desintegrar os agregados psíquicos desumanos que carrega dentro de si.</p>
<p class="blog-justify">Mas, sobretudo, se não lhe veio o arrependimento, é porque é ímpio&#8230;.</p>
<p class="blog-justify">Chegou à perversidade. Porque uma coisa é maldade e outra é ser perverso: os ímpios não têm mais remorso nem arrependimento. É um caso sem esperança, não é mais tocado pelas Ondulações Cósmicas do Sagrado Sol Absoluto. É por isso que ele não sente remorso nem arrependimento, ele se torna cínico e se torna um habitante do Reino Mineral Submerso, ele entra no Mundo das 96 Leis. Isso é tudo.</p>
<p class="blog-justify">Mas como fazer nesse caso, fazer com que aquele que não tem arrependimento se arrependa? Repito: você precisará recorrer a muita Força de Reflexão para analisar seus defeitos psicológicos, e até mesmo fazer certas penitências rigorosas e disciplinar-se, etc&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Bem, alguma outra palavra, alguma outra pergunta?</p>
<p class="blog-justify">Discípulo &#8211; Pergunta de Lúcifer, eu queria saber ou tive essa preocupação: lembro que de acordo com o que você nos diz, temos uma Consciência de 3% livre, neste momento; isso poderia dizer que há uma parte de nosso Lúcifer que não é negra. Então, se vemos, digamos, como Fausto&#8230; &#8230;o que ele chama de seu Lúcifer, seu Divino Daimon &#8230; &#8230;é a mesma fórmula para se trabalhar com ele, ou para um invoque aqui&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Mestre &#8211; Bem, por trás dessa pergunta há uma fonte de curiosidade, lá no fundo; ao fundo há uma fonte de curiosidade. Você gostaria de trabalhar com ele simplesmente porque tanto se ouviu falar dele&#8230; Goethe fala, Dr. Fausto fala&#8230; ele é citado em tantos textos que vale a pena tentar alguma amizade com ele. Mas, pergunto aos presentes aqui: Existe alguém que já esteja tão preparado quanto&#8230;</p>
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<p style="text-align: right;"><strong>Por Samael Aun Weor</strong><br /><strong>Traduzido por Natalino Sampaio</strong></p>
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			</item>
		<item>
		<title>A Doutrina do Fogo</title>
		<link>https://escolagnostica.org.br/a-doutrina-do-fogo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Balota]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Nov 2022 00:47:33 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Samael Aun Weor]]></category>
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					<description><![CDATA[A Doutrina do Fogo   Vamos começar nossa conversa de hoje à noite. Espero que todos os irmãos prestem a máxima atenção&#8230; Bem, irmãos, em todo caso, é preciso conhecer-se<span class="excerpt-hellip"> […]</span>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="blog-titulo wp-block-paragraph">A Doutrina do Fogo</p>

<p class="blog-justify"> </p>

<p class="blog-justify wp-block-paragraph">Vamos começar nossa conversa de hoje à noite. Espero que todos os irmãos prestem a máxima atenção&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Bem, irmãos, em todo caso, é preciso conhecer-se cada vez mais, se realmente queremos alcançar a Autorrealização Íntima do Ser.</p>
<p class="blog-justify">Obviamente, precisamos trabalhar, como já disse em minhas palestras anteriores, com o elemento fogo.</p>
<p class="blog-justify">O próprio fogo é uma substância que escapou de todas as análises químicas. Os cientistas dizem que &#8220;é o produto da combustão&#8221;, o que é absolutamente falso; ninguém sabe qual é a natureza do fogo.</p>
<p class="blog-justify">Sabemos, por exemplo, que na atmosfera existe Oxigênio e Nitrogênio. Não ignoramos que na água está o H2O, ou seja, o Hidrogênio e o Oxigênio. Tampouco podemos ignorar que o Carbono está na terra, mas qual é realmente a fórmula do elemento fogo? Qualquer homem de ciência nos falaria sobre H2O&#8230; que &#8220;dois átomos de Hidrogênio e um de Oxigênio&#8221;, formam água. Mas vamos fazer o teste com H2O e tentar juntar os átomos de Oxigênio e Hidrogênio, como está na fórmula, em laboratório, para ver se é verdade que resulta em água&#8230; Óbvio que não! Por quê? Porque algo está faltando algo! O que? O elemento fogo.</p>
<p class="blog-justify">Portanto, a fórmula para H2O está incompleta; isso é óbvio!</p>
<p class="blog-justify">É assim que o fogo escapa a todos. Uma simples chama, daquelas que temos ali, na vela, bastaria para incendiar o mundo, e ele permaneceria impassível: não aumentaria um átomo a mais, nem um átomo a menos.</p>
<p class="blog-justify">De qualquer uma dessas velas acendemos outra vela, e outra, e outra, e outra, e queimamos um tanque de gasolina&#8230; explodimos um tanque de dinamite, e o fogo continua&#8230; e queimamos o mundo e a vela, com seu fogo permanece a mesmo. Destemido, como se nada tivesse acontecido.</p>
<p class="blog-justify">Que tipo de substância é essa, que zomba dos químicos e faz tantas maravilhas, e ainda assim permanece a mesma, impassível? Verdadeiramente, a substância do fogo é divina.</p>
<p class="blog-justify">Agora, para nós, como disse em uma palestra passada, estamos interessados apenas na parte oculta o fogo, a chama da chama, a assinatura astral do fogo, que é o Divino. É o que vemos lá, na Cruz, o INRI: Ignis Natura Renovatur Integra (O Fogo renova incessantemente a Natureza) &#8230;</p>
<p class="blog-justify">Assim, a libertação do ser humano não é possível fora do fogo. Somente trabalhando com o fogo, poderíamos alcançar a libertação final.</p>
<p class="blog-justify">Os Mundos, por exemplo, nada mais são do que granulações do Fohat &#8230; Isso é óbvio! A Doutrina que ensinamos é a doutrina do fogo. Os livros que escrevemos foram escritos com brasas acesas, e entre o crepitar incessante das chamas, fizemos chegar o Conhecimento Secreto à Humanidade.</p>
<p class="blog-justify">Bem, sabemos que por trás do fogo há maravilhas. Certa vez, um grandioso elemental do fogo foi questionado:</p>
<p class="blog-justify">– “O que está além do Fogo?” Ele respondeu:</p>
<p class="blog-justify">– “Isso é algo que ignoramos!”. &#8220;Deus é um fogo devorador&#8221;, diz São Paulo, e assim é!&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Em conversas anteriores, dissemos que havia dois: O Aelohim Incognoscível e o Elohim Cognoscível.</p>
<p class="blog-justify">Aelohim é o Ser Incognoscível e Imanifesto, enquanto Elohim é o Exército da Palavra, o Exército da Voz, do Verbo. É como a Estrela Solar, como o Sol Espiritual, o Sagrado Sol Absoluto, que sai das entranhas do Incognoscível.</p>
<p class="blog-justify">O Exército do Verbo emana, então, do Sol Sagrado Absoluto, mas o Sol Sagrado Absoluto e o Exército do Verbo são UM, que saiu das entranhas vivas do Incognoscível.</p>
<p class="blog-justify">O Exército da Palavra é o Fogo, é o Fohat pluralizado, mas não devemos esquecer que “variedade, a multiplicidade, é unidade”. O Exército da Voz é formado por todos esses milhões de Dhyân-Chohans, criadores do Universo, e todos eles são chamas do Fogo Ardente.</p>
<p class="blog-justify">Vejam vocês, quão grande é esse desdobramento de Brahma, essa exibição da Divindade, essa exibição do Grande Fogo Universal. Vejam como do Incognoscível emana o Demiurgo Arquiteto do Universo, que é o Fogo.</p>
<p class="blog-justify">Agora, todo esse Exército da Palavra, todo esse Exército dos Dhyan-Chohans, são obviamente, classificados em grupos, de acordo com as ideias cósmicas universais. Eles são números vivos, que criam e voltam, novamente, a criar.</p>
<p class="blog-justify">Convém compreender que o Logos, o Demiurgo, o Sol Estelar Espiritual, o Exército da Palavra, brotou, realmente, do seio do Incognoscível e, por sua vez, daquele Logos múltiplo, tal como uma chama composta de muitas chamas, emana Atman, o inefável. Atman é o Íntimo em cada um de nós, nosso Espírito Divino, o Inominável.</p>
<p class="blog-justify">Por sua vez, Buddhi emerge de Atman. E quem é Buddhi? Buddhi é a Consciência Superlativa do Ser. Buddhi é Eros, o Fohat Mensageiro dos Deuses.</p>
<p class="blog-justify">Nos mundos superiores da consciência cósmica, os Iniciados podem evidenciar o fato concreto de que Atman sempre envia Eros, o Fohat, o Buddhi, a Walkyria, como diríamos na linguagem clássica de Wagner, para realizar certas obras. Então Fohat, ou Buddhi, é o mensageiro de Atman.</p>
<p class="blog-justify">A pessoa realmente se enche de êxtase ao compreender o que é a realidade de Eros; espanta-se ao ver as Valquírias dos Mahatmas, trabalhando nos mundos superiores da consciência cósmica, levando mensagens em todos os cantos do Universo.</p>
<p class="blog-justify">Mulheres inefáveis de beleza indescritível! As Valquírias trabalham nos Templos, entregando mensagens, e ajudando os Mahatmas. Eles são o Fohat mensageiro, o extraordinário Eros que pulsa em cada um de nós.</p>
<p class="blog-justify">O que seria de nós sem Eros? Poderíamos talvez realizar a Grande Obra do Pai? Precisamos de Eros para poder desintegrar os agregados psíquicos desumanos que carregamos dentro de nós.</p>
<p class="blog-justify">Assim, a Estrela que se separou do Sagrado Sol Absoluto é o Demiurgo criador do Universo, é a chama da qual saem as sete chamas sagradas. Essa Chama é tripla, mas dela saem as sete chamas, ou seja, da Tripla Chama sai o Eterno Heptaparaparshinok: do Três sai o Sete.</p>
<p class="blog-justify">Da mesma forma que nós, com três velas acesas ali, no Altar, podemos acender sete, também o pode, a Chama com três pavios, que é o Logos: o Logos como Santo Afirmar, o Logos como Santo Negar, e o Logos como Santo Conciliar. Dessa Tríplice Chama emerge a Eterna Heptaparaparshinock, as Sete Chamas.</p>
<p class="blog-justify">Atman, Buddhi e Atman-Buddhi formam a Mônada divina interior de cada um de nós. Segue-se então o Manas Superior ou Alma Humana, o que temos de humano. Depois vem a Mente, essa que temos para pensar, mas, que infelizmente está presa entre os múltiplos agregados psíquicos que constituem o ego, o eu, o si mesmo. Por isso dizemos que &#8220;não temos uma única mente, mas muitas mentes” &#8230;</p>
<p class="blog-justify">É óbvio que se a substância mental for engarrafada em diferentes frascos, se for enfrascada em muitos eus, então não há mais uma única mente, e sim muitas mentes, infelizmente&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Mas o que se esconde por trás de todas essas mentes é o radical, é o fogo, que seria realmente o quarto fogo, porque o quinto está por trás de todas essas emoções que carregamos, e que no autêntico Iniciado, o tem em seu Corpo Astral. A sexta chama está por trás do princípio da vida: é o Prana, é o fogo como Prana ou Vida. E a sétima chama queima na mesma medula espinhal do asceta <a href="https://escolagnostica.org.br/como-identificar-um-gnostico/">gnóstico</a>.</p>
<p class="blog-justify">Na verdade, falando do ponto de vista da Anatomia Oculta, diríamos que são Sete Serpentes: dois grupos de três, com a sublime coroação da Sétima Língua de Fogo que nos une com o Uno, com a Lei, com o Pai.</p>
<p class="blog-justify">Se Atman recebe verdadeiramente o Princípio Ígneo do Fogo, o Incognoscível, pela mediação do Demiurgo criador do universo, não há dúvida de que tudo está contido em Buddh. Com justa razão nos foi dito que &#8220;o Buddhi é como um vidro de alabastro, fino e transparente, através do qual arde a Chama de Prajna&#8221;&#8230;</p>
<p class="blog-justify">No Buddhi, no Eros, na Walquíria , está contida a Donzela, a Bela Helena de Tróia, Atman, o Inefável; mas no final do dia, Atman-Buddhi como Mônada, são radicais&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Em uma palestra passada eu disse que tínhamos que trabalhar com os Sete Radicais, e acho que os irmãos já estão cientes disso, que são os sete aspectos do Fogo em nós, as Sete Línguas de Fogo na anatomia oculta, que emanam diretamente do Arquiteto Divino do Universo. Isso é óbvio e é assim que você tem que entender&#8230;</p>
<p class="blog-justify">O Ser, em si mesmo Incognoscível, é o fundamental; O fogo emana dele. &#8220;Sat&#8221; é a seidade e da Seidade emana o Fogo, ou seja, o Arquiteto Demiurgo.</p>
<p class="blog-justify">Mas há um ponto sobre o qual quero enfatizar esta noite. Embora seja verdade que o Santo Afirmar, o Santo Negar e o Santo Conciliar, ou seja, o Logos interior de cada um de nós, é radical, é o Buda íntimo de cada um de nós, porque cada um carrega seu Buda Íntimo, mesmo que não o tenha encarnado. Esse Buda Íntimo, por sua vez, emana de Adibuddha e Adibuddha é o Incognoscível.</p>
<p class="blog-justify">Individualizando, diríamos que cada um de nós tem seu Adibuddha no Espaço Abstrato Absoluto. Dele emanam nossos Logoi, e do Logoi, por sua vez, emanam os sete aspectos de Fohat, do Fogo.</p>
<p class="blog-justify">Quando digo que &#8220;você tem que trabalhar com o Fogo&#8221;, tudo deve ser bem entendido. Devemos ter um pouco mais de Consciência sobre o que é o Fogo, devemos entendê-lo melhor&#8230;</p>
<p class="blog-justify">A Mãe Kundalini, da qual tanto falamos, é o Fogo, é o Fohat em nós, em nossa anatomia oculta; é uma variante do nosso próprio Ser, uma derivação de nosso Ser.</p>
<p class="blog-justify">Sim, precisamos trabalhar com o Fogo, com ela, porque ela é a portadora do fogo.</p>
<p class="blog-justify">Ela, a serpente ígnea, agita-se terrivelmente entre os castiçais do Templo. Essa serpente sagrada dos grandes mistérios é o Fogo que crepita dentro na aura do universo. Só ela pode reduzir a cinzas os agregados psíquicos inumanos que carregamos dentro de nós.</p>
<p class="blog-justify">Não é fácil conseguir desintegrar a totalidade dos agregados psíquicos. Pense que esses agregados são processados em sete níveis do Ser.</p>
<p class="blog-justify">Há Santos que conseguiram desintegrar agregados de até o quinto e o sexto níveis, porém muito raro é aquele que consegue desintegrar os agregados psíquicos nos sete níveis do Ser.</p>
<p class="blog-justify">Acontece que nos níveis posteriores, especialmente no sétimo, tais agregados se tornam terrivelmente sutis e muitas vezes assustadoramente difíceis. Se o Iniciado não for suficientemente compreensivo, poderá falhar na Grande Obra.</p>
<p class="blog-justify">Nos níveis superiores do Ser, há coisas que surpreendem: as máximas morais não servem para o Sétimo Nível de Trabalho, nem mesmo para o Sexto. Os códigos de ética são supérfluos, os conceitos que se tinha, baseados em interpretações meramente superficiais das Sagradas Escrituras, são destruídos, etc.</p>
<p class="blog-justify">Assim, o Iniciado deve tornar-se independente não só das forças do mal, mas também das forças do bem. Terá que lutar contra os poderes do mal e contra os poderes do bem.</p>
<p class="blog-justify">Em última síntese, o bem se torna mal, e muitos aspectos que pareciam mal se tornam bons; e você tem que ir além do bem e do mal, e distinguir o bem do mal e o mal do bem. As estruturas dogmáticas da ética convencional, no fundo, serviriam apenas como pedra de tropeço para aqueles que trilham o Caminho da Autorrealização. Essa é a dura realidade dos fatos&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Há uma tendência de as pessoas interpretarem tudo à sua maneira, superficialmente, e quem quiser trabalhar no Sétimo Nível tem que ser “estritamente abrangente”; ir além de todo dogma e fazer um inventário de si mesmo, para saber o que você tem em excesso e o que lhe falta.</p>
<p class="blog-justify">Muitas vezes, uma bela virtude pode servir de pedra de tropeço para o navegante. Às vezes, até mesmo Gemas de Espiritualidade muito preciosas servem de obstáculo. Por isso é tão difícil poder desintegrar os agregados psíquicos nos Sete Níveis do Ser, por isso!&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Por outro lado, devemos aprender a manejar os cinco cilindros da máquina orgânica, pois os agregados que temos estão relacionados a esses cinco cilindros da máquina orgânica.</p>
<p class="blog-justify">O que são esses cinco cilindros? Centro Intelectual, onde fica? Já sabemos que no cérebro. Centro Emocional, onde fica? No Coração, Plexo Solar e centros do Grande Sistema Nervoso Simpático. Centro Motor, onde fica? Parte superior da Coluna Vertebral.</p>
<p class="blog-justify">Centro Instintivo, onde fica? Na parte inferior da Coluna Vertebral. E o Centro Sexual? No Sexo.</p>
<p class="blog-justify">Há agregados psíquicos do Centro Intelectual, como os há do Emocional, como os há do Motor, como os há do Instintivo, e como os há do Sexual. Isso é óbvio! É preciso estudar os agregados psíquicos em cada centro, para ver como eles se comportam e isto é uma questão de Autorreflexão, Experiência Direta, Observação Psicológica, etc.</p>
<p class="blog-justify">Um agregado não pode ser desintegrado sem a ajuda da Divina Mãe Kundalini, a serpente dos grandes mistérios, e ela exige, para a desintegração de qualquer agregado psíquico, uma prévia compreensão do defeito psicológico que queremos reduzir a cinzas. Isto é óbvio!</p>
<p class="blog-justify">Devemos primeiro descobrir o defeito e depois trabalhá-lo. Precisamos da evidente autorreflexão do Ser, para alcançar a compreensão profunda. Precisamos de meditação íntima, se realmente queremos entender este ou aquele defeito. Mas uma vez compreendido, deve-se trabalhar com a Divina Serpente dos grandes mistérios. Só assim conseguiremos eliminá-lo.</p>
<p class="blog-justify">E repito: qualquer defeito está relacionado a algum centro da máquina orgânica. E digo mais&#8230; Com a ajuda do Fogo, aquele que vem do Demiurgo criador do universo até a manifestação, por todos esses Níveis do Ser, podemos reduzir a cinzas qualquer elemento psíquico indesejável.</p>
<p class="blog-justify">Vocês têm que se familiarizar um pouco mais com o fogo: aprendam a sentir com o fogo, aprendam a pensar com o fogo, a adorar o fogo, como fazem os “parsia”, como fazem os cristãos quando exclamam: &#8220;Deus é fogo!&#8221; Fogo devorador!”, como os “parsis”, que adoram o fogo; como os membros de qualquer tribo maia, ou tolteca, ou zapoteca, ou inca, que tanto adoram o fogo. No fundo, isto pertence ao mais puro paganismo e ao mais delicioso esoterismo crístico. Só com o Fogo podemos desintegrar os agregados psíquicos que carregamos em nosso interior.</p>
<p class="blog-justify">Meus queridos irmãos, dentre os centros que temos em nosso organismo, não há dúvida de que o mais difícil de se controlar, é o centro emocional.</p>
<p class="blog-justify">Porque o intelectual, embora custe muito trabalho, no final, com certas disciplinas, acabamos, mais ou menos, controlando-o. O motor, que é o que produz os movimentos e que se localiza na parte superior da Coluna Vertebral, também é controlável. Pode-se controlar os movimentos do corpo, andar, quando se quer andar, levantar o braço se quiser levantá-lo, ou não o levantar, se não quiser; franzir ou não a sua testa, etc.</p>
<p class="blog-justify">Assim, todas as atividades do centro motor estão sob o controle da vontade. Mas o centro emocional é terrível: Essa questão das emoções negativas, sentimentos e sentimentalismos etc., torna-se difícil de controlar.</p>
<p class="blog-justify">Na Índia, por exemplo, eles comparam o centro emocional a um elefante. Um elefante louco. O que eles fazem para controlá-lo? Colocam-no junto a dois elefantes sãos e saudáveis lado a lado e os amarram para não irem embora. Então esses dois elefantes saudáveis conseguem ensinar o louco a ser são, obediente, tornando-se um elefante sensato. É um sistema usado pelos hindus, e é bom.</p>
<p class="blog-justify">O centro emocional é um “elefante”; o centro intelectual é outro “elefante” e o centro motor é outro “elefante”. Esses dois &#8220;elefantes&#8221;: o intelectual e o motor, podem controlar o &#8220;elefante louco&#8221; das emoções.</p>
<p class="blog-justify">Se em um momento queremos explodir de desespero ou angústia, ou seja, se nos identificamos com alguma emoção negativa, estamos errados, o que devemos fazer? Deite-se na cama, relaxe e coloque a &#8220;mente em branco&#8221;.</p>
<p class="blog-justify">Quando relaxamos, estamos agindo com o centro motor, pois relaxamos, relaxamos todo o corpo, soltamos todos os músculos, toda tensão do organismo; e colocando a &#8220;mente em branco&#8221;, isto é, trazendo a mente para a quietude e o silêncio, o que acontece? O centro emocional não tem escolha a não ser se acalmar um pouco, sereno, e finalmente o centro intelectual e o centro motor passam a dominar o centro emocional. São os dois “elefantes saudáveis” e obedientes que atuam para domar o “elefante louco”.</p>
<p class="blog-justify">Também é possível controlar as emoções inferiores através das emoções superiores. Existem muitos tipos de emoções inferiores. Vocês sabem disso muito bem. Um parente morre: gritamos, choramos, nos desesperamos. Por quê? Porque não queremos cooperar com o inevitável, e isso é o pior dos piores. As pessoas, na vida, devem aprender a cooperar com o inevitável. Não nos conformamos, porque morreu um ente querido, e gritamos de angústia e não aceitamos, e vemos o corpo dentro do caixão, ali, e mesmo assim não nos parece que esteja morto, não acreditamos nisso, não é possível para nós que esse ser tenha morrido, e nos rendemos à angústia e à desolação. Isso é terrível!</p>
<p class="blog-justify">Como poderíamos dominar esse estado? De duas maneiras: poderíamos apelar para o &#8220;par de elefantes&#8221;, o centro motor e o centro intelectual, relaxar o corpo e colocar a mente quieta e silenciosa. Isso seria um sistema&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Um outro: poderíamos apelar para uma emoção diferente, para uma emoção superior. Talvez nos fizesse muito bem, nesses momentos, ouvir uma sinfonia de Beethoven, ou &#8220;A Flauta Encantada&#8221; de Mozart, ou mergulhar cheio de emoção, em profunda meditação, refletindo sobre os mistérios da vida e da morte. Então, através de uma emoção superior, controlamos as emoções inferiores e anulamos a dor que a morte de um ente querido nos dá. Isso é óbvio!</p>
<p class="blog-justify">O centro emocional é muito interessante, ativo&#8230;, mas temos que nos apropriar das emoções inferiores, controlando e dominando-as, e isso é possível de acordo com nossa didática&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Emoções inferiores causam muito dano. Emoções inferiores como touradas, os filmes, as orgias, das jogatinas, ou de quem se emociona com uma notícia no jornal, ou sobre uma guerra, ou sobre tantas coisas do mundo. Emoções Inferiores como as que a bebida alcoólica promove, ou como as que as pessoas desenvolvem em todas as suas bestialidades, que servem apenas para fortalecer os agregados psíquicos desumanos que carregamos dentro de nós e, assim, criar outros.</p>
<p class="blog-justify">É preciso eliminar as emoções inferiores, através das emoções superiores. Isso é possível. Precisamos aprender a viver uma vida edificante e essencialmente dignificante, isso é fundamental! Caso contrário, nenhum progresso será possível. Como? De que maneira? Em primeiro lugar, precisamos ser mais honestos conosco mesmos, para desenvolver o centro emocional superior e nos libertar&#8230; Libertar-nos das emoções meramente negativas e superficiais.</p>
<p class="blog-justify">Há pessoas que são corteses com os outros, são decentes. Há pessoas que fazem amizade com outras pessoas, mas esse é o aspecto público ou exotérico, digamos, mas não é só isso. Sabendo que temos uma psicologia interior, não basta saber se comportar decentemente com as outras pessoas, não basta apenas o perfume da amizade, do ponto de vista externo.</p>
<p class="blog-justify">Qual é o comportamento que temos, internamente, em relação às outras pessoas? Normalmente, quem faz amizade com outra pessoa tem duas facetas: a de fora e a de dentro. A de fora é aparentemente magnífico, mas e a de dentro, quem sabe? Temos certeza de que não criticamos o amigo, a quem tanto estimamos? Temos certeza de que não desgostamos de algumas de suas facetas? Temos certeza de que não o estamos atraindo para a &#8220;caverna&#8221;, uma armadilha que temos, na mente, para torturá-lo, para zombar dele, enquanto sorrimos docemente para ele? Quantas pessoas que estimam alguém, mas, em seu interior não param de criticar aquele alguém! Embora não expressem suas críticas e zombem de seus melhores amigos, sorriem docemente, em sua presença.</p>
<p class="blog-justify">Realmente devemos ser mais completos, mais íntegros. Tentemos por um momento colocar os dois relógios, o de fora e o de dentro, o exterior e o psicológico em pé de igualdade, para que funcionem em perfeita harmonia, um e outro. Porque é inútil estarmos nos comportando bem, com os nossos amigos, que estamos a dar-lhes o nosso amor, se por dentro zombamos deles, se por dentro os criticamos, se por dentro os torturamos. É melhor que os dois relógios, o de fora e o de dentro, batam em uníssono, segundo a segundo, de momento a momento.</p>
<p class="blog-justify">Devemos ser mais completos, mais íntegros, cessar as críticas contundentes, psicológicas, internas, às pessoas que estimamos. Como é possível essa contradição: que estimamos uma pessoa e por dentro a estamos criticando? Que até falamos bem daquela pessoa que estimamos, mas por dentro estamos &#8220;engolindo-a viva&#8221;?</p>
<p class="blog-justify">Agora, vocês devem saber muito bem que muitas pessoas vivem dentro de cada um de nós&#8230; todos os nossos eus. Quando nos apoderamos de um desses Eus, e o estudamos com o sentido de <a href="https://escolagnostica.org.br/o-observado-e-o-observador/">auto-observação</a> psicológica, pode-se mostrar que ele possui os centros intelectual, o emocional e o centro motor-instintivo-sexual, ou seja, ele possui os Três Cérebros. Qualquer eu que tenha uma mente engarrafada, uma vontade engarrafada, é uma pessoa completa. Assim, dentro de nós há, portanto, muitas pessoas. Muitas pessoas vivem dentro de cada pessoa: os agregados psíquicos&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Assim, qualquer amizade que tenhamos, merece ser, digamos, devidamente tratada. Você tem um amigo, por exemplo. Há coisas sobre o amigo que você gosta e há coisas que você não gosta. Vocês são amigos&#8230; de algum eu de seu amigo, ou de alguns eus de seu amigo; mas há outros eus do seu amigo que te incomodam, que te causam antipatia, porque temos que levar em conta que muitas pessoas se manifestam dentro de cada pessoa. Você geralmente é amigo de certos agregados deste ou daquele amigo, desta ou daquela pessoa, mas você não é amigo de todos os agregados daquele amigo em questão.</p>
<p class="blog-justify">Por isso diz: “Tem coisas desse amigo que eu gosto, tem coisas que não gosto; tem coisas boas, tem coisas ruins”. É assim que temos de falar; sim, depende do tipo de agregado que você está falando em determinado momento.</p>
<p class="blog-justify">Assim, a amizade que sentimos pelos outros não é completa. Sentimos amizade apenas por alguns agregados dessa pessoa, mas não sentimos afeto pelos outros agregados dessa outra pessoa.</p>
<p class="blog-justify">Pode ser que essa pessoa físico-psicológica, que estimamos, tenha agregados psicológicos que não estimamos e, em determinados momentos, essa pessoa &#8220;se sente pesada&#8221; justamente porque outros agregados com os quais não temos amizade estão expressando. Essa é a dura realidade dos fatos!&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Se tivéssemos um Self permanente, diríamos: &#8220;Sou amigo de fulano de tal, totalmente, completamente&#8221;. Não encontraríamos &#8220;mas&#8221; ou falhas de qualquer tipo nesta pessoa. Mas acontece que não existe um “Eu” permanente, e sim, muitos eus. Então, qual agregado desses, ou qual eu desses, do sujeito “X”, nós estimamos? Não serão todos! Por isso precisamos estarmos entendendo essa interrelação&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Por que os amigos brigam? Simplesmente porque de repente, dentro da <a href="https://escolagnostica.org.br/a-diferenca-entre-ego-e-personalidade/">personalidade</a>, intervém um agregado que não é amigo de um amigo, e então vem a discórdia. Mas se depois aquele agregado se retira e intervém outro amigo de um amigo&#8230; Ah! Fazem as pazes! Quão fátuas então são as amizades! Não são completas, e não são completas porque não são abrangentes, não entendem isso da “pluralidade do eu”. Ao contrário, estariam completos, saberiam desculpar os defeitos do amigo e não brigariam com ele. Esse conhecimento está faltando para que não briguemos com nossos amigos. Nos tornar mais conscientes disso. É assim que melhoramos a interrelação, a convivência.</p>
<p class="blog-justify">Há simpatias e antipatias que, poderíamos dizer, são mecânicas. Nenhuma delas é útil, porque são mecânicas. Às vezes dizemos: “eu gosto de fulano de tal”; mas o que é que &#8220;engordamos&#8221; com fulano de tal? Um adido psíquico que possivelmente não é nosso amigo; isso é tudo.</p>
<p class="blog-justify">Não devemos tentar, então, simpatizar à força com alguém de quem não gostamos, mas, antes de tudo, descobrir qual é a causa da aversão. E quando descobrimos por reflexão que essa antipatia é mecânica, então a antipatia desaparece por si mesma e a simpatia permanece.</p>
<p class="blog-justify">Mas como poderíamos, ou que base poderíamos usar, concluir que uma antipatia é mecânica?</p>
<p class="blog-justify">Digo que, simplesmente, entenda a pluralidade do eu. É indubitável que muitas pessoas vivem dentro de cada pessoa. Há momentos que em certas pessoas, por exemplo, em um determinado assunto, são expressos alguns agregados que não gostamos, e isso é mecânico.</p>
<p class="blog-justify">Reflitamos sobre o fato de que dentro daquela pessoa que &#8220;gostamos&#8221;, também existem agregados que podem simpatizar conosco e ser úteis e amigos; que nem todos os agregados que se manifestam em tal pessoa, são desagradáveis a nós. Eles, os agregados que gostamos, podem se manifestar, em uma pessoa que não gostamos.</p>
<p class="blog-justify">Se refletirmos sobre isso, se entendermos esse ponto de vista da pluralidade do ego, desaparece a antipatia mecânica, tão prejudicial, porque desenvolve cada vez mais os elementos psíquicos inumanos que se relacionam com o centro emocional negativo.</p>
<p class="blog-justify">Quanto mais eliminarmos os agregados do centro emocional negativo, mais e mais o centro emocional superior se desenvolverá em nós.</p>
<p class="blog-justify">No entanto, digo que o centro emocional superior é grandioso, muito mais poderoso que o intelecto.</p>
<p class="blog-justify">Com o centro emocional superior podemos compreender a natureza do fogo&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Os livros sagrados são escritos com brasas, isto é, com fogo. A linguagem da Bíblia, por exemplo, é parabólica, é a linguagem do centro emocional superior.</p>
<p class="blog-justify">As experiências místicas e incorpóreas são obviamente parabólicas, e só podem ser compreendidas com o centro emocional superior. Os mistérios da vida e da morte são perfeitamente conhecidos através do centro emocional superior. Isso é óbvio!</p>
<p class="blog-justify">Eu lhes disse que &#8220;a mônada em nós é a coisa mais importante, que quanto mais eliminarmos os elementos psíquicos inferiores, mais e mais receberemos as irradiações da mônada&#8221;. Esta mônada é Atman-Buddhi. Atman é “o Inefável”, ele recebe a força que vem do Demiurgo Criador; o Demiurgo, por sua vez, o recebe de Adi-Buda, o Ser Incognoscível.</p>
<p class="blog-justify">Atman, como desdobramento do Arquiteto Divino do Universo, é Inefável; é o que se chamaria o “Paraatman” ou o “Shiva-Tativa”. Buddhi, apesar de ser tão espiritual, é mais corpóreo, digamos, mais concreto que Atman.</p>
<p class="blog-justify">Buddhi-Eros, como o princípio ígneo, obviamente se torna cada vez mais evidente para nós. Suas irradiações nos atingem cada vez mais profundamente, à medida que dissolvemos as emoções negativas do centro emocional e à medida que o centro emocional superior se desenvolve.</p>
<p class="blog-justify">Atman-Buddhi é a mônada, é a realidade dentro de nós que conta, o Real Ser dentro de nós.</p>
<p class="blog-justify">Temos que lutar, eliminando as emoções negativas para nos aproximarmos cada vez mais da mônada, e a mônada justamente nos ajuda, porque Eros emana de Buddhi, que é essa extraordinária força sexual com a qual podemos desintegrar os agregados psíquicos na Forja dos Cíclopes.</p>
<p class="blog-justify">O que seria de nós sem Eros? Eros se opõe a Anteros, as potências do mal, que não estão fora de nós, mas dentro de nós, aqui e agora. São todos aqueles agregados do centro emocional inferior, o Anteros.</p>
<p class="blog-justify">Se eliminarmos as emoções negativas e desenvolvermos o centro emocional superior, penetraremos cada vez mais na essência do fogo, e nos aproximaremos cada vez mais de nossa mônada interna que sempre nos sorriu.</p>
<p class="blog-justify">Não se esqueçam que o centro emocional, em seu princípio, é puro, radiante. As emoções inferiores, localizadas nas partes ou nos pontos inferiores do centro emocional, constituem o emocional inferior. Se eliminarmos as emoções inferiores, então tudo fica perfeito. O centro emocional superior é como uma magnífica Flor de Lótus&#8230;.</p>
<p class="blog-justify">Em todo caso, Atman é o raio que nos une com o Logos e o Adi-Buddha. E a força de Adi-Buddha e dos Logoi Interiores, atinge Atman e está contida em Buddhi, mas aproximar-se de Buddhi é impossível enquanto tivermos emoções negativas. Em outras palavras: a aproximação da mônada torna-se difícil se continuarmos com as emoções inferiores.</p>
<p class="blog-justify">Não devemos aceitar as emoções inferiores dentro de nós. Devemos cultivar emoções superiores: Música, devemos ouvir Beethoven, devemos ouvir Mozart, Liszt, Tchaikovsky; devemos aprender a pintar, mas que os quadros que pintamos não sejam infra-humanos. Devemos derramar neles nossos sentimentos mais nobres. Tudo o que fazemos deve ser digno e essencialmente edificante&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Enche-se de êxtase ao contemplar as colunas coríntias dos tempos antigos, ou os mármores de Roma e Atenas; as magníficas esculturas de uma Ísis Negra na terra dos faraós, ou de um Apolo, ou da Vênus de Milo, ou da casta Diana.</p>
<p class="blog-justify">Enche-se de êxtase, vibra de emoção superior, ao ouvir, por exemplo, a Lira dos tempos antigos, ou ao entregar-se à meditação profunda, no seio da natureza, ou ao passear pelas ruínas da Roma antiga, ou ao caminhar ao longo das margens do Ganges, ou caindo de joelhos diante do Guru, entre as neves perpétuas do Himalaia. Então a Emoção Superior vibra&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Nos tempos antigos, lá na Lemúria, nos tempos em que os rios de água pura da vida vertiam leite e mel, quando a Lira de Orfeu ainda não se despedaçava no pavimento do Templo, o centro emocional superior vibrava intensamente em cada ser humano.</p>
<p class="blog-justify">Essa foi a época dos Titãs, a época em que os seres humanos que povoavam a face da Terra podiam ver a aura dos mundos e perceber mais da metade de um holtapamnas em seus tons de cores&#8230; Sabemos bem que um holtapamnas tem mais de cinco milhões de tons.</p>
<p class="blog-justify">Mas quando o centro emocional inferior se desenvolveu com paixões violentas, com luxúria, com ódio, com guerras cruéis entre irmãos, então esse sentido se atrofia. A humanidade se aprisiona neste mundo tridimensional de Euclides.<br />Chegou a hora de entender que somente através do centro emocional superior é possível penetrar mais profundamente em nós mesmos.</p>
<p class="blog-justify">Se procedermos corretamente, se aprendermos a viver, se aprendermos a nos relacionar com nossos semelhantes de uma maneira bela, então nos aproximaremos cada vez mais da mônada sagrada e diferentes centelhas de Consciência Cósmica nos surpreenderão, se tornarão mais e mais contínua, até que finalmente, um dia, todos nós termos, realmente e de verdade, a consciência desperta, a Consciência Superlativa do Ser, Buddhi.</p>
<p class="blog-justify">Nesse dia seremos felizes&#8230; Nesse delicioso amanhã, as vibrações de Buddhi nos saturarão totalmente e saberemos verdadeiramente viver em estado de consciência plena.</p>
<p class="blog-justify">Até aqui esta cátedra. Agora dou total <a href="https://escolagnostica.org.br/liberte-se-dos-condicionamentos/">liberdade</a> para os presentes aqui questionarem, tirando suas dúvidas sobre o assunto&#8230;.</p>
<p class="blog-justify">Discípulo &#8211; Mestre, por que falas contra as Virtudes?</p>
<p class="blog-justify">Mestre &#8211; Você vê como é fácil deturpar o ensinamento. Você faz isso com um coração simples e sincero, mas depois que você diz isso, outra pessoa deturpa um pouco mais, e o terceiro continua deturpando mais, e quando o ensinamento chegar a todos, ele já estará dizendo: “Samael Aun Weor é contra as Virtudes, chega de Virtudes!” É assim que o ensinamento é distorcido e é assim que o ensinamento de todos os Irmãos Maiores que ajudaram a Humanidade foi distorcido.</p>
<p class="blog-justify">O que restou do budismo, você pode me dizer? Gautama Sakyamuni falou contra o abominável Órgão Kundartiguador. Toda a sua doutrina era contra as más consequências daquele abominável &#8220;órgão&#8221;. Hoje temos um Evangelho Budista completamente deformado; nada, quase nada resta do antigo budismo: tudo foi deformado&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Não estou me pronunciando contra as Virtudes&#8230; Devemos pensar corretamente.</p>
<p class="blog-justify">A água é útil, é magnífica, é boa na pia, é boa no recipiente, no banheiro; mas, o que você diria sobre a água na sala, inundando os quartos? Mudaria tudo, não? Seria muito ruim&#8230; O fogo é bom na cozinha. Também é magnífico ali, nas velas&#8230; Mas se o fogo, neste momento, estivesse a queimar esta casa e os Bombeiros chegassem, o que diríamos? Seria uma calamidade, certo? Assim, toda virtude é boa em seu lugar, mas fora de seu lugar é má&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Missionário, como você, é bom que dê os ensinamentos, que os espalhe por toda parte, mas, e se ao invés de espalhar os ensinamentos entre as diferentes pessoas, lá fora nas ruas ou nos lumisiais, ou nas casas de família, ir a bordéis para espalhá-lo? Isso seria correto? Seria ruim, certo? Então o Missionário se tornaria o quê? Em um verdadeiro perverso? Muito bem, mas não quer dizer que o Missionário seja mau, tudo depende do uso que faz das suas Virtudes.</p>
<p class="blog-justify">O dinheiro em si não é bom nem mau, tudo depende do uso que se faz dele: se for usado para o bem é bom, se for usado para o mal é mau.</p>
<p class="blog-justify">As virtudes são as mesmas, são preciosas, são Joias Inefáveis, é claro que cada defeito psicológico eliminado deixa o lugar livre para a cristalização de uma Virtude. Mas as Virtudes, fora do lugar delas são ruins, com elas você também pode causar muito dano, não só aos outros, você pode se prejudicar com suas próprias Virtudes se você não souber lidar com elas. Quero que os irmãos entendam isso, com perfeita clareza.</p>
<p class="blog-justify">O que você diria sobre a violência? A violência é boa ou não? O que você me responde? Qual seria a resposta?</p>
<p class="blog-justify">Discípulo &#8211; O que é ruim&#8230; O que é bom e o que é ruim&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Mestre &#8211; Essa é mais lógica, a resposta que dá&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Discípulo &#8211; A violência, se aplicada com sentido de defesa, é boa para a pessoa. Mas se for aplicado de forma instintiva, já nos prejudica&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Mestre &#8211; Em essência, o que você está dizendo está correto. Mas você precisa detalhar. Obviamente, a violência leva à violência, e não é aconselhável, mas vamos a isto: o homem tem a mulher e tem os filhos; ele também tem filhas, já crescidas (senhoras), de repente um grupo de bandidos resolve invadir a casa para estuprar sua esposa, estuprar suas filhas e tudo mais: incendiar a casa e roubar. Mas há um homem lá: o marido. Ele sente quando os bandidos entram na casa (ele sabe disso), mas ao invés de pegar uma arma para defender sua casa, ele abençoa os bandidos (porque ele está no Caminho, ele está no Caminho): Deus te abençoe, irmãos da minha alma! Não cometa esse crime horrível de estuprar minha esposa (enquanto eles a estupram), de estuprar minhas filhas (enquanto elas estão sendo estupradas), de roubar meu dinheiro (enquanto estão tirando dela os últimos pesos), de atear fogo em minha casa (quando já estão incendiando), não façam isso, maninhos, porque vocês terão muito carma para pagar; no entanto, estou disposto a abençoar a todos vocês” &#8230;</p>
<p class="blog-justify">Bem, suponha que ele saia vivo dessa luta porque os bandidos têm pena dele. Bem, como aquele homem se apresentaria perante as autoridades e perante a Divindade? As autoridades&#8230; acho que o julgariam como cúmplice do crime; que já está previsto no Código Penal. Esse homem merece prisão, certo? Porque é um covarde e porque se tornou cúmplice do crime; é óbvio que ele merece a prisão, ele se tornou um cúmplice, ele é um covarde&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Então, qual é o dever daquele homem lá? Ele está no Caminho, é um Iniciado, quer ser um Mahatma e não sei mais o que, qual é o seu dever? Bem, morrer no campo de batalha defendendo sua família a qualquer custo, morrendo lutando, mas morrendo; se era sua vez de morrer, morrer cumprindo o dever de um homem; esse é o seu dever!</p>
<p class="blog-justify">Ou, o que diríamos, por exemplo, de um militar, o que diríamos, por exemplo, ou o que nosso irmão que é militar diria? Que de repente a Pátria está ameaçada, os “gringos” vêm nos invadir, saquear, estuprar, queimar, roubar, e o Exército diz: “Não, não lutamos mais, Deus abençoe todos esses invasores; se eles queimarem, haverá seu <a href="https://escolagnostica.org.br/o-karma-e-sua-superacao/">Karma</a>. Deus te abençoe, nós não brigamos&#8221;&#8230;<br />Eles cruzam os braços para dar bênçãos e rezar pelos bandidos que estão atacando. O que seria dito de tal exército?</p>
<p class="blog-justify">Discípulo &#8211; Imediatamente, uma traição à Pátria que&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Mestre &#8211; Alta traição! Isso é óbvio. Alta traição! Condenável, não só pelos juízes da Terra, mas pela Divindade. Qual é, então, o dever do exército naquele momento?</p>
<p class="blog-justify">Discípulo &#8211; Atacar, defender&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Mestre &#8211; Defenda, devemos usar armas! Assim, as armas em si não são boas nem más, tudo depende do uso que se faz delas: se são usadas para o bem, são boas, mas se são usadas para o mal, são más; tudo depende.</p>
<p class="blog-justify">Então, essa coisa das Virtudes é uma coisa que precisa ser pensada muito, muito, porque com as Virtudes você pode não só prejudicar os outros, mas também prejudicar a si mesmo&#8230; Vejamos, o irmão vai perguntar alguma coisa?</p>
<p class="blog-justify">Discípulo &#8211; Eu não entendo em “O Ramayana”, por que Krishna incita Arjuna a lutar contra seus parentes? Não consegui interpretar isso&#8230; Não entendi isso.</p>
<p class="blog-justify">Mestre &#8211; Bem, vida longa, vida longa, vida longa a Krishna com seu encorajamento que ele dá a Arjuna! E viva essa luta contra os parentes, isso é maravilhoso! Eu mesmo concordo: vamos lutar contra todos os parentes! Vamos desembainhar a espada e ir contra todos!</p>
<p class="blog-justify">E o que você sabe quem são esses &#8220;parentes&#8221;? Pois bem, são todos os agregados psíquicos que carregamos em nosso interior; contra eles temos que lutar e muito duro mesmo que nos machuque. Eles são nossos &#8220;parentes&#8221;, mas temos que &#8220;dar-lhes duro&#8221; e de todo jeito&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Discípulo &#8211; Mestre, desculpe-me, uma pergunta: Que interpretação pode ser dada&#8230;.</p>
<p class="blog-justify">Mestre &#8211; Como?</p>
<p class="blog-justify">Discípulo &#8211; Que interpretação podemos dar ao Ensinamento Evangélico de que “se for atingido numa face, vire a outra”?</p>
<p class="blog-justify">Mestre &#8211; Sim! Garanto-lhe que se alguém vier até mim e me &#8220;socar&#8221;, então coloco a outra face para que &#8220;soque&#8221; mais forte. Não há problema. Mas se eu tenho um grupo de crianças aqui junto, ou se eu sou um Guardião aqui, do Templo e nesse momento chega um grupo de bandidos para bater em você&#8230; Eu estou lá&#8230; eu reajo, é para isso que serve a espada; e se eles me atingirem ou avançarem, bem, eu morro no campo de batalha.</p>
<p class="blog-justify">Qual é o dever de um Guardião do Templo? Diga-me para ver&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Discípulo &#8211; Defender, ainda com a vida, as pessoas que serem salvas.</p>
<p class="blog-justify">Mestre &#8211; Correto! Neste momento você é o Guardião do Templo, se neste momento alguém vier nos atacar, a multidão vem, a quadrilha vem atacar esses irmãos, você tem que perder sua vida lá, se necessário. Porque esse é o Guardião do Templo.</p>
<p class="blog-justify">Então, uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. Uma coisa é abençoarmos nossos inimigos, devolvermos o bem ante o mal, virarmos a face direita para que nos &#8220;soquem&#8221; com mais força, e outra é cumprirmos nosso dever quando chegar a hora de cumprir, defender, sabe defender aqueles sob nossa responsabilidade. Entendido?&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Há outra pergunta?&#8230; Sim, irmão&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Discípulo &#8211; Venerável, falando das Virtudes, pode-se considerar que, em muitos casos, uma Virtude pode criar dependência psicológica?<br />Mestre &#8211; Uma Virtude, quando não se sabe como usá-la, pode criar dependências psicológicas, pode tornar-se um tirano, pode levar-nos a dar um passo em falso, etc.</p>
<p class="blog-justify">Por exemplo, quantos juízes que tiveram a Virtude de cumprir seu dever na época da Revolução Francesa, mandaram inocentes para a forca? Havia carrascos cujo dever era decapitar muitos na guilhotina, e cumpriram esse dever que tinham (com a &#8220;Virtude do Dever&#8221;), e os decapitaram, fizeram cair a lâmina em seus pescoços, é isso? E daí?</p>
<p class="blog-justify">É preciso aprender a manejar as Virtudes; não é que sejam subestimados, são Joias Preciosas, emergem em nós à medida que os agregados psíquicos vão sendo eliminados.</p>
<p class="blog-justify">Mas tudo no seu devido lugar&#8230; Já dissemos que o fogo é bom na cozinha, mas não na sala, e que a água é boa na pia, mas não é bom que ela invada os quartos.</p>
<p class="blog-justify">Uma Virtude é boa em seu lugar; ruim quando está fora do lugar. Isso é tudo. Você tem que ser mais equilibrado, mais ponderado, mais maduro; isso é óbvio. Por exemplo, a antipatia mecânica é absurda. Mas, é inútil lutarmos contra a Antipatia Mecânica, é inútil, por exemplo, dizermos: &#8220;Gosto desta pessoa « gorda» &#8230; amigos com essa pessoa”, e forçar-se e sorrir artificialmente para ele, e acontece que esse sorriso, mais do que um sorriso, acaba por ser uma careta trágica&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Não. O que temos que fazer é dissecar essa Antipatia Mecânica para ver por que gostamos daquela pessoa “gorda”. Isso requer muita autorreflexão, muita auto-observação psicológica, muita meditação e, finalmente, descobrimos a causa.</p>
<p class="blog-justify">Uma vez que descobrimos essa causa, nós a desintegramos com a ajuda da Divina Mãe Kundalini, com a ajuda do Fogo Sagrado. Então, a Virtude da Simpatia para com essa pessoa floresce em nós. A Virtude: Simpatia para com aquela pessoa que costumava ser “gorda” para nós.</p>
<p class="blog-justify">Então, você tem que se conscientizar de tudo, viver uma vida consciente, uma vida mais madura, menos mecânica&#8230; Vamos ver, irmão&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Discípulo &#8211; Mestre, a Virtude pode ser aprendida?</p>
<p class="blog-justify">Mestre &#8211; Aprender? Bem, meu caro&#8230; nunca! Essas são as Joias Preciosas ou Flores da Alma, que nascem em nós quando eliminamos tais ou tais defeitos psicológicos.</p>
<p class="blog-justify">Tenhamos, por exemplo, que eliminemos a raiva, a doçura surge em nós; que eliminemos a luxúria, em sua substituição surge a Virtude da Castidade; que eliminemos o ódio, em sua substituição surge a Virtude do Amor: E à medida que eliminamos esses defeitos psicológicos, as Virtudes surgem em seu lugar.</p>
<p class="blog-justify">Por isso dizemos que precisamos cristalizar a alma em nós, e a Alma é puro Fogo Universal. Esse Fogo Divino, esse Fogo Inefável, deve cristalizar-se pouco a pouco em nós. Mas não podemos cristalizar a Alma em nós se não eliminarmos os defeitos psicológicos.</p>
<p class="blog-justify">Ao eliminarmos cada agregado psíquico, em sua substituição cristalizará uma Virtude, um Poder, uma Lei, etc. Isso é chamado de “Alma Cristalizante”. E finalmente, quando todos os agregados psíquicos forem eliminados, somente a Alma permanecerá em nós; até mesmo o próprio corpo se tornará Alma.</p>
<p class="blog-justify">Qual é o corpo de um mutante? É um corpo já convertido em Alma. Mas para Cristalizar a Alma em nós, que é puro Fogo Vivo, é necessário eliminar os agregados psíquicos. E isso só é possível através de grandes crises emocionais.</p>
<p class="blog-justify">Isso não é meramente uma questão intelectual. Não! Para eliminar um agregado psíquico é preciso passar por terríveis arrependimentos, chorar, se desesperar, cair no chão e até se chicotear se necessário. Você tem que sofrer muito; arrepender, passar por terrível, repito, amargura.</p>
<p class="blog-justify">Se alguém não passa por essas crises emocionais, não desintegra o que deve desintegrar e não cristaliza as Virtudes, e não cristaliza a Alma.</p>
<p class="blog-justify">Mas quando se consegue Cristalizar a Alma, e tudo se torna Alma, então brilha gloriosamente; é mais uma Chama da Grande Fogueira, ardendo dentro da Magnífica Aura do Universo.</p>
<p class="blog-justify">É assim que nos ensina a Doutrina do Fogo, e é assim que devemos entendê-la&#8230; Alguma outra pergunta?</p>
<p class="blog-justify">Discípulo &#8211; Mestre, Eros é Fogo em nós, e a Divina Mãe também é Fogo, em nós, como é que Eros&#8230;levando esse Fogo ao máximo&#8230; que não nos “escape” como a água? Que não o deixemos perder&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Mestre &#8211; É que Eros é Fogo, o Fogo Sexual que emana da Mônada. A Mônada, por sua vez, a recebe do Logos. Esse Fogo Erótico surge, concretamente, da Valquíria, do Buddhi, na manifestação.</p>
<p class="blog-justify">Ele não se perde, quando o Vaso Hermético não é “derramado”, quando o Vaso contendo o &#8220;azeite&#8221; permanece ileso. Mas se o Cálice de Hermes se derrama, esse Fogo Erótico se perde, se “escapa”, e então, com o que vamos trabalhar?</p>
<p class="blog-justify">Precisamos do Poder da Mônada, se quisermos poder eliminar os agregados psíquicos. É assim que deve ser entendido, é assim que deve ser entendido&#8230; Há mais alguma coisa a perguntar?&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Discípulo &#8211; Até que ponto se deve trabalhar com esse Fogo? Deve ser mais rítmico ou não?</p>
<p class="blog-justify">Mestre &#8211; O Fogo se manifesta, ou deve ser usado, para ser mais claro, durante todo o trabalho esotérico de forma perfeita e rítmica. Porque há tempos positivos e tempos negativos. Há tempos de Maha &#8211; Manvantaras particulares e tempos de Maha-Pralayas particulares; tempos de atividade e tempos de descanso&#8230; Uma pausa magnética criativa deve seguir cada tempo de atividade; porque em tudo tem um Biorritmo&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Discípulo &#8211; Mestre, voltando às Crises Emocionais que você mencionou, seria coerente para uma pessoa realmente interessada em fazer a Grande Obra pedir ao Ser que o faça passar por essas “Crises Emocionais”?</p>
<p class="blog-justify">Mestre &#8211; O Ser é o Ser e tem muitas partes, a qual parte do Ser você se refere?</p>
<p class="blog-justify">Discípulo &#8211; Pelo menos o Treinador Psicológico, o Privado Anúbis&#8230; <br />Mestre &#8211; Cada parte do Ser merece ser refletida, porque sabemos muito bem que as Sete Chamas emanam da Chama Una, e as sete se multiplicam por sete, e, por sua vez, continua assim por mais sete, etc., etc., etc.</p>
<p class="blog-justify">Assim, só se faz uma parte; as outras partes do Ser também precisam trabalhar; isso é óbvio, cada Lhama é obrigado a trabalhar. Mas, obviamente, é a Divina Mãe Kundalini, a esposa de Shiva, que está realmente obrigada a realizar o máximo do trabalho; e quanto à crise emocional, é uma questão do Centro Emocional Superior, é uma questão de compreensão.</p>
<p class="blog-justify">Quando se compreende quão absurdo foi, quando se percebe que não é nada mais do que um miserável humano sem valor, então surge o arrependimento por todos os crimes cometidos, e daí vem a crise emocional natural, não fingida, mas verdadeiramente sentida; isso é tudo&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Discípulo &#8211; Mestre, quando se diz que “a água é o habitat do Fogo”, está-se a dizer que o Fogo vem da Água, ou é o Fogo, o primeiro Elemento que dá vida aos outros Elementos?</p>
<p class="blog-justify">Mestre &#8211; Você pode analisar a água. Encontre a fórmula H2O. Mas essa H2O sem Fohat permaneceria incompleta&#8230; Fohat deve ser adicionado à fórmula. Portanto, não poderia haver Água sem o Elemento Fogo, que é primordial, fundamental.</p>
<p class="blog-justify">Quando o Fogo se condensa, ele o faz primeiro no Ar, depois na Água e finalmente na Terra.</p>
<p class="blog-justify">Você pode conhecer os elementos químicos da Água (H2O); você pode conhecer os elementos químicos da Terra e saber o quão importante é o Carbono&#8230; Você pode conhecer os elementos químicos do Ar e o que são Nitrogênio e Oxigênio, mas quais são os elementos químicos do Fogo? Quem analisou esta substância, qual é a sua fórmula?</p>
<p class="blog-justify">É muito desconhecido, por quê? Por ser a expressão viva do Ser. É o Reflexo do Logos no Universo. Então do Fogo vem tudo. E se não trabalharmos com o Fogo desintegrando nossos defeitos psicológicos, trilharemos o caminho do erro&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Discípulo &#8211; Mestre, então, diz-se que Lúcifer é&#8230; Que relação tem Lúcifer e a Divina Mãe conosco e com o trabalho na Forja?</p>
<p class="blog-justify">Mestre &#8211; Lúcifer é o Fogo, é o Fohat, é o Enxofre dos Alquimistas Medievais. Obviamente, é o reflexo do Cristo Cósmico, ou Vishnu, em nós e dentro de nós. Obviamente, ele desce às profundezas de nós mesmos.</p>
<p class="blog-justify">Em matéria de esoterismo crístico dizemos que é &#8220;o Diabo&#8221;, quando ainda não eliminamos os agregados, porque então todos os nossos defeitos se refletem nele.</p>
<p class="blog-justify">Mas se desintegramos nossos agregados psíquicos, ele brilha e se integra, e se integrará conosco para nos transformar e nos transformar em mutantes. O que é um mutante? Ele é um Homem integrado com Lúcifer, que é um Mutante.</p>
<p class="blog-justify">Lúcifer nos dá todos os poderes: Ele nos dá o Elixir da Longa Vida&#8230; Ele nos dá o poder sobre todos os elementos: do Fogo, Ar, Água e Terra. Mas para que Lúcifer brilhe em nós, se integre a nós, primeiro ele precisa ser embranquecido. É por isso que os alquimistas medievais dizem: &#8220;Queime seus livros e branqueie o bronze&#8221;&#8230; Precisamos branquear o bronze, precisamos branquear o Diabo&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Cada um de vocês tem o Diabo, negro como carvão, horrível; você precisa branqueá-lo e só você, cada um de nós pode branqueá-lo, desintegrando seus agregados psíquicos.</p>
<p class="blog-justify">No dia em que você fizer isso, você se integrará com ele e ele com você e ele lhe dará o Tesouro Escondido, o Velocino de Ouro e ele lhe dará todos os poderes&#8230; Antes que isto ocorra, branqueá-lo, não é possível, entendeu?&#8230;<br />Alguma outra pergunta?</p>
<p class="blog-justify">Discípulo &#8211; Quando não surge o arrependimento, Mestre, qualquer determinação que tomemos, pela multiplicidade do Ego, para, digamos, punir-nos como fizeram Santo Antônio ou São Francisco, então isso aparentemente pode ser um mal que pode nos ajudar no Caminho da Autorrealização, para eliminar um certo agregado psíquico?</p>
<p class="blog-justify">Mestre &#8211; Bem, não há dogmas nisso&#8230; Nisto, há inventários: adição e subtração, multiplicação e divisão. Devemos saber o que nos resta e o que nos falta, sem dogmas.</p>
<p class="blog-justify">Em primeiro lugar, o que é preciso é saber se o arrependimento não surge em nós; se realmente não surge, é porque somos perversos. Porque quando surge em nós, é porque ainda não há perversidade. Mas se não surgir, somos muito maus, muito maus.</p>
<p class="blog-justify">Obviamente, meus queridos amigos, o que é arrependimento? Uns traduzem de uma forma e outros de outra: Há quem diga que &#8220;é para mudar a maneira de pensar&#8221; e citam termos gregos e etc., etc., etc&#8230;. Perdoem-me a franqueza, mas não concordo com essas concepções.</p>
<p class="blog-justify">Quando alguém, na realidade, enfrenta sua própria Mônada Divina, que emana do Sagrado Sol Absoluto, e olha para o que tem no fundo e percebe todas as suas barbaridades, há arrependimento. Trabalha com arrependimento, passa por crises emocionais.</p>
<p class="blog-justify">Mas quando alguém se afastou tanto do Sagrado Sol Absoluto que as Emanações, as Ondulações Cósmicas do Sagrado Sol Absoluto já não o alcançam, porque ele está muito desviado, caído na Magia Negra, ele é um caso perdido&#8230; Nesse caso, ele é mau.</p>
<p class="blog-justify">E aquele “bandido” terá que se punir muito; ele precisaria passar por penitências horríveis, obviamente. Ele precisará ser muito sincero consigo mesmo, sincero demais, para que possa realmente desintegrar os agregados psíquicos desumanos que carrega dentro de si.</p>
<p class="blog-justify">Mas, sobretudo, se não lhe veio o arrependimento, é porque é ímpio&#8230;.</p>
<p class="blog-justify">Chegou à perversidade. Porque uma coisa é maldade e outra é ser perverso: os ímpios não têm mais remorso nem arrependimento. É um caso sem esperança, não é mais tocado pelas Ondulações Cósmicas do Sagrado Sol Absoluto. É por isso que ele não sente remorso nem arrependimento, ele se torna cínico e se torna um habitante do Reino Mineral Submerso, ele entra no Mundo das 96 Leis. Isso é tudo.</p>
<p class="blog-justify">Mas como fazer nesse caso, fazer com que aquele que não tem arrependimento se arrependa? Repito: você precisará recorrer a muita Força de Reflexão para analisar seus defeitos psicológicos, e até mesmo fazer certas penitências rigorosas e disciplinar-se, etc&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Bem, alguma outra palavra, alguma outra pergunta?</p>
<p class="blog-justify">Discípulo &#8211; Pergunta de Lúcifer, eu queria saber ou tive essa preocupação: lembro que de acordo com o que você nos diz, temos uma Consciência de 3% livre, neste momento; isso poderia dizer que há uma parte de nosso Lúcifer que não é negra. Então, se vemos, digamos, como Fausto&#8230; &#8230;o que ele chama de seu Lúcifer, seu Divino Daimon &#8230; &#8230;é a mesma fórmula para se trabalhar com ele, ou para um invoque aqui&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Mestre &#8211; Bem, por trás dessa pergunta há uma fonte de curiosidade, lá no fundo; ao fundo há uma fonte de curiosidade. Você gostaria de trabalhar com ele simplesmente porque tanto se ouviu falar dele&#8230; Goethe fala, Dr. Fausto fala&#8230; ele é citado em tantos textos que vale a pena tentar alguma amizade com ele. Mas, pergunto aos presentes aqui: Existe alguém que já esteja tão preparado quanto&#8230;</p>
<p class="blog-justify"> </p>
<p style="text-align: right;"><strong>Por Samael Aun Weor</strong><br /><strong>Traduzido por Natalino Sampaio</strong></p>
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		<title>Como Fazer Luz Dentro de Nós</title>
		<link>https://escolagnostica.org.br/como-fazer-luz-dentro-de-nos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Balota]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Nov 2022 19:43:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gnose]]></category>
		<category><![CDATA[Samael Aun Weor]]></category>
		<category><![CDATA[Autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Banner - Cursos Regulares]]></category>
		<category><![CDATA[Escola de Mistérios]]></category>
		<category><![CDATA[Escola Iniciática]]></category>
		<category><![CDATA[Estado de Presença]]></category>
		<category><![CDATA[Gnóstica]]></category>
		<category><![CDATA[Gnosticismo]]></category>
		<category><![CDATA[Gnóstico]]></category>
		<category><![CDATA[Iniciação]]></category>
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					<description><![CDATA[Como Fazer Luz Dentro de Nós   Moisés disse em “Gênesis”: “Faça-se a Luz, e a Luz foi feita!” &#8230; Isso não é algo que corresponda a um passado remoto,<span class="excerpt-hellip"> […]</span>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="blog-titulo wp-block-paragraph">Como Fazer Luz Dentro de Nós</p>

<p class="blog-justify"> </p>

<p class="blog-justify wp-block-paragraph">Moisés disse em “Gênesis”: “Faça-se a Luz, e a Luz foi feita!” &#8230; Isso não é algo que corresponda a um passado remoto, não! Este tremendo Princípio, que estremeceu no primeiro instante, nunca muda o tempo, é tão eterno quanto toda a Eternidade. Devemos tomá-lo como uma realidade crua de momento a momento, e de instante a instante&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Recordemos Goeth, o grande Iniciado Alemão&#8230; Antes de morrer suas últimas palavras foram: “Luz, mais luz!” &#8230;, e ele morreu. Goethe está agora encarnado na Holanda. Tem um corpo físico, mas desta vez, ele não tem um corpo físico masculino. Ele tem corpo físico feminino, e é casado com um príncipe holandês. Agora é uma nobre holandesa. Isso é muito interessante, não é?</p>
<p class="blog-justify">Bem, continuando com o que começamos, este “fazer a Luz” é muito importante, porque enquanto se vive nas Trevas, anseia pela Luz. Ela é cega. A pessoa que está presa em um sumidouro, na escuridão, em um subterrâneo, o que ela mais anseia é a luz&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Pois bem, a Essência é a coisa mais digna, a mais decente que temos dentro de nós; ela vem originalmente da Via Láctea. Ali ressoa a nota Lá, depois chega ao Sol, com a nota Sol, e depois chega neste mundo físico, a Terra. com a nota Mi&#8230;</p>
<p class="blog-justify">A Essência é bela, é, digamos, uma fração do próprio Princípio Humano-Crístico, que é a Alma Humana, que normalmente habita no Mundo Causal. Por isso, com justa razão, se diz: “Essência-Crística” ou “Consciência-Crística”; e é dito que nossa Consciência em Cristo pode ser salvadora, etc., etc.</p>
<p class="blog-justify">Tudo isso é verdade&#8230; tudo é certo, mas o preocupante, o grave, é que a nossa Consciência, a nossa Essência, sendo tão preciosa, possuidora de dons tão maravilhosos, de <a href="https://escolagnostica.org.br/a-ilusao-dos-poderes/">poderes</a> naturais tão preciosos, está envolta, aprisionada entre todos esses elementos indesejáveis, subjetivos, que infelizmente carregamos dentro de nós. Está presa, falando em síntese, em um calabouço&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Ela quer a luz&#8230;, mas como? Nós ansiamos por isso; não há quem não anseie pela Luz! A menos que você já esteja muito perdido. Quando você tem uma aspiração, você quer a Luz&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Então, é preciso fazê-la; e este &#8220;fazer a Luz&#8221; é muito grave, porque implica destruir os receptáculos, as masmorras, ou, falando em síntese, o negro antro onde ela está presa. Resgatá-la, libertá-la, trazê-la daí a fim de ficar como se deve ficar&#8230;. Como uma pessoa iluminada, como um verdadeiro &#8220;vidente&#8221;, como um verdadeiro Ser Luminoso, gozando dessa plenitude que nos pertence por natureza e à qual realmente temos direito.</p>
<p class="blog-justify">Mas o que acontece é que é preciso heroísmo, ou de uma série de tremendos atos de heroísmo para poder libertar nossa Alma, para poder tirá-la do calabouço onde ela está presa, para poder roubá-la da Escuridão.</p>
<p class="blog-justify">O que estou dizendo, então, seria interessante para vocês poderem realmente entendê-lo, conscientemente, porque poderia até acontecer que ouvindo, vocês não escutassem; ou não viverem, digamos, o sentido da palavra que estou proferindo. É preciso saber valorizar essas palavras, para entender, então, o que estou afirmando&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Resgatar a alma, tirá-la da escuridão, é lindo, mas não é fácil; o normal é que permaneça prisioneira. E não se poderá desfrutar de uma Iluminação autêntica enquanto a Essência, a Consciência, a Alma, estiver engarrafada ali, prisioneira, e isso é muito grave&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Então é preciso, necessariamente, destruir, desintegrar, com um heroísmo superior ao de Napoleão em suas grandes batalhas. Precisamos de um heroísmo sem igual, para poder libertar a pobre Alma, tirá-la das trevas. É preciso antes de tudo, saber, conhecer, as técnicas, os procedimentos que levam à destruição desses &#8220;elementos&#8221; onde a Alma está engarrafada, aprisionada, para que venha a Iluminação.</p>
<p class="blog-justify">Acima de tudo, devemos começar por compreender a necessidade de saber observar. Estamos, por exemplo, sentados aqui, todos nós, nestas cadeiras&#8230; sabemos que estamos sentados, mas não observamos essas cadeiras.</p>
<p class="blog-justify">Neste primeiro caso, temos o conhecimento de que estamos sentados sobre elas, mas observá-las já é outra coisa. Neste primeiro caso, há um, digamos&#8230;, há conhecimento, mas não observação. A observação requer uma concentração especial. Observar do que são feitas, e depois entrar em Meditação, descobrir seus átomos, suas moléculas&#8230; Isso já requer, digamos, Atenção Dirigida&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Saber que se está sentado em uma cadeira é uma Atenção não Dirigida, não direcionada, uma Atenção Passiva, mas, observar a cadeira já seria Atenção Dirigida.</p>
<p class="blog-justify">Da mesma forma, podemos pensar muito sobre nós mesmos, mas isso não significa que estamos observando nossos próprios pensamentos. Observar é diferente, é muito diferente&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Vivemos em um mundo de emoções inferiores, onde qualquer coisa produz emoções de tipo inferior, e sabemos que as temos. Mas uma coisa é saber que se está em um estado negativo, e outra coisa é observar o estado negativo em que se está, que é algo completamente diferente&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Vejamos, por exemplo, em certa ocasião, um senhor foi a um psicólogo, e lhe disse:<br />– Bem, eu sinto antipatia por uma certa pessoa – e ele citou seu nome e sobrenome. A psicóloga respondeu:<br />– Observe essa pessoa. O senhor questionou:<br />– Mas, por que vou observá-lo, se eu a conheço?</p>
<p class="blog-justify">O psicólogo concluiu que ele não queria observar, que conhecia, porém, não observava. Conhecer é uma coisa e observar é outra coisa muito diferente. Pode-se saber que temos um pensamento negativo, mas isso não significa que o esteja observando. Sabemos que estamos em um estado negativo, mas não observamos este estado negativo&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Na vida prática, vemos que dentro de nós há muitas coisas que deveriam nos envergonhar: comédias ridículas, perguntas grotescas, protestos, pensamentos mórbidos etc.; mas saber que você os tem não é tê-los observado.</p>
<p class="blog-justify">Alguém pode dizer: “Sim, estou tendo um pensamento mórbido agora”; mas uma coisa é saber que você o tem e outra coisa é observá-lo&#8230; São situações totalmente diferentes.</p>
<p class="blog-justify">Assim, se se quer livrar-se deste ou daquele elemento psicológico indesejável, primeiro é preciso aprender a observar com o propósito de obter uma mudança; porque, certamente, se não aprendermos a nos auto-observarmos, qualquer possibilidade de mudança torna-se impossível&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Quando se aprende a <a href="https://escolagnostica.org.br/o-observado-e-o-observador/">auto-observação</a>, o senso de auto-observação se desenvolve em si mesmo. Normalmente esse sentido está atrofiado na raça humana, está degenerado, mas à medida que o usamos, ele se desdobra e se desenvolve.</p>
<p class="blog-justify">Como primeiro ponto de vista, constatamos através da auto-observação que mesmo os pensamentos mais insignificantes, ou as comédias mais ridículas que acontecem internamente e que nunca se exteriorizam, não são nossos, são criados por “outros”. São criados pelos “eus” &#8230;.</p>
<p class="blog-justify">O grave é identificar-se com essas comédias, com essas coisas ridículas, com esses protestos, com essas raivas etc., etc. Se alguém se identifica com qualquer extremo inferior destes, o Eu que os produz ganha mais força e, assim, qualquer possibilidade de eliminação torna-se cada vez mais difícil. Portanto, a observação é vital quando se trata de provocar uma mudança radical em nós mesmos&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Os diferentes eus que vivem em nossa psique são muito astutos, muito sagazes; muitas vezes apelam ao &#8220;rolo de filmes”, de nossas memórias, que carregamos no Centro Intelectual&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Suponhamos que alguém, no passado, estivesse fornicando com qualquer outra pessoa do sexo oposto, e que esteja insistindo, ou não, em eliminar a luxúria; então o eu da luxúria apelará, se apoderará do centro de memórias, o Centro Intelectual. Ele vai pegar aí, digamos, o &#8220;rolo&#8221; de lembranças, de cenas de lubricidade e, amparado na fantasia da pessoa, ele vai se revigorando, vai ficando cada vez mais forte.</p>
<p class="blog-justify">Por todas essas coisas, devemos ver a necessidade de auto-observação. Portanto, uma mudança radical e definitiva, de verdade, não seria possível se não aprendêssemos a nos observar&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Conhecer não é observar; pensar também não é observar. Muitos acreditam que pensar em si mesmo é observar e não é. Pode-se pensar em si mesmo e, no entanto, não se observar. Pensar em si mesmo é tão diferente de observar como a sede é da água, ou como a água é da sede!</p>
<p class="blog-justify">Obviamente, não se deve identificar com nenhum dos eus. Para se observar, é preciso “dividir-se em dois”, em duas partes: uma parte que observa e a outra que é observada. Quando a parte observadora vê o ridículo e o absurdo da parte observada, há a possibilidade de uma mudança. Se observamos, suponhamos, o &#8220;eu&#8221; da raiva&#8230; existe a possibilidade de compreendermos que este “eu” não somos nós, que ele é ele, o “outro” &#8230; E assim, poderíamos exclamar: “Ele tem raiva&#8230; Eu não tenho raiva, não tenho isso! Tem que morrer, vou trabalhar nele para desintegrá-lo” &#8230;</p>
<p class="blog-justify">Mas se você se identificar com ele e disser: “Estou com raiva, estou furioso!” ele se torna mais forte, mais e mais vigoroso, e então como você vai dissolvê-lo, de que maneira? Eu não poderia, certo? Então você não deve se identificar com esse Eu, ou com sua birra, ou com sua tragédia, porque se você se identificar com sua criação, você acaba vivendo nessa criação também e isso é um absurdo.</p>
<p class="blog-justify">À medida que se trabalha em si mesmo, aprofunda-se cada vez mais nas questões da auto-observação. Nisto, nem mesmo o pensamento mais insignificante deve ser negligenciado&#8230; Tudo deve ser observado; qualquer desejo, por mais temporário que seja, qualquer reação, deve ser motivo de observação, porque qualquer desejo, qualquer reação, qualquer pensamento negativo, vem deste ou daquele eu.</p>
<p class="blog-justify">E se queremos fazer a luz, libertar nossa alma, vamos permitir que esses eus continuem existindo? Seria um absurdo!</p>
<p class="blog-justify">Mas, se o que queremos é Luz, se estamos verdadeiramente apaixonados pela Luz, temos que desintegrar os eus, não há outra escolha senão transformá-los em pó. E não poderíamos transformar em pó o que não observamos&#8230; Então precisamos saber observar.</p>
<p class="blog-justify">De qualquer forma, também temos que cuidar da “conversa interior”, porque há muitas conversas interiores negativas, absurdas. Conversas íntimas que jamais se exteriorizam e naturalmente, precisamos corrigir isso&#8230; Precisamos aprender a guardar silencio: “Saiba falar quando se deve falar; saiba calar quando se deve calar”. Isto é Lei, não só para o Mundo Físico, para o Mundo Exterior, mas também para o Mundo Interior.</p>
<p class="blog-justify">Conversas Internas negativas, mais tarde, se exteriorizam fisicamente. Por isso é tão importante eliminar a conversa negativa interior, porque prejudica. É preciso aprender a manter o silêncio interior&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Normalmente é entendido por &#8220;Silêncio Mental&#8221;, quando se esvazia a mente de todos os tipos de pensamentos, quando se alcança a quietude e o silêncio da mente através da Meditação, etc.</p>
<p class="blog-justify">Mas há outro tipo de silêncio: suponhamos que um caso de julgamento crítico seja apresentado diante de nós, em relação a um semelhante. No entanto, mentalmente permanecemos em silêncio, não julgamos, não condenamos; nos calamos externa e internamente; neste caso, então, há o silêncio interior.</p>
<p class="blog-justify">Os fatos da vida prática, afinal, devem ser mantidos em estreita correspondência com uma conduta interior perfeita. Quando os fatos da vida prática concordam com uma conduta interior perfeita, é sinal de que já estamos criando, em nós mesmos, o famoso Corpo Mental.</p>
<p class="blog-justify">Se colocarmos as diferentes partes de um rádio ou de um gravador, por exemplo, sobre uma mesa, mas não soubermos nada de eletrônica, não poderemos capturar as diferentes vibrações sonoras que pululam no Cosmos; mas se através da compreensão unirmos as diferentes partes, teremos o rádio, teremos o aparelho capaz de captar os sons que de outra forma não captaríamos.</p>
<p class="blog-justify">Da mesma forma, as diferentes partes desses estudos, deste trabalho, complementam -se, para virem a formar um corpo maravilhoso, o famoso Corpo da Mente. Este corpo nos permitirá apreender melhor tudo o que existe dentro de nós e desenvolverá em nós, cada vez mais, o sentido da auto-observação íntima; e isso é bastante importante.</p>
<p class="blog-justify">Assim, o objetivo da observação é realizar uma mudança dentro de nós mesmos, promover uma mudança verdadeira e efetiva&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Uma vez que nos tornamos, digamos, hábeis em observar a nós mesmos, então vem o processo de eliminação. Portanto, há, propriamente falando, três passos nesta questão: Primeiro, a Observação; segundo, o Julgamento Crítico, e terceiro, que é propriamente a Eliminação deste ou daquele Eu psicológico.</p>
<p class="blog-justify">Ao observar um eu, devemos ver como ele se comporta no Centro Intelectual, de que maneira se comporta, e conhecer as suas artimanhas junto a mente; segundo, de que maneira se expressa através do sentimento, no coração; e em terceiro lugar, descobrir seu modo de ação nos Centros Inferiores: Motor, Instintivo e Sexual.</p>
<p class="blog-justify">Obviamente, no sexo, um eu tem uma forma de expressão, no coração tem outra forma, no cérebro outra. No cérebro, um eu se manifesta através do questionamento puramente intelectual: Razões, justificativas, evasivas, escapatórias, etc., etc., etc. No coração como sofrimento, como afeto, como amor, principalmente quando se trata de luxúria&#8230; Nos Centros Motor-Instintivo-Sexuais, tem outra forma de expressão, como ação, como instinto, como impulso lascivo, etc., etc&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Por exemplo, vamos citar um caso específico: Luxúria. Um eu de luxúria, diante de uma pessoa do sexo oposto. Na Mente pode se manifestar com pensamentos constantes. Poderia manifestar-se no coração como um afeto, como um amor aparentemente puro, limpo de todas as manchas, a ponto de se justificar perfeitamente e dizer: &#8220;Bem, eu não sinto desejo por essa pessoa, o que eu estou sentindo é Amor&#8221;&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Mas se for um observador, se presta muita atenção à sua máquina e observa o Centro Sexual, chega a descobrir que no Centro Sexual há uma certa atividade diante dessa pessoa; então descobre que não existe tal afeição, ou Amor, digamos, não existe tal Amor para aquela pessoa, mas o que há, realmente, é luxúria&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Mas, veja como é tênue o erro: a luxúria pode disfarçar-se perfeitamente, no coração, como amor, compor versos, etc., etc., mas é a luxúria disfarçada&#8230;<br />Se alguém for cuidadoso e observar esses três centros da máquina, poderá ver que é um “eu”. Descobrindo que é um Eu, tendo conhecido sua &#8220;gestão&#8221; nos três centros, isto é, no Intelectual, no Coração e no Sexo, então se passa à terceira fase. O que é essa terceira fase? A execução! É a fase final da obra: execução! Então é preciso apelar para oração no trabalho. O que significa “oração no trabalho”? A oração no trabalho deve ser feita com base na lembrança íntima de si mesmo&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Em alguma ocasião dissemos que existem quatro níveis de homens, ou quatro <a href="https://escolagnostica.org.br/os-quatro-estados-de-consciencia/">estados de consciência</a>, para ser mais claro. O primeiro estado de consciência é o do sono profundo e inconsciente de uma pessoa, de um Ego que deixou o corpo adormecido na cama, mas que vagueia no Mundo Molecular em &#8220;estado de coma&#8221;. É o estado inferior.</p>
<p class="blog-justify">O segundo estado de consciência é o do sonhador que retornou ao seu corpo físico e que acredita estar em estado de vigília. Neste caso, seus sonhos continuam, apenas com o corpo físico em estado de vigília. Este segundo tipo de sonhador é mais perigoso, porque pode matar, pode roubar, pode cometer crimes de todo tipo.</p>
<p class="blog-justify">Por sua vez, no primeiro caso, o sonhador é mais subumano, não pode fazer nenhuma dessas coisas. Como eu poderia, por exemplo, como eu poderia me machucar? Quando o corpo é passivo para os sonhos, a pessoa não pode prejudicar ninguém no mundo físico. Mas, quando o corpo está ativo para os sonhos, a pessoa pode causar muitos danos no mundo físico. É por isso que as Sagradas Escrituras insistem na &#8220;necessidade de despertar&#8221;&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Se esses dois tipos de pessoas, os que se encontram, digamos, em estado de profunda inconsciência ou aquelas que continuam a sonhar e têm seu corpo ativo para sonhos, fazem uso da oração, rezam, então destes dois estados infra-humanos, nada mais pode resultar, pois não aceitam estes estados negativos: a natureza responde&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Por exemplo: Um inconsciente, uma pessoa sonolenta, adormecida, reza para consumar um negócio, mas pode ser que seus eus, que são tão inumeráveis, não concordem com o que ela está fazendo, porque é apenas um dos eus que está fazendo a oração, e os outros não foram levados em conta. Outros podem não se interessar por tal negócio, que não concordam com essa oração e pedem exatamente o contrário, para que esse negócio falhe, porque não concordam com isso. Como não concordam e por serem maioria, a Natureza responde com suas Forças, com um fluxo de Forças e o negócio fracassa; isso é claro.</p>
<p class="blog-justify">Assim, para que a oração tenha um valor efetivo no trabalho sobre si mesmo, é preciso colocar-se no terceiro estado de consciência, que é o da íntima <a href="https://escolagnostica.org.br/a-recordacao-de-si-mesmo/">recordação de si mesmo</a>, ou seja, do próprio Ser&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Imerso em profunda meditação, concentrado em sua Divina Mãe Interior, suplicamos para que ela elimine de sua psique, aquele eu que se quer desintegrar. Que esse eu seja separado e eliminado de nossa psique&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Pode ser que a Divina Mãe atue nesse momento, decapitando tal eu, mas isso não significa que a totalidade do trabalho tenha sido realizado. A Mãe Divina não vai desintegrar tudo instantaneamente.</p>
<p class="blog-justify">Haverá necessidade, se tudo não se desintegrar, de termos paciência. Com sucessivos trabalhos&#8230;, com o tempo, conseguiremos que tal eu se desfaça lentamente, perdendo seu volume e tamanho&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Um eu pode ser assustadoramente horrível, mas à medida que perde volume, torna-se mais belo; depois tem a aparência de uma criança e, finalmente, torna-se pó. Quando já virou pó, a Consciência que foi medida, engarrafada, embutida dentro daquele eu, é liberada; então a Luz amplia-se. É uma porção de Luz que fica livre&#8230; É deste modo que iremos proceder com cada um de nossos “eus”&#8230;</p>
<p class="blog-justify">O trabalho é longo e muito árduo; muitas vezes qualquer pensamento negativo, por mais insignificante que seja, é baseado em um antigo “Eu”. Esse pensamento negativo que vem à mente nos mostra que, de fato, existe um eu por trás desse pensamento e que esse eu deve ser removido, erradicado de nossa psique.</p>
<p class="blog-justify">É preciso estudá-lo, conhecer suas manobras e ver como ele se comporta nos três centros: no Intelectual, no Emocional, e falando em síntese, no instintivo-motor-sexual, e ver como trabalha em cada um desses três centros. De acordo com o seu comportamento, passamos a conhecê-lo&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Quando se desenvolve o senso de auto-observação, chega-se a constatar, por si mesmo, que alguns desses eus são terrivelmente horríveis, são verdadeiros monstros de uma forma horripilante, macabra e que vivem dentro de nossa psique&#8230;</p>
<p class="blog-justify"> </p>
<p style="text-align: right;"><strong>Por <a href="https://escolagnostica.org.br/samael-aun-weor/">Samael Aun Weor</a></strong><br /><strong>Traduzido por Natalino Sampaio</strong></p>
<p class="blog-justify"> </p>
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		<item>
		<title>A Segunda Jóia do Dragão Amarelo</title>
		<link>https://escolagnostica.org.br/segunda-joia-do-dragao-amarelo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Balota]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 Oct 2022 18:49:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gnose]]></category>
		<category><![CDATA[Samael Aun Weor]]></category>
		<category><![CDATA[Autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Banner - Cursos Regulares]]></category>
		<category><![CDATA[Escola de Mistérios]]></category>
		<category><![CDATA[Escola Iniciática]]></category>
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		<category><![CDATA[Gnóstico]]></category>
		<category><![CDATA[Iniciação]]></category>
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					<description><![CDATA[A Segunda Jóia do Dragão Amarelo   É claro que temos que nos tornar cada vez mais independentes da mente. A mente é certamente uma masmorra, uma prisão, onde todos<span class="excerpt-hellip"> […]</span>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="blog-titulo wp-block-paragraph">A Segunda Jóia do Dragão Amarelo</p>

<p class="blog-justify"> </p>

<p class="blog-justify wp-block-paragraph">É claro que temos que nos tornar cada vez mais independentes da mente. A mente é certamente uma masmorra, uma prisão, onde todos somos prisioneiros. Precisamos escapar dessa prisão se realmente queremos saber o que é a <a href="https://escolagnostica.org.br/liberte-se-dos-condicionamentos/">liberdade</a>, essa liberdade que não é do tempo, essa liberdade que não é da mente.</p>
<p class="blog-justify">Antes de tudo, devemos considerar a mente como algo que não é do Eu. As pessoas, infelizmente, se identificam muito com a mente. Dizem: &#8220;Estou pensando!&#8221;, sentindo-se como se fossem a própria mente.</p>
<p class="blog-justify">Existem escolas que se dedicam a fortalecer a mente. Elas dão cursos por correspondência, ensinam como desenvolver a força mental, etc. Tudo isso é um absurdo! Não é fortificar as grades da prisão, onde estamos presos, que é indicado. O que precisamos é destruir essas grades para conhecer a verdadeira liberdade que, como lhe disse, não é do tempo. Enquanto estivermos na prisão do intelecto, seremos incapazes de experimentar a verdadeira liberdade.</p>
<p class="blog-justify">A própria mente é uma prisão muito dolorosa; ninguém foi feliz com a mente, até hoje. Quando você conheceu o primeiro homem feliz com a mente? A mente torna todas as criaturas miseráveis; as torna infelizes. Os momentos mais felizes que todos tivemos na vida, sempre foram na ausência da mente. Foi só um instante, sim&#8230; mas que nunca podemos esquecer. Em tal segundo, soubemos o que é a <a href="https://escolagnostica.org.br/sobre-a-felicidade/">felicidade</a>, mas, durou apenas um segundo.</p>
<p class="blog-justify">A mente não sabe o que é a felicidade. Ela, a mente, é uma prisão. Devemos aprender, então, a dominar a mente. Não a de outra pessoa, mas a nossa própria. Dominá-la, se quisermos nos tornar independentes dela.</p>
<p class="blog-justify">Torna-se necessário, torna-se essencial, aprender a olhar a mente como algo que devemos dominar, como algo, digamos, que deve ser amansado. Recordemos o divino Mestre Jesus entrando na Jerusalém Celestial montado em seu jumento, no Domingo de Ramos. Esse burro é a mente que deve ser subjugada; devemos montar nela, e não a deixar que monte em nós. Infelizmente, as pessoas são vítimas: o burro monta nas pessoas. As pessoas não sabem montar no burro. É um burro, digamos, muito desajeitado e temos que dominá-lo se realmente queremos montá-lo.</p>
<p class="blog-justify">Durante a meditação devemos conversar com a mente. Se alguma dúvida atrapalhar, precisamos dissecar a dúvida. Quando uma dúvida foi devidamente estudada, quando foi dissecada, não deixa vestígios em nossa memória, desaparece; mas quando uma dúvida persiste, quando queremos apenas combatê-la incessantemente, então se forma um conflito. Toda dúvida é um obstáculo à meditação, mas não é rejeitando as dúvidas que vamos eliminá-las, e, sim, dissecando-as para ver o que é real, que elas escondem.</p>
<p class="blog-justify">Qualquer dúvida que persista na mente torna-se um obstáculo à meditação, uma trava. Então, devemos analisar, desmembrar, reduzir a dúvida a pó, e não a combater. Repito: abri-la com o bisturi da autocrítica, fazendo uma dissecação rigorosa, implacável. Só assim chegaremos a descobrir o que era importante na dúvida e o que não era importante; o que era real na dúvida e o que era irreal.</p>
<p class="blog-justify">Assim, as dúvidas às vezes servem para esclarecer conceitos. Quando se elimina uma dúvida por uma análise rigorosa, quando a dissecamos, descobre-se alguma verdade. De tal verdade vem algo mais profundo: mais sapiência, mais sabedoria. A sabedoria é elaborada, então, com base na experimentação direta, na própria experimentação, na base da meditação profunda. Há momentos em que precisamos, repito, falar com a mente, porque muitas vezes, quando queremos que a mente fique quieta, quando queremos que a mente fique em silêncio, ela persiste em sua tolice, em sua tagarelice inútil, numa luta de antíteses. Então, é preciso interrogar a mente, dizer-lhe: “Bem, o que você quer, mente? Bem, me responda, me explique, o que você quer!”. Se a meditação for profunda, alguma representação pode surgir em nós; nessa representação. Nessa figura, nessa imagem, está a resposta.</p>
<p class="blog-justify">Devemos então falar com a mente e fazê-la ver a realidade das coisas, fazê-la ver que sua resposta está errada; fazê-la ver que suas preocupações são inúteis e porque são inúteis. E, finalmente, a mente ficará quieta, silenciosa. Mas, se notamos que não surge a Iluminação, que ainda persiste em nós, o estado caótico, aquela confusão incoerente com sua luta e seu incessante palavrório, teremos que chamar, outra vez, a mente à ordem, questionando-a: “Bem, o que você quer?&#8221; Diga a ela: “O que você está procurando? Por que você não me deixa em paz?”. Você tem que falar com clareza. E falar com a mente como se fosse um total estranho, porque certamente, ela é um estranho. Ela não é o Ser; então, você tem que tratá-la como uma estranha, você tem que recriminá-la, você tem que repreendê-la.</p>
<p class="blog-justify">Estudantes Zen avançados estão acostumados ao Judô, mas seu Judô psicológico não foi compreendido pelos turistas que vão ao Japão. Ver, por exemplo, os monges praticando Judô, lutando uns contra os outros, pareceria um mero exercício físico, mas não é. Quando eles estão praticando Judô, eles estão realmente pouco conscientes do corpo físico. Sua luta é realmente voltada para dominar sua própria mente. O Judô em que lutam é contra a própria mente de cada um. Assim, o Judô psicológico visa subjugar a mente, tratá-la cientificamente, tecnicamente, para submetê-la.</p>
<p class="blog-justify">Infelizmente, os ocidentais que só veem a casca do Judô, como sempre, superficial e tolo, tomaram o Judô como autodefesa física e esqueceram os princípios Zen e Chang, e isso foi realmente lamentável. É algo muito parecido com o que aconteceu com o Tarô. Você sabe que toda a sabedoria antiga está no Tarô, você sabe que todas as leis Cósmicas e da Natureza estão no Tarô.</p>
<p class="blog-justify">Quando se fala contra a Magia Sexual, está falando contra o Arcano IX do Tarô, portanto, está assumindo um carma horrível. Um indivíduo que fala a favor, digamos, do dogma da Evolução, que quer escravizar as mentes dos outros com o dogma da Evolução, está infringindo a Lei do Arcano X do Tarô, e assim por diante. O Tarô é o &#8220;padrão de medidas&#8221; para todos, como disse em meu livro intitulado &#8220;O Mistério do Áureo Florescer&#8221;.</p>
<p class="blog-justify">Afirmo ainda, dizendo que os autores são livres para escrever o que quiserem, muito livres, mas não se esqueçam do padrão de medidas, do Tarô, do Livro de Ouro, se não quiserem violar as Leis Cósmicas e cair sob a Lei da Katância, o carma superior. Aqueles que defendem o dogma da Evolução estão infringindo as Leis do Arcano X do Tarô.</p>
<p class="blog-justify">Bem, depois desta pequena digressão, quero dizer-vos que este Tarô, que é tão sagrado, tão sábio, tornou-se um jogo de póquer, nos diferentes jogos de cartas que existem para divertir as pessoas. As pessoas esqueceram suas leis, seus princípios. As piscinas sagradas dos templos da antiguidade, dos templos de mistérios, tornaram-se hoje piscinas para banhistas. A Tourada, ciência profunda, ciência taurina dos antigos mistérios de Netuno na Atlântida, hoje se tornou um circo vulgar para todos.</p>
<p class="blog-justify">Assim, não é de estranhar que o Judô Zen ou o Chang, cuja finalidade é precisamente subjugar a própria mente em cada um dos seus movimentos e jogadas, tenha degenerado, perdido os seus princípios no mundo ocidental e tornado nada mais do que algo profano, que é usado hoje apenas para autodefesa.</p>
<p class="blog-justify">Vejamos o aspecto psicológico do Judô. Não quero dizer que vou te ensinar Judô físico, porque nem eu mesmo o pratico, mas estou te ensinando um Judô psicológico. É preciso dominar a mente. Ela, a mente, tem que obedecer, tem que ser repreendida fortemente para que obedeça. Como é possível que quando estamos em uma prática de meditação em momentos em que buscamos a quietude, ela se imponha mais, não querendo ficar quieta? Você tem que saber por que ela não quer ficar quieta, você tem que questioná-la, você tem que recriminá-la, você tem que chicoteá-la, fazê-la obedecer; ele é um burro teimoso e desajeitado que deve ser dominado.</p>
<p class="blog-justify">Isso não foi ensinado por Krishnamurti, nem o Zen ou Chang o ensinaram. O que estou lhes dizendo pertence à Segunda Joia do Dragão Amarelo, à Segunda Joia da Sabedoria. Dentro da Primeira Joia podemos incluir o Zen, mas a Segunda Joia não é explicada pelo Zen, embora tenha as preliminares com seu Judô psicológico.</p>
<p class="blog-justify">A Segunda Joia envolve disciplinar a mente, dominá-la, açoitá-la, repreendê-la.</p>
<p class="blog-justify">A mente é um burro insuportável que deve ser domado.</p>
<p class="blog-justify">Assim, durante a meditação, temos que contar com muitos fatores se quisermos alcançar a quietude e o silêncio da mente. Precisamos estudar a desordem, porque só assim podemos estabelecer a ordem. Devemos saber o que está atento em nós e o que está desatento em nós.</p>
<p class="blog-justify">Sempre que entramos em meditação, nossa mente é dividida em duas partes: a parte que atende (a parte atenta) e a parte que está desatenta. Não é na parte atenta que devemos prestar atenção, mas, precisamente, no que há de desatento em nós. Quando conseguirmos compreender plenamente o que está desatento em nós e estudarmos os procedimentos para que a desatenção se torne atenção, teremos alcançado a quietude e o silêncio da mente. Mas temos que ser criteriosos na meditação, julgar a nós mesmos, saber o que há de desatento em nós. Precisamos tomar consciência do que está desatento em nós.</p>
<p class="blog-justify">Discípulo &#8211; Quando dizemos que “devemos dominar a mente”, quem deve dominá-la?</p>
<p class="blog-justify">Mestre &#8211; A Essência. A Essência, a Consciência, deve dominar a mente.</p>
<p class="blog-justify">Discípulo &#8211; Então, ao despertar a Consciência, temos mais poder sobre a mente?</p>
<p class="blog-justify">Mestre &#8211; Naturalmente que sim, se tomarmos consciência do que é inconsciente em nós. Assim, torna-se urgente, urgente dominar a mente, conversar com ela, recriminá-la, açoitá-la com o látego da Vontade, fazê-la obedecer. Isso pertence à Segunda Joia do Dragão Amarelo. Como eu lhes disse, eu reencarnei na China antiga e meu nome era Chou-Li. Fui iniciado na Ordem do Dragão Amarelo e tenho ordens para entregar as Sete Joias do Dragão Amarelo.</p>
<p class="blog-justify">Antes de tudo, não devemos nos identificar com a mente, se realmente queremos tirar o melhor proveito da Segunda Joia, porque se nos sentimos como a mente, se dizemos: “Estou raciocinando! Estou pensando!”, então, estou afirmando uma monstruosidade e não concordo com a doutrina do Dragão Amarelo, porque o Ser não precisa pensar, o Ser não precisa do raciocinar&#8230; Quem raciocina é a mente.</p>
<p class="blog-justify">O Ser é o Ser e a razão de ser do Ser é o próprio Ser. Ele é o que é, e o que sempre será. Ele é a vida que pulsa em cada átomo, como pulsa em cada sol.</p>
<p class="blog-justify">Assim, o que pensa não é o Ser, quem raciocina não é o Ser. Não temos todo o Ser encarnado, mas temos uma parte do Ser encarnada: é a Essência, o Buddhata, o que há de Alma em nós, o anímico, o material psíquico. É necessário, então, que esta Essência viva prevaleça sobre a mente.</p>
<p class="blog-justify">Discípulo &#8211; Mestre, você quer dizer então que o que você analisa é o “eu”, os “eus”?</p>
<p class="blog-justify">Mestre &#8211; Isso mesmo, porque os “eus” nada mais são do que formas da mente, formas mentais que devem ser desintegradas, reduzidas a poeira cósmica.</p>
<p class="blog-justify">Discípulo &#8211; Nesse caso, se desintegramos os &#8220;eus&#8221;, paramos de analisar e raciocinar?</p>
<p class="blog-justify">Mestre &#8211; Claro que sim! Pode ser o caso de alguém dissolver os &#8220;eus&#8221;, eliminá-los, e esse alguém, ainda fabrique um Corpo Mental. Obviamente, adquire individualidade intelectual, porém, tem que se libertar até do próprio Corpo Mental, porque o mesmo Corpo Mental, por mais perfeito que seja, também raciocina, também pensa, e o modo mais elevado de pensar é não pensar. Enquanto você pensa, você não está na forma mais elevada de pensar. O Ser não precisa pensar. Ele é o que sempre foi, o que sempre será. Assim, em suma, a mente deve ser subjugada, açoitada, interrogada. Não devemos subjugar a mente de outras pessoas, porque isso é magia negra. Não precisamos dominar a mente de ninguém, porque isso é feitiçaria da pior espécie. O que precisamos é subjugar nossa própria mente, dominá-la.</p>
<p class="blog-justify">Durante a meditação, repito, há duas partes: a que está atenta e a desatenta. Precisamos nos conscientizar do que está desatento em nós e, ao se conscientizar, podemos mostrar que a desatenção tem muitos fatores. Vejamos alguns desses fatores. A dúvida: há muitas dúvidas&#8230; Há muitas dúvidas na mente humana.</p>
<p class="blog-justify">De onde vêm as dúvidas da mente? Vejamos, por exemplo, o ateísmo, o materialismo, o <a href="https://escolagnostica.org.br/entre-o-ceticismo-moderno-e-gnosticismo/">ceticismo</a>. Se os separarmos, veremos que existem muitas formas de ceticismo, muitas formas de ateísmo, muitas formas de materialismo. Há pessoas que se dizem ateus, materialistas; no entanto, eles temem, por exemplo, feitiçaria, superstição; respeitam a Natureza, sabem ver Deus na Natureza, mas à sua maneira. Quando lhes falam de assuntos espirituais ou religiosos, declaram-se ateus, materialistas; seu ateísmo é apenas uma forma incipiente.</p>
<p class="blog-justify">Há outra forma de materialismo e ateísmo: o tipo marxista-leninista, incrédulo, cético. No fundo, aquele ateu-materialista está procurando alguma coisa; ele simplesmente quer desaparecer, não existir, aniquilar-se completamente. Ele não quer saber nada sobre a Mônada Divina, ele a odeia. Obviamente, procedendo assim, ele se desintegrará como o quer; é o prazer dele. Deixará de existir, descerá aos mundos infernais em direção ao centro de gravidade do planeta; esse é o seu prazer: autodestruição. Perecerá, sim, a Essência se libertará, retornará a novas Evoluções e passará por novas Involuções. Ele retornará repetidas vezes, em diferentes ciclos de manifestação, para cair no mesmo ceticismo e materialismo. Mas a longo prazo aparece o resultado. Qual? Quando o dia, em que todas as portas estiverem definitivamente fechadas, quando os três mil ciclos se esgotarem, então essa Essência é absorvida na Mônada e esta, por sua vez, entra no seio Espiritual Universal da Vida, mas sem o mestrado. O que a Essência realmente queria? O que ele estava buscando com seu ateísmo? Com o seu materialismo? Qual era o seu desejo? Seu desejo era rejeitar o título de Mestre; no fundo era isso que ele queria. E o consegue&#8230;, mas, no final ele acaba sendo uma Centelha Divina, porém, sem sua Maestria.</p>
<p class="blog-justify">Assim, as formas de ceticismo são variadas. Há pessoas que se dizem católicas, apostólicas e romanas; no entanto, em suas exposições são grosseiramente materialistas e ateus, mas vão à missa aos domingos, comungam e confessam, isso é outra forma de ceticismo e materialismo.</p>
<p class="blog-justify">Se analisarmos todas as formas de ceticismo e materialismo que existiram e existirão, descobriremos que não existe um único ceticismo, não existe um único materialismo. A realidade é que existem milhões de formas de ceticismo e materialismo, e existem milhões, simplesmente porque são formas mentais, coisas da mente; isto é, o ceticismo e o materialismo são da mente e não do Ser.</p>
<p class="blog-justify">Quando alguém passou além da mente, tornou-se consciente da Verdade, que não é do tempo. Obviamente, quem já ouviu a Palavra, que está além do tempo, além da mente, não pode ser materialista ou ateu. O ateísmo é da mente, pertence à mente, é como um leque. Todas as formas de materialismo e ateísmo se assemelham a um grande leque&#8230;. são tantas, tão variadas: é o leque da mente! Porém, o que é real está além da mente. O ateu, o materialista, é um ignorante que nunca ouviu a Palavra, nunca conheceu o Verbo Divino, nunca entrou na corrente do som.</p>
<p class="blog-justify">Assim, é na mente que nascem o ateísmo e o materialismo. São formas da mente, formas ilusórias que não têm realidade alguma. O que é verdadeiramente real não pertence à mente, o que é verdadeiramente real está além da mente. Tornar-se independente da mente é importante para sabermos o que é real; não para conhecê-lo intelectualmente, mas para experimentá-lo legítima e verdadeiramente.</p>
<p class="blog-justify">Assim, prestando atenção ao que é desatento, podemos ver diferentes formas de ceticismo, descrença, dúvidas, etc. Vendo qualquer dúvida, de qualquer tipo, você tem que desmembrá-la, dissecá-la, para ver o que ela realmente tem; e uma vez que a desmembramos completamente, a dúvida desaparece, não deixando nenhum rastro na mente, nem mesmo o mais insignificante rastro na memória.</p>
<p class="blog-justify">Quando observamos, então, o que não está atento em nós, vemos também a luta das antíteses na mente. É então que essas antíteses devem ser desmembradas para ver o que elas realmente têm: memórias, emoções, desejos ou preocupações que são ignoradas, que não se sabe de onde vêm, nem porque vêm. Quando vemos criteriosamente que há necessidade de chamar a atenção da mente, pois há um ponto máximo onde a pessoa está cansada, onde a mente não quer mais obedecer de forma alguma, então não há nada a fazer senão recriminá-la, falar com ela fortemente, tratá-la cara a cara, como uma pessoa estranha e inoportuna. Açoitá-la com o látego da Vontade, recriminando-a com palavras duras até que obedeça. Você tem que falar com a mente muitas vezes para que ela entenda. Se ela não entender, então você tem que chamá-la a ordem severamente.</p>
<p class="blog-justify">Não se identificar com a mente é indispensável. Assim, açoitando a mente, subjugando-a, dominando-a, e, se ela reagir com violência, bem, vamos açoitá-la novamente. Assim saímos da mente e chegamos à Verdade, àquilo que certamente não é do tempo.</p>
<p class="blog-justify">Quando conseguimos espreitar o que não é do tempo, podemos experimentar um elemento que transforma radicalmente. Há um certo elemento transformador que não é do tempo; isso só pode ser experimentado, repito, quando saímos da mente. Quando vivenciamos esse elemento transformador, lutamos intensamente até alcançarmos a Autorrealização Íntima do Ser. Repetidamente precisamos nos tornar independentes da mente e entrar na corrente do som, no mundo da música, no mundo onde ressoa a palavra dos Elohim, onde a Verdade certamente reina. Mas enquanto estamos engarrafados na mente, o que podemos saber da Verdade? O que os outros dizem, mas o que sabemos? O importante não é o que os outros dizem, mas o que experimentamos por nós mesmos. Então nosso problema é como sair da mente&#8230; precisamos de ciência e sabedoria para nos emancipar.</p>
<p class="blog-justify">Assim, meus queridos irmãos, espero que todos vocês, na prática de hoje, se tornem, digamos, conscientes do que não está atento em vocês, que sejam capazes de dissecar qualquer dúvida, que sejam capazes de dominar a mente, de falar cara a cara com ela, para recriminá-la. Nosso objetivo é buscar a quietude e o silêncio mental. Quando acreditamos que a mente está quieta, quando acreditamos que ela está silenciosa e ainda assim nenhuma experiência divina nos vem, é porque a mente não está quieta, nem está silenciosa. No fundo, ela está tagarelando.</p>
<p class="blog-justify">Então, nós, através da meditação, temos que conversar com ela, recriminá-la, questioná-la para ver o que ela quer; responder, explicar o que você quer; diga a ela: &#8220;Mente! Por que você não fica parado? Por que você não me deixa em paz? Que é o que tu queres?&#8221;. Ela dará alguma resposta; responderemos com outra explicação tentando convencê-la; mas se ela não quer ser convencida, não haverá outra escolha senão submetê-la através da recriminação e do látego da Vontade.</p>
<p class="blog-justify">Como eu lhes disse, isso pertence à Segunda Joia do Dragão Amarelo. O Zen abrange apenas a Primeira Joia. Este conhecimento que estou lhes dando esta noite pertence à Segunda Joia.</p>
<p class="blog-justify">Tem mais perguntas?</p>
<p class="blog-justify">Discípulo &#8211; Mestre, eles nos disseram que também se pode meditar sobre os opostos, que se eu tenho uma jovem bonita em mente, então devo colocar uma jovem feia nela, e se eu vejo uma flor, coloque uma flor murcha nela. Para que eu possa dissipá-la&#8230; Também é possível aquietar a mente, não à força, mas esperar que ela se acalme espontaneamente?</p>
<p class="blog-justify">Mestre &#8211; Tudo o que você está expondo não passa de “Fragmentos de um Ensinamento Desconhecido” (obra de P.D. Ouspensky). O que vai mais fundo nisso é o que estou ensinando. Assim, por exemplo, um pensamento odioso, um pensamento mal que nos assalta&#8230; Bem, devemos tentar entendê-lo, tentar ver sua antítese, que é o amor. Se existe amor, por que esse ódio? Para qual propósito? Por exemplo, surge a lembrança de um ato lascivo; passe pela mente o Cálice Sagrado e a Lança Sagrada, e diga: por que devo profaná-los com meus pensamentos mórbidos? Na síntese, então, está a chave, que é saber procurar sempre a síntese, porque da tese é preciso passar à antítese, mas a Verdade não se encontra nem na tese nem na antítese. Na antítese e na tese há discussão e o resultado da discussão é a solução. Isso é exatamente o que se quer: afirmação, negação, discussão, solução. Afirmação de um pensamento ruim; negação do mesmo compreendendo o seu oposto. Discussão: você tem que discutir o que é real sobre um e outro até chegar à sabedoria e deixar sua mente quieta, em silêncio. É assim que deve ser praticado. Tudo isso faz parte, então, de práticas conscientes, da observação do que não está atento. Mas simplesmente se dissermos que &#8220;à memória de uma pessoa alta opomos uma pessoa baixa à sua frente e adeus&#8221;, não está correto. O correto seria dizer que &#8220;o alto e o baixo são apenas dois aspectos da mesma coisa&#8221;, &#8220;o que importa não é o alto ou o baixo, mas o que há de Verdade por trás de tudo isso&#8221;. Alto e baixo são dois fenômenos simplesmente ilusórios da mente. Assim, chegamos à síntese, à solução.</p>
<p class="blog-justify">Discípulo &#8211; Mestre, estou atento às suas explicações, mas qual é a parte que não está atenta, que não presta atenção? É isso que eu não entendo. Eu tento me libertar da mente; O fato de eu estar captando os pensamentos, as imagens que vêm, de estar analisando-os para ver que dúvidas eles têm, é isso que se chama atenção?</p>
<p class="blog-justify">Mestre &#8211; Há atenção ali, mas o que não está atento é formado pelo subconsciente, pelo incoerente, pelo número de lembranças que surgem na mente, pelas lembranças do passado que assaltam repetidas vezes, pelos escombros da memória, etc.</p>
<p class="blog-justify">Discípulo &#8211; E esses devem ser rejeitados?</p>
<p class="blog-justify">Mestre &#8211; Nem aceitando nem rejeitando, mas tomando consciência do que não está atento, e assim o que não está atento, passará a ficar atento de maneira natural e espontânea, enquanto o atento permanece atento.</p>
<p class="blog-justify">Discípulo &#8211; Mestre, isso também pode ser feito na vida prática? Quando surge um pensamento ruim, a meditação pode ser feita em plena vida cotidiana?</p>
<p class="blog-justify">Mestre &#8211; Claro, é simplesmente feito por aqueles que são práticos. Faz-se da vida cotidiana uma meditação contínua. Não só se medita nos momentos em que se está em casa ou no Santuário ou na prática em um Lumisial, mas também pode ser na corrente da vida cotidiana e, deste modo, sua vida se converte, de fato, em uma constante meditação. É assim que a Verdade realmente vem.</p>
<p class="blog-justify">Mais alguma outra pergunta?</p>
<p class="blog-justify">Discípulo &#8211; Podemos dizer que a mente é o Ego e a Consciência é a alma?</p>
<p class="blog-justify">Mestre &#8211; Sim, a própria mente é o Ego. Mas é conveniente saber que quando o Ego é destruído, a substância mental permanece, o Corpo Mental pode ser fabricado, mas a mente estará sempre presente.</p>
<p class="blog-justify">O importante é libertar-se da mente, libertar-se dela, aprender a funcionar no Mundo do Espírito Puro sem a mente. Saber viver nessa corrente de som que está além da mente e que não é do tempo. Na mente, o que existe é ignorância. A verdadeira sabedoria não está na mente, está além da mente. A mente é ignorante e por isso cai e cai em tantos erros graves.</p>
<p class="blog-justify">Discípulo &#8211; Mestre, sofre-se muito com a mente. Estou em uma batalha constante com ela&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Mestre &#8211; Todos os seres humanos são amargurados com a mente. Você vê, quão tolos são aqueles que fazem propaganda &#8220;mentalista&#8221;, aqueles que prometem &#8220;poderes mentais&#8221;, que ensinam os outros a &#8220;dominar&#8221; a mente de outras pessoas, etc., etc., etc. A mente não fez ninguém feliz. A verdadeira felicidade está muito além da mente. Não se pode conhecer a felicidade até que se torne independente da mente.</p>
<p class="blog-justify">Tem mais alguma dúvida irmãos?</p>
<p class="blog-justify">Discípulo &#8211; Quando se está sonhando é porque não está atento?</p>
<p class="blog-justify">Mestre &#8211; Os sonhos são típicos da inconsciência. Quando se desperta a Consciência, abandona-se os sonhos. Os sonhos nada mais são do que projeções da mente. Lembro-me certo dia de um caso meu nos Mundos Superiores. Foi apenas um caso de descuido: vi como um sonho saiu da minha mente. Eu estava prestes a começar a sonhar e reagi contra o sonho que me escapou por um segundo de descuido. Claro, quando percebi o processo, rapidamente me afastei daquela forma petrificada que me escapou por um segundo de descuido. E se eu estivesse dormindo? Lá ele teria sido enredado naquela maravilhosa forma mental&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Mas quando você está acordado você sabe imediatamente que em um momento de desatenção um sonho pode escapar e você pode ficar enredado nesse sonho a noite toda até o amanhecer.</p>
<p class="blog-justify">Discípula &#8211; Tive um sonho, justamente, quando era pequena&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Mestre &#8211; Não, não houve um sonho ali, houve simplesmente um processo de recordação de sua infância, isso não é um sonho, isso é diferente, isso é real; é produto do desperdício de memória que escapa da mente, coincidindo com o que viveu na infância. É um processo de recordação. O que importa em nós, então, é despertar a Consciência para deixar de sonhar&#8230; deixar de pensar. Esse pensamento, que é matéria cósmica, é a própria mente. Porque o próprio Astral nada mais é do que a cristalização da matéria mental, e o mundo físico também é mente condensada.</p>
<p class="blog-justify">Assim, a mente é matéria, e muito grosseira, seja no estado físico ou no estado chamado &#8220;Astral&#8221;, Manas, como dizem os hindus. De qualquer forma, é a mente bruta e material. O Astral nada mais é do que mente condensada, o Físico também é mente. A mente já é matéria física ou metafísica, mas matéria e, portanto, não pode nos fazer felizes. Para conhecer a felicidade autêntica, a verdadeira sabedoria, devemos sair da mente e viver no mundo do Ser; isso é muito importante.</p>
<p class="blog-justify">Discípulo &#8211; Mestre, você está negando o poder criativo da mente no mundo físico? Naturalmente, é claro, nesses mundos inefáveis a mente é um empecilho e é preciso desvencilhar-se dela para funcionar nos Mundos Superiores.</p>
<p class="blog-justify">Mestre &#8211; Não negamos o poder criativo da mente. É claro que tudo o que existe é mente condensada. Mas o que ganhamos com isso? Deu-nos felicidade? Podemos fazer maravilhas com nossas mentes, criar muitas coisas na vida&#8230; grandes invenções são mentes condensadas, mas esse tipo de criação nos fará felizes? O que precisamos é nos tornar independentes, sair dessa masmorra de matéria porque a mente é matéria. Você tem que sair da matéria, viver de acordo com os Espíritos, como seres, como criaturas felizes além da matéria. A matéria é sempre grosseira; embora assuma belas figuras, é sempre dolorosa. Sim, o que buscamos é a felicidade, mas a verdadeira felicidade não será encontrada na matéria, mas no Espírito. Precisamos nos libertar da mente. A verdadeira felicidade vem a nós quando saímos do calabouço da mente. Isso é verdade.</p>
<p class="blog-justify">Não negamos que a mente possa ser criadora de coisas; ela cria invenções, maravilhas, prodígios, mas isso nos dá felicidade? Qual de nós está feliz? Se algum de vocês está feliz, levante o dedo&#8230; Vamos ver&#8230; eu gostaria de conhecê-lo. Estamos aqui porque buscamos o verdadeiro caminho que nos levará à felicidade. Se a mente não nos deu felicidade, temos que saber escapar da mente, e esse é o objeto de nossas práticas e estudos. <br />Mais alguma outra pergunta?</p>
<p class="blog-justify">Discípulo &#8211; Chamando a atenção do inconsciente pelo consciente&#8230; isso, pertence também à Segunda Joia do Dragão Amarelo?</p>
<p class="blog-justify">Mestre – Também pertence à Segunda Joia do Dragão Amarelo, isso é óbvio. Em nós há, por exemplo, três por cento de Consciência e noventa e sete por cento de subconsciência. Então o que temos como consciente deve ser endereçado ao que temos como inconsciente ou subconsciente, para recriminá-lo e fazê-lo ver que deve se tornar consciente.</p>
<p class="blog-justify">Mas há a necessidade da parte consciente repreender a parte subconsciente para que o mesmo se torne consciente. Isto, onde a parte consciente aborda a parte subconsciente, é um exercício muito importante que pode ser praticado ao amanhecer. Assim, as partes inconscientes, pouco a pouco, tornam-se conscientes.</p>
<p class="blog-justify">Discípulo &#8211; Mestre, isso é algo parecido com Davi contra Golias: 3% contra 97%, não é?</p>
<p class="blog-justify">Mestre &#8211; É que as partes subconscientes não vão se tornar conscientes imediatamente. Isso é todo um processo, um longo processo, mas no final é alcançado. <br />Há alguma outra pergunta, irmãos?&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Já que não há mais perguntas, vamos entrar em meditação.</p>
<p class="blog-justify"> </p>
<p style="text-align: right;"><strong>Por <a href="https://escolagnostica.org.br/samael-aun-weor/">Samael Aun Weor</a></strong><br /><strong>Traduzido por Natalino Sampaio</strong></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Estrutura do Eu Psicológico</title>
		<link>https://escolagnostica.org.br/estrutura-do-eu-psicologico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Balota]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Oct 2022 23:28:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gnose]]></category>
		<category><![CDATA[Samael Aun Weor]]></category>
		<category><![CDATA[Autoconhecimento]]></category>
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					<description><![CDATA[Estrutura do Eu Psicológico   Várias escolas pseudo-esotéricas enfatizam a ideia absurda de um duplo “eu”: o primeiro é qualificado como um “eu” superior; o segundo é chamado de “eu”<span class="excerpt-hellip"> […]</span>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="blog-titulo wp-block-paragraph">Estrutura do Eu Psicológico</p>

<p class="blog-justify"> </p>

<p class="blog-justify wp-block-paragraph">Várias escolas pseudo-esotéricas enfatizam a ideia absurda de um duplo “eu”: o primeiro é qualificado como um “eu” superior; o segundo é chamado de “eu” inferior. Dizemos que superior e inferior são duas seções da mesma coisa. Muito se tem falado sobre o Alter-Ego e até é elogiado e deificado, considerando-o como divino. Em nome da Verdade, é essencial dizer que o “eu” superior e inferior são dois aspectos do mesmo Ego, e que, portanto, elogiar o primeiro e subestimar o segundo é, sem dúvida, um tanto incongruente.</p>
<p class="blog-justify">Fazemos uma correta diferenciação entre o que é o &#8220;eu&#8221; e o que é o Ser.</p>
<p class="blog-justify">Poder-se-ia objetar que tal diferenciação nada mais é do que outro conceito emitido pelo intelecto.</p>
<p class="blog-justify">Contamos com nossas próprias experiências diretas. Conhecemos muito bem as várias formas de intelectualização que existem e que você tem suas brechas, suas escapatórias: o desejo de destacar tudo o que tem sabor de Ego. É claro que o Ego não quer morrer e quer continuar de alguma forma; requintadamente sutil sim, não nas formas grosseiras e densas. Ninguém pode gostar de ver seu amado Ego, &#8220;Eu&#8221;, reduzido a poeira cósmica assim, porque uma pessoa disse isso em uma sala de conferências. É normal que o Ego não tenha vontade de morrer e que procure filosofias consoladoras que lhe prometam um cantinho no céu, um lugar nos altares ou um além cheio de felicidade infinita.</p>
<p class="blog-justify">Precisamos entender que tudo neste mundo, no qual vivemos, passa&#8230; ideias passam, pessoas e coisas passam&#8230; A única coisa estável e permanente é o Ser.</p>
<p class="blog-justify">Discípulo &#8211; Mestre, de que substância são feitos os agregados psíquicos?</p>
<p class="blog-justify">Mestre &#8211; O animal intelectual erroneamente chamado Homem, ainda não tem uma mente individual, não a criou, não a formou. A mente, o Manas, a substância mental, é desprovida de individualidade, tem várias formas, é constituída na forma de agregados psíquicos, que não são desconhecidos do budismo esotérico. Todos esses múltiplos &#8220;eus&#8221; briguentos e barulhentos, que juntos formam o eu, são constituídos de substância mental mais ou menos condensada. Esta é a razão pela qual mudamos continuamente de opinião. O “eu” que jura amor eterno a uma mulher é substituído amanhã por outro que nada tem a ver com o juramento, e então o sujeito se retira, deixando a mulher decepcionada. Você vê quais são as formas infinitas da mente e como elas controlam os centros capitais do cérebro e como elas brincam com a máquina humana.</p>
<p class="blog-justify">Discípulo &#8211; Mestre, neste planeta os “eus” tornam a vida suportável; se os dissolvêssemos, nossa vida não seria muito chata, aborrecida?</p>
<p class="blog-justify">Mestre &#8211; A felicidade autêntica está na revalorização do Ser. É inquestionável que cada vez que o Ser passa por uma revalorização íntima, experimenta a felicidade autêntica. Infelizmente, confundimos prazer com felicidade e desfrutamos descontroladamente com álcool, drogas, adultério, jogos, etc. O limite do prazer é a dor e todas as formas de gozo se transformam em dor. Obviamente, a eliminação do Ego revaloriza o Ser, resultando em verdadeira felicidade.</p>
<p class="blog-justify">Discípulo &#8211; Mestre, é urgente a formação de um Corpo Mental para evitar termos muitas mentes?</p>
<p class="blog-justify">Mestre &#8211; Certamente o animal intelectual não tem uma mente individual; em vez de uma mente, tem muitas mentes. Criar o Corpo Mental e dissolver o Ego é urgente quando se quer a autêntica revalorização do Ser.</p>
<p class="blog-justify">Discípulo &#8211; Mestre, é possível uma pessoa que dá dinheiro à igreja, que lê a Bíblia, que faz obras de caridade e outras virtudes, ter “eus”?</p>
<p class="blog-justify">Mestre &#8211; O &#8220;eu&#8221; se disfarça de santo, mártir, penitente, bom marido, etc. Muitas pessoas virtuosas possuem agregados psíquicos. Lembre-se de que há muita virtude nos ímpios e muita maldade nos virtuosos. O delito se esconde entre a cadência e os perfumes do Templo; os criminosos mais hediondos assumem poses piedosas, aparências de mártires, etc. No Abismo há muitos místicos e anacoretas que pensam que estão indo muito bem.</p>
<p class="blog-justify">Discípulo &#8211; Mestre, onde está o valor espiritual das boas intenções de uma pessoa sincera que vive mal?</p>
<p class="blog-justify">Mestre &#8211; Lembre-se que o caminho que leva ao Abismo está pavimentado de boas intenções. &#8220;Muitos são chamados, mas poucos são escolhidos&#8221;. Os ímpios de todos os tempos tiveram muito boas intenções: Hitler, cheio de magníficas intenções, atropelou muitos povos e milhões de pessoas morreram por causa dele. O carrasco que executa uma ordem injusta, cheia de intenções magníficas, assassina seus semelhantes. Não devemos esquecer a Santa Inquisição; então inquisidores com intenções magníficas condenaram muitos infelizes à fogueira, ao “potro de madeira”, etc. O importante são as boas ações e não as boas intenções. São os resultados que falam. As boas intenções são inúteis, se os fatos são desastrosos.</p>
<p class="blog-justify">Discípulo &#8211; Qual é o procedimento para se livrar de defeitos?</p>
<p class="blog-justify">Mestre &#8211; É urgente e necessário analisar e aniquilar o Ego, de forma voluntária e conscientemente. Em relação às pessoas, os defeitos ocultos afloram espontaneamente, e se estamos em estado de alerta-percepção, em alerta-novidade, então vemos o que eles são em si mesmos. Um defeito descoberto deve ser submetido à análise, à meditação, para ser compreendido. Não basta compreender o defeito, é preciso chegar ao seu significado profundo; qualquer lampejo de Consciência pode nos iluminar e em milésimos de segundo captar o significado profundo do defeito.</p>
<p class="blog-justify">A eliminação é diferente; alguém poderia ter entendido um defeito e até mesmo penetrado em seu significado profundo e não o eliminar, isso é essencial para estar livre de defeitos.</p>
<p class="blog-justify">O Ego pessoal é uma soma de &#8220;eus&#8221;. O animal intelectual é uma máquina controlada por &#8220;eus&#8221;; estes são os &#8220;Diabos Vermelhos&#8221; citados no &#8220;Livro dos Mortos&#8221; do antigo Egito. É essencial saber que a única coisa digna que carregamos dentro de nós é a Essência. Infelizmente isso em si, a Essência, está espalhada aqui, ali e acolá, absorta entre cada um dos diversos &#8220;eus&#8221;.</p>
<p class="blog-justify">Quando se trata de compreender fundamentalmente qualquer defeito de natureza psicológica, devemos ser honestos conosco mesmos. Infelizmente, a mente está sempre procurando desculpas para justificar os erros. É necessário explorar a nós mesmos para nos conhecermos profundamente.</p>
<p class="blog-justify">Qualquer erro é multifacetado e processado nas 49 regiões da mente. A ginásio psicológico é indispensável e assim é a vida. Na interrelação humana, na convivência com nossos semelhantes, há infinitas possibilidades de nos descobrirmos, porém é óbvio que o automonitoramento deve ser sempre processado de momento a momento.</p>
<p class="blog-justify">A dissolução do Ego é precipitada se soubermos aproveitar as piores circunstâncias, elas nos oferecem as melhores oportunidades. O controle dos defeitos íntimos é superficial e fadado ao fracasso. A eliminação de nossos defeitos é necessária. Com isso estabelecemos bases adequadas em nossa Consciência para a ação correta. A compreensão vem em primeiro lugar, a eliminação vem em segundo lugar.</p>
<p class="blog-justify">O que torna cada criança linda e adorável é sua Essência; isso constitui em si sua verdadeira realidade. O crescimento normal da Essência ocorre até os primeiros cinco anos; para continuar crescendo, algo muito especial deve acontecer, esse é o trabalho em si. O desenvolvimento da Essência só é possível a partir do trabalho consciente e do sofrimento voluntário.</p>
<p class="blog-justify">Devemos saber que temos dentro de nós aquilo que se chama Ego, “eu”, etc., e que a Essência se encontra engarrafada dentro de nós, e isso é lamentável. Dissolver o &#8220;eu&#8221; é indispensável. Este é o verdadeiro sentido de trabalhar sobre si mesmo, pois jamais poderíamos liberar a Essência sem antes desintegrar o “eu” psicológico. À medida que os agregados psíquicos se desintegram, a Essência se emancipa e cresce harmoniosamente. É inquestionável que quando o &#8220;eu&#8221; psicológico morre, a Essência brilha, nos confere beleza e verdadeira felicidade e os <a href="https://escolagnostica.org.br/a-ilusao-dos-poderes/">poderes</a> que ela possui.</p>
<p class="blog-justify">O mamífero intelectual não tem uma individualidade definida; essa falta de individualidade é a causa de tanta amargura. Nosso corpo físico é uma unidade completa e funciona como um todo orgânico, a menos que esteja doente; mas a vida interior do humanoide não é de modo algum uma unidade psicológica; nos falta organização psicológica nas profundezas íntimas de cada um de nós.</p>
<p class="blog-justify">O humanoide não tem um “eu” permanente e sim, uma multidão de &#8220;eus&#8221; subumanos e absurdos. O pobre animal intelectual é semelhante a uma casa em desordem, onde em vez de um senhor há muitos servos que sempre querem mandar e fazer o que bem entendem.</p>
<p class="blog-justify">O maior erro do pseudo-esoterismo é supor que se possui um &#8220;eu&#8221; imutável e permanente, sem começo nem fim. Se aqueles que pensam assim despertassem a Consciência por um instante, poderiam evidenciar sua própria multiplicidade. Pensar que se uma pessoa se chama Luís é sempre a mesma, é absurdo; nenhuma pessoa é sempre a mesma, porque constantemente cai em contradições e mudanças.</p>
<p class="blog-justify">Quando o &#8220;eu&#8221; quer continuar aqui e no além, ele se ilude com o falso conceito de um &#8220;eu&#8221; divino e imortal. Nenhum de nós tem um &#8220;eu&#8221; permanente e nem sequer possuímos uma individualidade legítima. Se pensarmos em cada &#8220;eu&#8221; como uma pessoa diferente, podemos afirmar enfaticamente o seguinte: &#8220;dentro de cada pessoa que vive no mundo, há muitas pessoas&#8221;. Cada uma dessas pessoas luta pela supremacia, quer ser exclusiva e acredita que é o todo, mesmo que seja apenas uma pequena parte. Jamais seremos capazes de conhecer a nós mesmos sem a <a href="https://escolagnostica.org.br/o-observado-e-o-observador/">Auto-observação</a>. Enquanto um sujeito continua a se considerar um, é claro que qualquer mudança interna é mais do que impossível.</p>
<p class="blog-justify">Refletindo um pouco sobre as várias circunstâncias da vida, vale a pena compreender seriamente os fundamentos sobre os quais nos apoiamos. Uma pessoa se apoia em um posto, outra no dinheiro, etc. O mais curioso, quer sejamos ricos ou mendigos, é que precisamos de todos e vivemos de todos, mesmo que estejamos inflados de orgulho. Dentro de tudo isso, achamos que somos muito fortes e assustadoramente fracos. É urgente auto-observar-se, momento a momento, para conhecer com clareza os fundamentos sobre os quais nos apoiamos. Quando alguém descobre o que mais o ofende em um dado momento, então descobre as bases sobre as quais se apoia psicologicamente.</p>
<p class="blog-justify">Fica-se maravilhado com o espetáculo de um incêndio; então pessoas desesperadas agarram as coisas mais improváveis; são pessoas apegadas às coisas que não têm a menor importância; isso equivale a estar em um estado de absoluta inconsciência. O mais grave de nossa tragédia é que se pensa que é ele está pensando ou que é ele que está sentindo, quando na verdade é outra pessoa que em dado momento pensa com nosso cérebro martirizado e sente com nosso coração dolorido. Quantas vezes achamos que estamos amando e o que acontece é que outro &#8220;eu&#8221; dentro de nós, cheio de luxúria, usa o centro do coração.</p>
<p class="blog-justify">À medida que se trabalha em si mesmo, compreende-se cada vez mais a necessidade de eliminar radicalmente de sua natureza interior tudo o que nos torna tão abomináveis. São as piores circunstâncias da vida, as situações mais críticas, os acontecimentos mais difíceis, os mais propícios à autodescoberta íntima. Se, em vez de perder a cabeça, identificar-se, fascinar-se com as coisas da vida, se recordasse de si mesmo, descobriria com espanto certos “eus” dos quais nunca teve a menor ideia, ou a mínima suspeita.</p>
<p class="blog-justify">O senso de auto-observação íntima está atrofiado em todo ser humano. Com a auto-observação, de momento a momento, tal sentido se desenvolverá progressivamente. À medida que o senso de auto-observação continua a se desenvolver através do uso contínuo, nos tornaremos cada vez mais capazes de perceber diretamente aqueles &#8220;eus&#8221; sobre os quais nunca tivemos conhecimento sobre a sua existência, e descobrimos que cada um deles tem inconfundíveis características psicológicas, através das quais apreendemos, intuitivamente, sua natureza íntima.</p>
<p class="blog-justify">Em princípio, o esoterista não sabe por onde começar. Sente a necessidade de trabalhar em si mesmo, mas está completamente desorientado. Aproveitando os momentos mais difíceis, os momentos mais adversos, descobrimos nossos defeitos pendentes e que devemos desintegrar urgentemente. Antes de ir para a cama, devemos rever os acontecimentos do dia. Lembremos que no esoterismo, bom é tudo que está em seu lugar, ruim é tudo que está fora de lugar. O que você diria sobre um homem manso e tolerante que estava abençoando uma gangue de ladrões que tentaram estuprar sua esposa e filhas? O que você pensaria de um homem prestativo que em determinado momento emprestou um punhal a um assassino? O delito se disfarça de santo, usa as melhores virtudes, se apresenta como mártir. No perfume da oração também se esconde o delito.</p>
<p class="blog-justify">Ver tais criações, observar aquelas monstruosidades do inferno, dentro das quais nossa própria Consciência está engarrafada, torna-se possível com o desenvolvimento progressivo do sentido de auto-observação. Enquanto tivermos essas aberrações dentro de nós, seremos uma abominação, ainda que nos achemos bonitos ou justos e até reclamemos da ingratidão dos outros e gritemos que não nos entendem. O senso de auto-observação nos permite ver claramente o &#8220;eu&#8221; que estamos dissolvendo e os resultados patéticos e definitivos do trabalho interior.</p>
<p class="blog-justify">É interessante observar como tais feras perdem tamanho e finalmente se desintegram, liberando a essência que estava engarrafada naquele defeito. Naturalmente, tudo isso implica em sucessivos trabalhos de fundo, sempre contínuos, pois nenhum “eu” pode ser instantaneamente desintegrado.</p>
<p class="blog-justify">Enquanto não ocorrer a desintegração psicológica de todas essas abominações, ambições, invejas, etc., mesmo quando acreditamos que somos honestos, honrados, sinceros, caridosos, belos por dentro etc., obviamente, não iremos além de ser mais do que túmulos caiados, bonitos por fora, mas, por dentro, cheios de podridão repugnante. Há muitas pessoas que supõem que, através de boas intenções, é possível alcançar a santificação. Obviamente, enquanto houver agregados psicológicos dentro de nós, sob o pano de fundo de um olhar piedoso e um rosto venerável, não pode haver santificação.</p>
<p class="blog-justify">Na psicologia revolucionária, a necessidade de uma transformação radical torna-se evidente para nós, e isso só é possível declarando uma guerra implacável e cruel até a morte contra nós mesmos. Como não há verdadeira individualidade em nós, é impossível que haja continuidade de propósitos. O que um certo &#8220;eu&#8221; afirma em um instante, não pode ter nenhuma seriedade, pelo simples fato de que qualquer outro &#8220;eu&#8221; poder afirmar exatamente o contrário a qualquer momento. O mais grave é que existem pessoas que afirmam enfaticamente que são sempre as mesmas.</p>
<p class="blog-justify">O sujeito em si nada mais é do que uma máquina que serve de veículo para um “eu”, assim como também, para outro.<br />Obviamente, se você não luta contra a vida, ela o consome, e são raros os verdadeiros aspirantes que não se deixam engolir pela vida. Se não trabalhamos sobre nós mesmos, involuímos e degeneramos, pois não é possível que o verdadeiro Homem surja através da Lei Mecânica Evolutiva, pois esta Lei tem sua contrapartida que é a Involução. Evolui-se até certo ponto, perfeitamente definido e então vem o processo involutivo. Cada subida é seguida de uma queda e vice-versa.</p>
<p class="blog-justify">Dentro do animal intelectual existem germes ou sementes que, adequadamente desenvolvidas, nos tornam verdadeiros Homens. Para isso, é necessário um ambiente adequado, pois sabe-se que a semente em ambiente estéril não germina e se perde.</p>
<p class="blog-justify">Se realmente queremos a união com o Divino, precisamos urgentemente de uma verdadeira <a href="https://escolagnostica.org.br/a-revolucao-da-consciencia/">revolução da Consciência</a>. A revolução da Consciência tem <a href="https://escolagnostica.org.br/os-tres-fatores/">três fatores</a> básicos que são os seguintes: Morrer, Nascer, e Sacrifício pela Humanidade. Vamos estudar o que deve morrer em nós, o que deve nascer e por que devemos nos sacrificar pela humanidade, pelos outros.</p>
<p class="blog-justify">É urgente saber que o “eu” é um conjunto de entidades que goza de uma certa auto independência.</p>
<p class="blog-justify">Esses &#8220;eus&#8221; lutam entre si e a mente é o campo de batalha. Cada um deles se projeta nos diferentes níveis da mente, procurando satisfazer seus instintos animais, alimentando-se de nossos princípios vitais. O &#8220;eu&#8221; que hoje jura amor eterno a uma mulher, amanhã a odeia. As contradições surgem constantemente dentro do homem, esta é a razão pela qual o homem ainda não é um Homem. Ele é apenas um animal intelectual. O animal intelectual não tem Alma; sua Alma está dividida, fracionada. Quando o &#8220;eu&#8221; morre, a Alma se liberta e é então que o homem pode ter uma verdadeira continuidade de propósitos, um verdadeiro <a href="https://escolagnostica.org.br/centro-permanente-de-consciencia/">centro permanente de Consciência</a>. Somente em um Homem com Alma não existem contradições internas. Somente onde não existem contradições internas há verdadeira paz interior.</p>
<p class="blog-justify">O &#8220;eu&#8221; psicológico, torpemente, gasta o material psíquico em explosões de raiva, cobiça, inveja, luxúria, etc.. Eliminar o &#8220;eu&#8221; é uma tarefa difícil. O &#8220;eu&#8221; se dissolve com base na compreensão rigorosa. A convivência com o próximo, o trato com as pessoas, é o espelho onde podemos nos ver de corpo inteiro. Ao lidar com as pessoas, nossas falhas vêm à tona e, se estivermos vigilantes, as veremos. Todo defeito deve primeiro ser analisado e depois compreendido com o coração. Quando um defeito é compreendido em todos os níveis da mente, seu elementar correspondente se desintegra, ou seja, um pequeno &#8220;eu&#8221; morre. Cada vez que um defeito morre, algo novo nasce em seu lugar, uma virtude, um poder da Alma, uma Verdade, etc., etc.</p>
<p class="blog-justify">É urgente passar pela morte mística. É preciso fabricar a Alma. É essencial sacrificar-se pela humanidade, e é preciso dar a vida pelos semelhantes. O matrimônio perfeito teve um começo, e por isso também tem um fim. A dor é o resultado de nossos próprios erros. Quando se erra, o fruto é a dor. Cometemos erros porque somos imperfeitos; somos imperfeitos porque temos o “eu” dentro de nós. Quando o &#8220;eu&#8221; desaparece, a felicidade autêntica e verdadeira vem até nós.</p>
<p class="blog-justify"> </p>
<p style="text-align: right;"><strong>Por Samael Aun Weor</strong><br /><strong>Traduzido por Natalino Sampaio</strong></p>
<p class="blog-justify"> </p>
<p class="blog-justify"> </p>
<p class="blog-justify"> </p>
<p class="blog-justify"> </p>
<p class="blog-justify"> </p>
<p class="blog-justify"> </p>
<p class="blog-justify"> </p>
<p class="blog-justify"> </p>





<p class="has-text-align-center"> </p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Por que Julgamos os Outros?</title>
		<link>https://escolagnostica.org.br/por-que-julgamos-os-outros/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Balota]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Oct 2022 23:10:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gnose]]></category>
		<category><![CDATA[Samael Aun Weor]]></category>
		<category><![CDATA[Autoconhecimento]]></category>
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		<category><![CDATA[Escola de Mistérios]]></category>
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					<description><![CDATA[Porque Julgamos os Outros?   Bem, irmãos, vamos começar nossa conversa hoje à noite. Peço a todos que prestem a devida atenção&#8230; Em todo caso, o significado da palestra desta<span class="excerpt-hellip"> […]</span>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="blog-titulo wp-block-paragraph">Porque Julgamos os Outros?</p>

<p class="blog-justify"> </p>

<p class="blog-justify wp-block-paragraph">Bem, irmãos, vamos começar nossa conversa hoje à noite. Peço a todos que prestem a devida atenção&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Em todo caso, o significado da palestra desta noite significa que não devemos nos deixar levar pelas aparências, não devemos nos deixar fascinar pelas diferentes cenas da vida.</p>
<p class="blog-justify">A vida é como um filme; é um filme composto, naturalmente, de muitos quadros e cenas. Não é conveniente, de forma alguma, nos identificarmos com qualquer cena, com qualquer pintura, com qualquer aparência, porque tudo passa. Passam as pessoas, passam as coisas, passam as ideias; tudo no mundo é ilusório, qualquer cena da vida, por mais forte que seja, passa e fica para trás no tempo.</p>
<p class="blog-justify">O que deve nos interessar é o que se chama o &#8220;Ser&#8221;, a &#8220;Consciência&#8221;. Isso é o que é fundamental, porque o Ser não passa. &#8220;O Ser é o Ser e a razão de ser do Ser, é o próprio Ser&#8221;&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Quando nos identificamos com as diferentes comédias, dramas e tragédias da vida, é óbvio que caímos no fascínio e na inconsciência do sono psicológico.</p>
<p class="blog-justify">Essa é a razão pela qual não devemos nos identificar com nenhuma comédia, drama ou tragédia da vida, porque por mais grave que seja, passa. Há um ditado comum que diz assim: &#8220;Não há mal que dure cem anos ou um corpo que resista a ele&#8221;&#8230; Então tudo é ilusório, temporário&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Alguém, às vezes, na vida, se depara com alguns problemas difíceis, onde não se encontra, digamos, a saída, a solução para o problema, e ele se torna enorme, monstruoso, gigantesco diante de nossa Mente.</p>
<p class="blog-justify">Então a pessoa sucumbe às preocupações, e diz: “Como vou fazer? O que vou fazer?” Ele não encontra escapatória, e o problema, à medida que é analisado, torna-se cada vez mais monstruoso, enorme e gigantesco.</p>
<p class="blog-justify">Mas chega o dia em que se encaramos o problema, como ele é, ou seja, se &#8220;agarramos o touro pelos chifres&#8221;, como dizem, vemos que o problema não dá em nada, se destrói&#8230; Era de natureza ilusória.</p>
<p class="blog-justify">Mas qualquer problema tende a tomar tais proporções, seu realismo torna-se tão grosseiro diante de nossa Mente, que na verdade nenhuma saída pode ser encontrada em lugar algum; sente-se sucumbir diante dele, que de modo algum se torna solúvel. Mas se enfrentarmos o problema, veremos que é ilusório e que passa, como tudo tem que passar, e no final não dá em nada.</p>
<p class="blog-justify">Se assim procedemos, sem nunca nos identificar com nenhuma situação, com nenhum acontecimento, poderá estar sempre alerta e vigilante, como a sentinela em tempos de guerra. E é nesse Estado de Alerta que se descobre sua defeitos psicológicos. Defeito descoberto, deve ser compreendido e então eliminado.</p>
<p class="blog-justify">A mente, por si mesma, não pode alterar nenhum defeito psicológico. A mente só pode rotulá-los, trocar de defeito, passando-o de um nível para outro, mas nunca o alterar radicalmente.</p>
<p class="blog-justify">É preciso um poder que é superior à mente e esse poder existe em nós. Quero me referir enfaticamente à Divina Mãe Kundalini.</p>
<p class="blog-justify">Se alguém compreendeu que tem este ou aquele defeito, e se o compreendeu completamente, em todos os níveis da mente, então pode concentrar-se em Devi &#8211; Kundalini Shakti, e através dela podemos eliminar qualquer defeito de tipo psicológico.</p>
<p class="blog-justify">Kundalini é a Divina Mãe Cósmica. Nas religiões ela tem sido representada como Maria ou como Tonantzin, Marah, Rhea, Cibeles, Adonia, Insoberta, etc., a Mãe Cósmica, a Mãe Divina; ela em si mesma, é parte de nosso próprio Ser, porém, derivada.</p>
<p class="blog-justify">Quero dizer com isso que a Mãe Cósmica está dentro de nós, aqui e agora. E se implorarmos a esse poder, se pedirmos à Mãe Divina que elimine qualquer defeito de tipo psicológico de nossa psique, ela o fará. É óbvio que, por esse motivo, o defeito em questão se desintegrará.</p>
<p class="blog-justify">Através da Divina Mãe Cósmica, podemos eliminar todos os nossos defeitos psicológicos.</p>
<p class="blog-justify">Uma vez que a Consciência está engarrafada entre os defeitos, uma vez eliminados estes, a Consciência despertará radicalmente, e então poderemos ver, ouvir, tocar e sentir as grandes realidades dos mundos superiores.</p>
<p class="blog-justify">Mas é essencial não nos identificarmos com nenhuma circunstância da vida. Quando não nos identificamos com este ou aquele problema, quando permanecemos alertas, descobrimos nossos próprios defeitos psicológicos no problema.</p>
<p class="blog-justify">Normalmente tem sido visto que os problemas são devidos ao medo; o “eu” do temor mantém os problemas vivos. Temem a vida, temem a morte, temem &#8220;o que vão dizer&#8221;, &#8220;dizem que dizem&#8221;, miséria, fome, nudez, cadeia&#8230; a tudo se teme. E por isso, os problemas se tornam cada vez mais insolúveis, mais fortes.</p>
<p class="blog-justify">Em um problema econômico, o que tememos? A ruína, ou que temos que pagar uma certa dívida, porque se não pagarmos, eles nos colocam na cadeia, etc., etc.</p>
<p class="blog-justify">Em um problema familiar, do que temos medo? O “disse que disse”, a língua viperina, o escândalo, os interesses adquiridos, etc., etc., etc&#8230; Porém, se o eu do medo for eliminado, qual é o problema? Tudo se desvanece, torna-se um nada!&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Temos que pagar o aluguel de uma casa e tememos que nos joguem na rua, e até passamos noites sem dormir, pensando que o proprietário do imóvel irá vir e irá nos colocar na rua&#8230; Mas, finalmente chega o dia e acontece que o problema foi resolvido, talvez por onde menos esperávamos&#8230; Então, qual era o problema?</p>
<p class="blog-justify">E se a questão não foi resolvida, e se nos jogaram na rua com todos os móveis, etc&#8230;. O que aconteceu? Móveis não vão ficar na rua, alguém vai ter que ir buscar! Enfim, não vai faltar, um lugar para entrar&#8230;</p>
<p class="blog-justify">E se os móveis forem perdidos? Eles se perderam, e daí? Muito mais foi perdido no Dilúvio! Por que devemos nos ater a alguns móveis? Mais tarde, o problema passou, acabamos morando lá, em algum lugar, e o problema ficou para trás no tempo. O que aconteceu com o problema? Não se esqueça que tudo passa: as ideias, as pessoas, as coisas passam; tudo neste mundo é passageiro e ilusório. Não podemos e não devemos nos identificar com as aparências, porque as aparências enganam, e isso é óbvio. Pensemos nos <a href="https://escolagnostica.org.br/os-quatro-estados-de-consciencia/">estados de consciência</a>, e isso é superlativo&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Há uma tendência geral de todos julgarem equivocadamente a todos, e isso é lamentável! Mas, por que todo mundo julga todo mundo, e equivocadamente? Qual é o motivo? Simplesmente um, e muito fácil de entender: Acontece que cada um projeta seus defeitos psicológicos nos outros, e vendo seus próprios defeitos nos outros.</p>
<p class="blog-justify">Os defeitos que impingimos aos outros, os temos de sobra em nós. Julgamos os outros como nós somos.</p>
<p class="blog-justify">Você já ouviu falar em antipatia mecânica? Que de repente alguém não gosta de alguém, sem motivo, e então dizemos: &#8220;Não gostei dessa pessoa!&#8221;. Mas por que, se nunca a vimos, se acabamos de ser apresentados? O que aconteceu? Por que essa pessoa &#8220;não me caiu bem&#8221;, se nem a conhecemos? Observamos sua aparência: ela é alta ou baixa, gorda ou magra, tem nariz aquilino ou achatado&#8230; e isso já é motivo, para achar que ela &#8220;não me caiu bem&#8221;? O que aconteceu? Simplesmente projetamos nossos próprios defeitos psicológicos em nossa vítima. Possivelmente já vimos, nessa pessoa, o defeito mais grave que temos e ninguém gosta de se ver assim, digamos, tão escarnecido.</p>
<p class="blog-justify">A dura realidade dos fatos é que tal pessoa se tornou o espelho onde nos vemos, tal como somos.</p>
<p class="blog-justify">Se estivermos alertas, se não nos identificarmos com o acontecimento, com a pessoa que &#8220;não nos caiu bem&#8221; e, se, em vez de criticar, nós nos autocriticamos, nos auto-observamos para ver o que está acontecendo, descobriremos que é um defeito nosso, nascido ontem, ou anteontem, ou de quem sabe há quanto tempo, ou talvez de outras existências, refletindo-se nessa pessoa e é por isso que &#8220;não nos caiu bem&#8221;. Isso é o que é antipatia mecânica: Cem por cento absurda.</p>
<p class="blog-justify">Precisamos aprender a viver corretamente. O ser humano, acima de tudo, é uma entidade política, um “animal político”, e o próprio homem é um “homem político”.</p>
<p class="blog-justify">Se você não sabe viver politicamente, você cria problemas na vida. É preciso aprender a viver politicamente e, em vez de sentir antipatias mecânicas, vale a pena nos investigarmos.</p>
<p class="blog-justify">Sim, de fato projetamos nossas próprias falhas psicológicas nos outros. Por que julgamos mal os outros? Por que todos nós temos a tendência de ver todos os tipos de defeitos nos outros?</p>
<p class="blog-justify">Simplesmente, porque projetamos nossos próprios defeitos nos outros; nós os julgamos equivocadamente: Supomos que fulano de tal é &#8220;assim&#8221; ou &#8220;assado&#8221;, e acontece que ele não é &#8220;assim&#8221; e nem é &#8220;assado&#8221;: é completamente diferente, e nosso julgamento acaba por ser errado, falso.</p>
<p class="blog-justify">Vemos as ações alheias e temos a forte tendência de interpretá-los mal; nunca somos capazes de ver os acontecimentos dos outros com equanimidade, com serenidade; sempre as classificamos de forma equívoca. Lembre-se que &#8220;há muita virtude nos ímpios e que há muito mal nos virtuosos&#8221;&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Os defeitos que carregamos dentro de nós nos tornam injustos para com os outros.</p>
<p class="blog-justify">Tornamos a vida amarga, para nós mesmos, com nossos próprios defeitos, e o mais grave, tornamos a vida amarga para os outros.</p>
<p class="blog-justify">O defeito do ciúme, por exemplo, quanto estrago fez! Há ciúme político, há ciúme religioso, ciúme profissional, ciúme passional, ciúme do homem pela mulher, e da mulher pelo homem, etc., etc., etc. Esse é um eu, o eu do ciúme; e é cego, não sabe de lógica, não sabe de racionalização, não entende nada de ciência nem ouve a razão&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Quantos casos de morte são vistos por ciúme? Ciúme profissional, quanto dano ele causou? Alguns magníficos curadores, que sabiam curar diversas enfermidades das pessoas, magníficos botânicos, muitas vezes acabaram na cadeia. Quem os colocou na prisão, se não faziam mal a ninguém, se apenas curavam o próximo? Ciúme profissional! De quem? De seus colegas graduados.</p>
<p class="blog-justify">No campo profissional, o ciúme parece se multiplicar assustadoramente, em círculos e círculos: círculo artístico, círculo político, círculo religioso, mas em cada círculo há um ciúme terrível, assustador&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Os ciumentos sofrem e fazem sofrer também. O ciúme tem causado muito dano gravíssimo. E se dizemos isso do ciúme, o que diremos de todos os outros defeitos que temos?</p>
<p class="blog-justify">As aparências enganam. Muitas vezes julgamos erroneamente o ato alheio, de acordo com nossos egos, e o resultado é exatamente isso: calúnia. E todos caluniam a todos; isso já está comprovado!</p>
<p class="blog-justify">Há sempre uma tendência a se deixar levar pelas aparências. Um determinado ato pode ser julgado de uma maneira, e a realidade correspondente a ela é outra. Qualquer fato pode ser julgado de uma determinada maneira e de certo modo, e o julgamento não coincide com o fato, porque acontece que o fato tem outro significado diferente do julgamento, então o julgamento está equivocado.</p>
<p class="blog-justify">Por ter um julgamento equivocado, prejudica-se ao próximo, e quem faz o julgamento equivocado também se prejudica, causando dor a si mesmo.</p>
<p class="blog-justify">Saber viver é muito difícil, pois vivemos em um mundo de aparências, ilusórios, e sempre tendemos a nos identificar com as aparências, esquecendo o essencial, que é o Ser, e isso é o mais grave!</p>
<p class="blog-justify">Em nós, dentro de nós, existem fatores psicológicos assustadores que ignoramos e que jamais admitiríamos ter. Antes de tudo, você deve se lembrar que o eu não é algo, digamos, perene; que o eu é uma adição e também uma subtração, uma multiplicação e uma divisão de elementos inumanos. Cada um desses “elementos” é um eu.</p>
<p class="blog-justify">Assim, não temos um único eu, temos muitos eus. Nosso eu é pluralizado, não singularizado, e isso é algo que você deve entender, porque existe o “eu medo”, o “eu amo”, o “eu odeio”, o “eu invejo”, o “eu ciúme”, o “eu raiva”, etc., etc., etc.</p>
<p class="blog-justify">Cada um desses eus tem três cérebros: o Intelectual, localizado na cabeça; o Emocional, no plexo solar, e o Motor-Instintivo-Sexual na coluna. Cada um desses eus é uma pessoa diferente.</p>
<p class="blog-justify">Assim, temos muitas pessoas vivendo dentro de nós. O mais grave é que a Consciência, o mais digno, o mais decente em nós, está engarrafada entre todas aquelas “pessoas internas” que carregamos.</p>
<p class="blog-justify">E a Consciência se processa assim, de maneira subconsciente, em virtude de seu próprio <a href="https://escolagnostica.org.br/liberte-se-dos-condicionamentos/">condicionamento</a>; quer dizer, ela está adormecida, e essa é a parte mais grave. Se nossa Consciência está adormecida, como podemos nos conhecer verdadeiramente?</p>
<p class="blog-justify">Agora, você acha que alguém que não conhece a si mesmo pode conhecer os outros? Se não nos conhecemos, como podemos dizer que conhecemos os outros, que conhecemos os nossos amigos, que conhecemos as pessoas? Se queremos conhecer os outros, devemos começar por nos conhecer primeiro.</p>
<p class="blog-justify">Mas, somos tolos, não nos conhecendo, acreditamos que conhecemos os outros&#8230; Como somos tolos! Que absurdo! Se conhecêssemos a nós mesmos, tudo seria diferente. Infelizmente, não nos conhecemos.</p>
<p class="blog-justify">Se um homem não conhece a si mesmo, se não conhece seus próprios mundos internos, como poderá conhecer os mundos internos do planeta Terra, ou como poderá conhecer os mundos internos do Sistema Solar, ou da galáxia na qual vivemos?</p>
<p class="blog-justify">Se alguém quer conhecer os mundos internos da Terra, do Sistema Solar ou das galáxias, deve começar conhecendo seus próprios mundos internos, começar conhecendo a si mesmo.</p>
<p class="blog-justify">Mais ainda, como podemos conhecer-nos, se nunca dirigimos a Consciência, a Inteligência para dentro, para o interior; se nunca nos lembramos de nós mesmos, por que nos identificamos precisamente com as aparências da vida? Como podemos conhecer a nós mesmos, se nunca dirigimos a Inteligência para dentro, porque somos fascinados pelos diferentes acontecimentos, acontecimentos ou ocorrências que nos chegam?</p>
<p class="blog-justify">Como podemos conhecer a nós mesmos, se nunca direcionamos nossa Consciência para dentro, porque os múltiplos problemas da existência nos aprisionam, os vemos como insolúveis, acreditamos que são eternos, e não percebemos que eles têm um começo e que tem um fim? Estamos presos pelo que é instável, pelo que não tem realidade verdadeira; estamos presos dentro de uma máquina que gira sem parar.</p>
<p class="blog-justify">Julgamos os outros de acordo com o que somos, com tantos erros, e nossos julgamentos não coincidem com os eventos que mal interpretamos, sejam eles nossos ou dos outros.</p>
<p class="blog-justify">Obviamente, estamos dentro de uma máquina que gira sem parar, e andamos como sonâmbulos, inconscientes, adormecidos; não sabemos nada sobre nós mesmos, porque nunca nos lembramos de nós mesmos, de nosso próprio Ser; temos a mente muito ocupada com coisas ilusórias e com aquilo que é temporário&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Devemos buscar a Autorrealização Íntima do Ser, não mais viver como autômatos, não! Precisamos viver em estado de alerta de percepção, de alerta novidade&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Estamos em um terrível “estado de coma”! Reflita sobre isso:<br />1º – Nós não nos conhecemos;<br />2º – Projetamos nossos defeitos psicológicos nos outros e vemos nossos próprios defeitos nos outros;<br />3º – Julgamos mal as ações dos outros;<br />4º – Tais ações não coincidem com o julgamento que fazemos;<br />5º – O juízo que emitimos é, na verdade, o próprio defeito psicológico que projetamos no próximo.</p>
<p class="blog-justify">Conclusão: O próximo está nos servindo de espelho para nós. Mas não percebemos, em nosso inconsciente, que o próximo está apenas refletindo nossos próprios defeitos, nosso próprio eu psicológico.</p>
<p class="blog-justify">Nosso próximo é um espelho onde nos refletimos, mas não entendemos que o reflexo, visto no espelho, é o nosso próprio reflexo; nem mesmo estamos conscientes de que estamos refletindo a nós mesmos nos outros.</p>
<p class="blog-justify">Em vez disso, estamos tão identificados com o evento, com o acontecimento, com a circunstância, que nem remotamente nos ocorre refletir sobre todas essas questões, e vivemos em um estado de fascinação, inconsciência e sono psicológico.</p>
<p class="blog-justify">Se nessas questões da vida prática, diríamos, terrenas, andamos tão inconscientes, o que podemos dizer das coisas celestiais? Na verdade, poderíamos interpretar mal todos os postulados da <a href="https://escolagnostica.org.br/o-que-e-hermetismo/">Ciência Hermética</a>; poderíamos interpretar mal, devido aos nossos juízos errôneos, as atitudes dos outros Iniciados, a vida dos Adeptos, etc. Poderíamos interpretar mal, devido ao nosso estado de inconsciência, até mesmo o próprio drama cósmico; e obviamente o drama cósmico, tal como está descrito nos quatro evangelhos, foi mal interpretado.</p>
<p class="blog-justify">Por que poderíamos interpretar mal a vida dos Adeptos da Fraternidade Branca, ou por que interpretar mal o drama cósmico, ou por que interpretar mal os postulados da Sabedoria Hermética, etc.?</p>
<p class="blog-justify">Por uma única razão: porque nosso julgamento não é livre, é um julgamento condicionado por nossos próprios defeitos. Nosso julgamento é resultado do engarrafamento psicológico em que nos encontramos; nosso julgamento é, poderíamos dizer, a projeção de nossos próprios defeitos.</p>
<p class="blog-justify">Projetamos nossos defeitos nos quatro evangelhos, projetamos nos postulados da Ciência Hermética, como projetamos nos atos dos Iniciados, na vida dos Adeptos, etc. Assim é que para as coisas celestiais também não estamos preparados.</p>
<p class="blog-justify">Nós projetamos, e uma mente que projeta seus próprios erros não é uma mente livre, não é uma mente que pode aprender, captar a realidade das coisas, a realidade dos fenômenos, dos fatos, das circunstâncias que nos cerca em toda parte.</p>
<p class="blog-justify">Tal mente, se não serve para compreender as coisas terrenas, como serviria para compreender a vida dos grandes Iniciados, as coisas celestiais? Inquestionavelmente falharia, porque se o terreno não pode ser compreendido, muito menos o celestial.</p>
<p class="blog-justify">Então, acredito que o vital na vida é não nos deixarmos levar pelas aparências, não nos deixarmos capturar pelos acontecimentos, pelas circunstâncias. Em vez disso, esteja alerta para descobrir, em tais eventos, nossos próprios defeitos psicológicos.</p>
<p class="blog-justify">Cada circunstância da vida, seja ela em casa, na rua, onde quer que seja, nos oferece oportunidades maravilhosas, e se estivermos alertas e vigilantes, como o vigia em tempos de guerra, conseguimos apreender nossos próprios defeitos, que se projetam sobre o próximo.</p>
<p class="blog-justify">O próximo é o espelho onde podemos ver nossos próprios defeitos. Se vamos pela rua e virmos um embriagado, um bêbado, o que faremos? Não menospreze o bêbado. Em vez disso, diga: “Aí vou eu! Veja, aquele bêbado sou eu; veja como eu faço pantomimas, como eu sou engraçado! Esse sou eu, aí vou eu!&#8230;”.</p>
<p class="blog-justify">Devemos aprender a nos ver nos outros: se descobrirmos ali um indivíduo que lança “trovões e relâmpagos”, que rasga suas roupas como um Caifás, devemos dizer: “Lá estou eu! Sim, como estou irado, como rasgo minhas vestes e como blasfemo, sou eu” &#8230;</p>
<p class="blog-justify">Na verdade, estamos nos refletindo sobre os outros, estamos nos refletindo sobre o nosso próximo&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Claro, você poderia me dizer, enfaticamente, ou talvez objetar: “Não, não sou ladrão, não sou arrombador; jamais subiria no telhado para entrar na casa de outra pessoa, para roubar dinheiro ou joias&#8221;&#8230; Isso é o que diriam, certo? Julgariam o ladrão dizendo: “Ele é ladrão, deixe-o ir para a cadeia!&#8230;” Mas acontece que, dentro de nós, também existe o eu-ladrão. Não os conhecemos, não os descobrimos, mas eles existem.</p>
<p class="blog-justify">Como disse Galileu: “Eppur si muove, si muove” – Mas que se move, se move. Quando lhe perguntaram: – “Você jura que a Terra, não é redonda e não se move?”. Então ele disse: – “Juro, eppur si muove, si muove!” – Juro, mas que se move, se move. Galileu disse isso e foi poupado de ser queimado vivo na fogueira da Inquisição.</p>
<p class="blog-justify">Assim, como podemos dizer que não temos o eu do roubo? Haverá, entre vocês, pessoas tão honestas que são incapazes de tirar um único centavo de qualquer um, e ainda assim têm o “eu” do roubo. Incrível, porém verdadeiro. Um dia vocês irão descobrir isso&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Quem poderia pensar que, por exemplo, uma senhora virtuosa, esposa magnífica, tem, por exemplo, um eu da prostituição? Impossível! Não vamos tão longe: pensemos numa menininha, o que é ainda mais escandaloso&#8230; Que uma menina de doze anos, inocente, bem-criada religiosamente, tenha o eu do prostíbulo em si? É uma coisa que causa nojo! Vocês diriam: &#8220;Impossível, absurdo!&#8221; Mais, sim, pode ser&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Lembre-se também, você, que assim como há uma Lua lá em cima brilhando no firmamento, a qual tem duas faces, uma, para iluminar a noite, e há outra escondida, escondida, que nunca se vê, assim, também, há uma Lua Psicológica dentro de cada um de nós, com duas faces: a que se vê e a que não se vê, a visível e a oculta.</p>
<p class="blog-justify">Na face visível dessa Lua Psicológica, temos os defeitos que à primeira vista sobressaem: a raiva, a cobiça, a luxúria, a inveja, o orgulho, a preguiça, a gula, etc., etc., etc..</p>
<p class="blog-justify">Mas por trás dessa Lua Psicológica, por trás desse rosto que sempre se vê, que se vê a olho nu, existe a face oculta, aquela que não pode ser vista.</p>
<p class="blog-justify">Lá temos os defeitos que ignoramos, lá nos tornamos todos magos negros, lá todos nos tornamos feiticeiros, bruxos&#8230; ladrões. Lá as senhoras mais aristocráticas se tornam prostitutas, etc, etc, etc.</p>
<p class="blog-justify">Nessa face oculta da Lua que não se vê, da Lua Psicológica, há eus de prostituição, há eus de adultério, há eus de assassinato, há eus de roubo, etc., etc&#8230; Eus que normalmente ignoramos, porque se alguém nos dissesse que temos este ou aquele eu, aqui citado, isso nos ofenderia&#8230; não aceitaríamos de forma alguma&#8230; mas nós os temos.</p>
<p class="blog-justify">Se um santo do Nirvana fosse informado de que ainda tem &#8220;eus&#8221; de assassinato, prostituição ou roubo, ele ficaria terrivelmente ofendido. A Santa nos abençoava dizendo: “Que Deus te perdoe, meu filho; você está perdoado, não guardo rancor de você, mas sei, meu filho, que não tenho nada disso!” Esse Santo do Nirvana diria. Por quê? Porque ele não passa de um santo.</p>
<p class="blog-justify">Desta forma, aquele santo interrompe seu avanço em direção ao Eterno Pai Cósmico Comum. E há muitos santos que são assim, detidos em seu avanço, já que, na verdade, mesmo que sejam do Nirvana, na face oculta da Lua, que não se vê, nessa face oculta da Lua Psicológica, carregam todos aqueles eus, e isso é o que muitos não entendem. Isso é realmente sério. Todos nós temos a tendência de nos justificarmos, de nos deixarmos levar pelas aparências.</p>
<p class="blog-justify">No que me diz respeito, não sou santo nem estou interessado em ser santo. Por que não estou interessado em ser um santo? Porque isso me impediria, em meu progresso esotérico. Sei muito bem que na parte oculta da minha Lua Psicológica devem existir, e sem dúvida existem, eus de tempos remotos, escondidos na escuridão.</p>
<p class="blog-justify">Isso eu sei; e também sei que somente penetrando heroicamente, com a Espada na mão, naquela área de nossa Lua Psicológica, poderemos, na realidade, eliminar tais defeitos, mas isso é muito avançado.</p>
<p class="blog-justify">Normalmente, as pessoas podem eliminar os defeitos dessa parte da Lua Psicológica que se vê, esses defeitos que se destacam, que podem ser vistos a olho nu.</p>
<p class="blog-justify">Já, quando se trata de penetrar na parte oculta da Lua Psicológica, na parte que não se vê, bem, é necessário um esforço maior. Isso já pertence à <a href="https://escolagnostica.org.br/a-iniciacao/">Iniciação</a> de Judas, correspondente à Paixão pelo Senhor. Ninguém poderia penetrar nessas áreas se não empunhasse a lança na Forja dos Ciclopes, isto é, na Nona Esfera. Mistérios? Sim, e muito grande!&#8230;</p>
<p class="blog-justify">O Santo não vai tão longe. Ele se contenta em eliminar os eus-defeitos que possui na face visível de sua Lua Psicológica. Então é beatificado e daí não avança, e então fica estagnado.</p>
<p class="blog-justify">Essa é a razão pela qual não sou santo, nem quero ser santo. Eu amo apenas o Entendimento, e isso é o fundamental: a Compreensão de si mesmo.</p>
<p class="blog-justify">Na verdade, realmente, o Adepto está além dos santos. Quando alguém disse: &#8220;Os Santos Mestres&#8221;&#8230;, esse alguém se enganou, porque os Mestres estão além dos santos. Primeiro há o Profeta, depois o Santo e depois o Mestre. O Mestre está além da Esfera dos Santos, pois, no Mestre está a Sabedoria.</p>
<p class="blog-justify">Além disso, é possível julgar erroneamente os Mestres, os Adeptos. Sempre temos a tendência de projetar, mesmo nos Adeptos, nossos próprios defeitos psicológicos.</p>
<p class="blog-justify">Se julgamos erroneamente os Adeptos, também lançamos nossos julgamentos errados sobre eles. Se não é possível julgar corretamente os atos dos vizinhos comuns, muito menos será possível julgar corretamente os atos dos Adeptos.</p>
<p class="blog-justify">Normalmente, temos a tendência de jogar lama nos Adeptos. Assim como jogamos lama em nossos semelhantes, também jogamos lama nos Adeptos da Fraternidade Branca. Por isso foram crucificados, envenenados, presos, esfaqueados, perseguidos&#8230;</p>
<p class="blog-justify">É muito difícil julgar um Adepto. Se é quase impossível julgar os outros, muito menos podemos julgar um Adepto.</p>
<p class="blog-justify">Por isso, convido você a refletir esta noite, a nunca se deixar levar pelas aparências, porque as aparências enganam; não culpar a ninguém por nossos defeitos.</p>
<p style="text-align: right;"><strong>Por <a href="https://escolagnostica.org.br/samael-aun-weor/">Samael Aun Weor</a></strong><br /><strong>Traduzido por Natalino Sampaio</strong></p>
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			</item>
		<item>
		<title>A Ciência da Meditação</title>
		<link>https://escolagnostica.org.br/a-ciencia_da_meditacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Balota]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Sep 2022 22:01:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gnose]]></category>
		<category><![CDATA[Samael Aun Weor]]></category>
		<category><![CDATA[Autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Banner - Cursos Regulares]]></category>
		<category><![CDATA[Escola de Mistérios]]></category>
		<category><![CDATA[Escola Iniciática]]></category>
		<category><![CDATA[Estado de Presença]]></category>
		<category><![CDATA[Gnóstica]]></category>
		<category><![CDATA[Gnosticismo]]></category>
		<category><![CDATA[Gnóstico]]></category>
		<category><![CDATA[Iniciação]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://escolagnostica.org.br/?p=14236</guid>

					<description><![CDATA[A Ciência da Meditação     Vamos falar um pouco sobre a Ciência da Meditação. Antes de tudo, devemos estar positivamente preparados para receber esses ensinamentos de um tipo superior,<span class="excerpt-hellip"> […]</span>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="blog-titulo wp-block-paragraph">A Ciência da Meditação</p>

<p class="blog-justify"> </p>

<p class="blog-justify wp-block-paragraph"> </p>
<p class="blog-justify">Vamos falar um pouco sobre a Ciência da Meditação. Antes de tudo, devemos estar positivamente preparados para receber esses ensinamentos de um tipo superior, a fim de aproveitar ao máximo o tempo. Chegou a hora de entender a necessidade de dar mais oportunidades à Consciência. Normalmente vivemos, tanto em um andar de nosso templo interior como em outro.</p>
<p class="blog-justify">Há pessoas que vivem sempre nos andares mais baixos, que são aquelas que se concentram exclusivamente no instinto e na fornicação, ou seja, no quarto e quinto andares, centro do instinto e centro sexual, nos quarto e quinto pisos. Pisos usados der forma negativa. Há outros que moram no terceiro piso ou centro motor e não saem de lá, andam sempre dentro dos moldes de certos costumes, dentro da pista de certos hábitos e nunca mudam, como o trem que anda sempre nos mesmos trilhos paralelos. Essas pessoas que vivem neste piso estão tão acostumadas com seus hábitos que não estão dispostas a deixá-los.</p>
<p class="blog-justify">Há os que vivem no primeiro piso, que é o centro intelectual, e outros normalmente vivem no segundo piso, o das emoções inferiores. Quem vive no centro intelectual quer transformar tudo em racionalismo, análise, conceitos, discussões, e não sai daí.</p>
<p class="blog-justify">Há outros que vivem exclusivamente no centro das emoções, dedicados aos vícios do cinema, touradas, brigas de galos, corridas de cavalos, corridas de automóveis; em suma, esse é o seu mundo pequeno e estreito, vivendo trancado na escravidão das emoções negativas e nunca lhes ocorre escapar delas.</p>
<p class="blog-justify">É necessário, portanto, insistir no aspecto de dar mais oportunidade à Consciência.</p>
<p class="blog-justify">Existem também diferentes tipos de sonhos; há sonhos intelectuais, há também sonhos emocionais, há também sonhos que pertencem ao centro motor e sonhos sexuais ou que estão exclusivamente relacionados às atividades sexuais. Esses sonhos refletem situações vivenciadas durante o dia, são a repetição das atividades diárias; se a pessoa vive no chão das emoções, seus sonhos refletem situações de terror, de loucura; se você vive no chão sexual, seus sonhos serão luxuriosos, de adultério, fornicação, masturbação, etc.</p>
<p class="blog-justify">Se os sonhos pertencem ao centro instintivo, então os reflexos se manifestam em sonhos tão incoerentes, tão submersos, que se torna muito difícil entender esses sonhos.</p>
<p class="blog-justify">Cada um dos cinco <a href="https://escolagnostica.org.br/os-centros-da-maquina-humana/">centros da máquina humana</a> produz certos sonhos. Em nome da verdade temos que dizer que somente os sonhos que correspondem ao Centro Emocional Superior, ou seja, o sexto centro, são dignos de serem levados em consideração. O mesmo acontece com os aspectos positivos do sétimo centro ou Centro Mental Superior.</p>
<p class="blog-justify">Os sonhos dos diferentes centros inferiores da máquina humana não têm importância, sejam motores ou emocionais, sexuais, instintivos ou intelectuais. Precisamos saber apreciar e distinguir qual centro corresponde a este ou aquele sonho, isso só é possível conhecendo as atividades de cada um dos cinco cilindros da máquina humana.</p>
<p class="blog-justify">Os sonhos relacionados ao Centro Emocional Superior são os mais importantes porque neles encontramos dramas devidamente organizados, de acordo com as atividades diárias de nossa Consciência, se lhe dermos oportunidade de trabalhar.</p>
<p class="blog-justify">O que acontece é que o Raio da Criação, do qual emanamos, constrói tudo através desse Centro Emocional Superior, ou seja, se manifestam as diversas partes superiores do nosso Ser relacionadas ao Raio da Criação. Eles usam o Centro Emocional Superior para nos instruir durante as horas de sono, então são apresentadas cenas bem organizadas, claras e precisas. O objetivo é fazer-nos entender claramente o estado em que nos encontramos, nos fazer ver nossos erros, nossos defeitos, etc., etc. É claro que a linguagem do Centro Emocional Superior é simbólica, alegórica e corresponde mais à Cabala hermética, à hermenêutica, etc. Inquestionavelmente, é através deste centro que qualquer pessoa dedicada aos estudos esotéricos pode receber informações corretas e precisas.</p>
<p class="blog-justify">Já lhes ensinamos que se deve deitar sempre com a cabeça voltada para o norte, em decúbito dorsal, ou seja, de bruços e com o corpo relaxado, suplicando à Divina Mãe Kundalini que nos dê instruções esotéricas. Também ensinamos que há necessidade de se deitar do lado direito na posição da figura do leão e uma vez que o discípulo acorda, ele não deve se mexer e, sim, fazer um exercício retrospectivo para lembrar suas experiências durante o sono, até registrar corretamente em seu cérebro e memória.</p>
<p class="blog-justify">Mas é preciso esclarecer que nem todos os sonhos são importantes, os sonhos sexuais, por exemplo, pornográficos, eróticos, com poluções noturnas etc.; são sonhos de natureza totalmente inferior. Não queremos com isso de forma alguma desdenhar o centro sexual, não&#8230; Estamos longe desse propósito. No sexo se encontra o maior poder que pode libertar o homem da dor humana, mas também o pior poder que pode escravizar o homem.</p>
<p class="blog-justify">Quanto ao sonho instintivo motor, também não vale a pena, pois como já dissemos, apenas reflete as atividades do dia, assim como os sonhos relacionados ao centro emocional inferior&#8230; são passionais, brutais, também não têm a menor importância.</p>
<p class="blog-justify">Os sonhos intelectuais nada mais são do que simples projeções que não vale a pena levar em conta. Os únicos sonhos que valem a pena considerar seriamente são aqueles relacionados ao Centro Emocional Superior, mas isso deve ser entendido para evitar erros infelizes. É preciso saber interpretar as mensagens puramente alegóricas que recebemos do Centro Emocional Superior. São ensinamentos dados pelos Irmãos Superiores da Fraternidade Branca ou pelas partes superiores do nosso Ser.</p>
<p class="blog-justify">Isso nos faz ver a necessidade urgente que temos de compreender o significado profundo de todo esse simbolismo; que devemos saber traduzi-lo precisamente de acordo com nosso desenvolvimento interior.</p>
<p class="blog-justify">No entanto, depois de fazer esses esclarecimentos sobre o sonho, devo dizer que precisamos urgentemente ir além do mundo dos sonhos; despertar nos mundos internos ou mundos superiores, mas isso só é possível dando maiores oportunidades à Consciência.</p>
<p class="blog-justify">Normalmente, a mente vive agindo e reagindo permanentemente de acordo com os impactos do mundo exterior; compare isso com o caso de um lago no qual jogamos uma pedra. Veremos como isso produz muitas ondas que vão do centro à periferia; é a reação da água contra o impacto vindo do mundo exterior.</p>
<p class="blog-justify">Algo análogo acontece com a mente e os sentimentos. Se alguém nos fere com palavras duras, esse impacto da palavra dura atinge o centro intelectual ou centro do pensamento e a partir daí reagimos com violência. Se alguém ofende nossa auto-estima, ficamos chateados e possivelmente reagimos com brutalidade.</p>
<p class="blog-justify">Em todas as circunstâncias da vida, a mente e o sentimento participam ativamente e reagem incessantemente. O interessante seria, meus queridos discípulos, não dar oportunidades ao sentimento nem à mente. Uma mente passiva é urgentemente necessária e isso naturalmente incomoda os mentalistas em todos os lugares. A mente passiva é contra todos aqueles que dizem que o poder está na mente e que o homem deve ser o rei, aquele que comanda e aquele que domina com sua mente poderosa. São sofismas dos mentalistas como aquele que diz: “Quem aprende a comandar a mente tem tanta certeza da vitória quanto a flecha do velho arqueiro”. Afinal, nada mais são do que sofismas extraídos de fantasias intelectuais que não têm valor esotérico algum.</p>
<p class="blog-justify">Pensar negativo, isso horroriza os positivistas da mente e, no entanto, a forma negativa da mente é a mais eloquente. Não pensar é a forma mais elevada de pensar.</p>
<p class="blog-justify">Quando o processo de pensamento se esgota, o novo vem; isso deve ser entendido.</p>
<p class="blog-justify">Uma mente que não projeta, uma mente passiva colocada a serviço do Ser, é um instrumento eficiente, porque a mente é feita para ser receptiva, para servir como instrumento passivo, e não como instrumento ativo.</p>
<p class="blog-justify">A própria mente é feminina, e todos os centros devem marchar harmoniosamente de acordo com a sinfonia universal da serenidade passiva. Nessas condições, não devemos permitir que a mente ou os sentimentos participem das várias circunstâncias de nossa existência, através de reações e projeções.</p>
<p class="blog-justify">Até recentemente, eu mesmo pensava que os sentimentos pertenciam ao Ser, mas com pesquisa e experiência, vim a verificar que pertencem ao Ego e que estão intimamente relacionados com o centro emocional inferior.</p>
<p class="blog-justify">A terapia que precisamos conhecer a fundo para evitar qualquer desequilíbrio interno com repercussão externa, é a de não permitir à mente nenhum tipo de reação. Se alguém nos ferir, não permita que a mente reaja. Eu gostaria que houvesse alguém que ferisse nossos sentimentos todas as vezes para que pudéssemos treinar muito melhor. Quanto mais nos insultarem, melhor para nosso treinamento, pois teremos muitas oportunidades de não permitir que a mente ou os sentimentos reajam, ou seja, não intervir ou interferir em nenhuma das circunstâncias de nossas vidas.</p>
<p class="blog-justify">É claro que o estado passivo da mente, do sentimento e da <a href="https://escolagnostica.org.br/a-diferenca-entre-ego-e-personalidade/">personalidade</a>, exige uma tremenda atividade da Consciência. Isso nos diz que quanto mais ativa a Consciência permanecer, melhor será seu despertar, pois desta forma a Consciência inevitavelmente terá que despertar enquanto estiver em atividade permanente.</p>
<p class="blog-justify">Sakyamuni vem à minha memória neste instante. Em certa ocasião, o grande Buda estava sentado ao pé de uma árvore em profunda meditação, quando veio um insultador, jogou toda a sua baba difamatória contra o Buda, tentando feri-lo tremendamente com a palavra. O Buda continuou a meditar, mas o insultador continuou a provocar, insultar, ferir.</p>
<p class="blog-justify">Muito tempo depois, o Buda abriu os olhos e perguntou ao insultador: &#8220;Ó meu irmão, se eles lhe trouxerem um presente e você não aceitar o presente, de quem será o presente?&#8221;</p>
<p class="blog-justify">O insultador respondeu: &#8220;Bem, meu, claro.&#8221;</p>
<p class="blog-justify">Então o Buda disse a ele: &#8220;Meu irmão, pegue seu presente, não posso aceitá-lo.&#8221;</p>
<p class="blog-justify">E continuou meditando.</p>
<p class="blog-justify">Aqui está uma lição tão sublime e bela. O Buda não permitiu que sua mente ou sentimentos reagissem, porque o Buda vivia totalmente desperto dentro de sua própria Consciência e não deu à mente ou aos sentimentos a menor oportunidade de reagir a qualquer momento ou sob quaisquer circunstâncias. É assim que devemos proceder, queridos discípulos.</p>
<p class="blog-justify">Temos escola, um ginásio psicológico, em todos os lugares, basta saber aproveitá-lo, saber nos treinar, dando maiores e melhores oportunidades à Consciência para que ela funcione continuamente, momento a momento, até o pleno despertar. Temos escola em todos os lugares, basta saber aproveitá-la de maneira adequada, com sabedoria; temos em nossa casa, no escritório, na oficina, na fábrica, na empresa, na rua e em todos os lugares; mesmo no templo, com colegas estudantes, com os filhos, com os pais, com a esposa, sobrinhos, netos, primos, parentes, amigos, etc., etc.</p>
<p class="blog-justify">Qualquer ginásio psicológico, por mais difícil que seja, por mais duro que nos pareça, é essencial para nós. Todo o segredo está em não permitir que os sentimentos ou a mente interfiram nos assuntos práticos de nossas vidas.</p>
<p class="blog-justify">Devemos sempre permitir que a Consciência seja aquela que age, aquela que comanda, aquela que trabalha, aquela que fala, faz e executa todas as nossas atividades diárias. Assim nos preparamos harmoniosamente para a meditação.</p>
<p class="blog-justify">Falando agora já no campo prático da meditação, temos que dizer que o que buscamos é, justamente, passar além da mente e dos sentimentos, e isso só é possível se na vida prática treinamos intensamente e nos preparamos na vida diária para esses propósitos maravilhosos. Essa coisa da meditação se torna difícil quando, na vida prática diária, não passamos por um treinamento rigoroso, quando não treinamos adequadamente no ginásio psicológico da vida social e familiar do nosso cotidiano.</p>
<p class="blog-justify">Devemos, durante a meditação, desengarrafar a Essência, o buddhata, o melhor que temos dentro, o mais digno, o mais decente. É precisamente esta essência ou buddhata, que se encontra engarrafada entre os elementos inumanos, entre aquele composto de agregados psicológicos que constituem o “eu”, o “si mesmo”, o Ego.</p>
<p class="blog-justify">Não seria possível experimentar o Real, a Verdade, que certamente nos interessa a todos, se não pudéssemos extrair a Essência do Ego. Uma Essência engarrafada no Ego não pode experimentar o Real. Você sempre terá que viver no mundo dos sonhos, no centro intelectual, no centro instintivo, no centro emocional, no centro motor ou no centro sexual, e nunca poderá escapar de forma alguma para experimentar a verdade.</p>
<p class="blog-justify">O Grande Kabir, Jesus, disse: “Conhecei a Verdade e ela te libertará”. A Verdade não é uma questão de teorias, não é acreditar ou não acreditar, não é uma questão de conceitos e opiniões. Nenhuma conclusão pode ser feita sobre a Verdade. Mas, o que é uma opinião? É a projeção de um conceito com a dúvida e o medo de que a Verdade seja outra coisa. Mas o que é um conceito? Simplesmente um raciocínio elaborado e devidamente projetado pela mente, que pode ou não coincidir com esta ou aquela coisa.</p>
<p class="blog-justify">Mas, podemos assegurar que um conceito ou uma opinião emitida pelo intelecto, é precisamente a Verdade? Não. Então, o que é uma ideia? Uma ideia pode ser magnífica! Por exemplo: podemos formar uma ideia sobre o Sol; estas podem ser mais ou menos exatas, mais ou menos equivocadas, mas, não seriam o Sol. Assim, também podemos formar múltiplas ideias sobre a Verdade, mas não serão a Verdade.</p>
<p class="blog-justify">Quando Jesus, o Cristo, foi questionado sobre o que é a Verdade, ele ficou em silêncio. Quando a mesma pergunta foi feita ao Buda Gautama Sakyamuni, ele virou as costas e se retirou. É que a Verdade não pode ser definida com palavras, nem um pôr do sol. Qualquer um pode ter um grande êxtase quando o Sol está prestes a se esconder entre os esplendores de ouro da serra e tentar comunicar essa experiência <a href="https://escolagnostica.org.br/uma-mistica-para-os-dias-atuais/">mística</a> a outros, mas é provável que aquele outro senhor não sinta o mesmo.<br />Assim também a Verdade é incomunicável, só é real para quem a experimenta por si mesmo.</p>
<p class="blog-justify">Quando conseguimos, na ausência do Ego, experimentar a Verdade, podemos evidenciar um elemento que transforma radicalmente. Este é um elemento de tensão muito alta; isso é possível, mas você tem que saber como conseguir isso, que é colocando a Consciência para trabalhar, para que ela substitua completamente a mente e o sentimento; que seja ela quem trabalhe, um Consciência encarnada, integrada dentro de nós.</p>
<p class="blog-justify">Devemos ter uma mente passiva, um sentimento passivo, uma personalidade passiva, porém, com uma Consciência totalmente ativa. Compreender isso é essencial, é urgente, para nos tornarmos prático na meditação.</p>
<p class="blog-justify">Com a técnica da meditação, o que buscamos é informação. Um microscópio pode nos informar sobre a vida de micróbios, bactérias, células, microorganismos, etc. Um telescópio pode nos dar uma pequena informação sobre os corpos celestes, planetas, meteoritos, estrelas, etc. Porém, a meditação vai muito além, porque ela nos permite conhecer a Verdade desde uma formiga até um Sol, a Verdade de um átomo ou uma constelação.</p>
<p class="blog-justify">O mais importante é aprender, saber de que maneira devemos separar, tirar a Consciência de dentro a mente e do Ego; como vamos extrair a Consciência do sentimento. Quando subjugamos a mente e o sentimento, obviamente estamos quebrando correntes, estamos saindo daquela masmorra fatal, daquela prisão. Nestas condições estaremos nos preparando para a meditação.</p>
<p class="blog-justify">Em primeiro lugar, o mais importante é saber meditar. Você tem que aprender a técnica correta. No mundo oriental muita ênfase é colocada nas posições padmasana, de pernas cruzadas, mas não somos orientais e podemos meditar de acordo com os nossos costumes e maneiras. Contudo, nem todos os orientais meditam de pernas cruzadas&#8230; De qualquer forma, cada um deve adotar a posição que melhor lhe convier. Quem quiser meditar com as pernas cruzadas, pois que o faça, não vamos proibi-lo, embora não seja o único asana prática para a meditação.</p>
<p class="blog-justify">Para uma meditação correta, também podemos sentar em uma poltrona confortável com os braços e pernas muito relaxados, o corpo em geral muito relaxado, para que nenhum músculo fique tenso.</p>
<p class="blog-justify">Haverá também quem queira tomar a posição flamejante da estrela de cinco pontas: os dois braços abertos para os lados e as pernas, também abertas para os lados, deitados de costas no chão ou na cama com a cabeça para o Norte. Em suma, cada um pode tomar a figura ou a posição que quiser ou a que melhor lhe convier.</p>
<p class="blog-justify">Se é que realmente queremos remover nossa Consciência, ou Essência, de dentro da mente, ou de dentro dos sentimentos, ou de dentro do “eu” psicológico, então a posição que tomamos não importa, não. A única coisa interessante é saber meditar, não importa o que mais.</p>
<p class="blog-justify">Qualquer um pode assumir uma posição oriental se quiser, alguém quer assumir uma posição ocidental, porque pode fazê-lo, alguém quer assumir qualquer outra posição que lhe pareça melhor, porque pode fazê-lo. O importante é que você esteja confortável e que consiga fazer uma boa meditação.</p>
<p class="blog-justify">Cada um é cada um e a única coisa que você precisa fazer é encontrar a posição mais confortável sem aderir a nenhuma regra ou padrão de asana ou sistema. É muito conveniente, sim, relaxar o corpo; isso é essencial em qualquer posição, para que o corpo fique confortável, isso é óbvio.</p>
<p class="blog-justify">Muitas vezes eu lhes expliquei como trabalhar com o mantram HAM SAH, que se pronuncia assim: &#8221; Jam-saj &#8220;, este mantram é o símbolo maravilhoso que no Oriente torna as águas caóticas da vida, o Terceiro Logos, férteis.</p>
<p class="blog-justify">O importante, então, queridos discípulos, é saber como vamos vocalizar esses <a href="https://escolagnostica.org.br/os-mantras-e-o-poder-do-verbo/">mantras</a>, quais são seus <a href="https://escolagnostica.org.br/a-ilusao-dos-poderes/">poderes</a>. Normalmente, as forças sexuais fluem de dentro para fora de forma centrífuga e por isso existem as poluções noturnas quando você tem um sonho baseado no centro sexual.</p>
<p class="blog-justify">Se o homem organizasse seus sistemas vitais e ao invés de propiciar o sistema centrífugo, utilizasse o sistema centrípeto, ou seja, que o homem fizesse fluir as forças sexuais de fora para dentro por meio da transmutação; ainda que houvesse o sonho erótico, não haveria poluição, mas como o homem não tem a matéria sexual organizada dessa forma centrípeta, então vem de fato a polução, a perda do esperma sagrado ou licor espermático.</p>
<p class="blog-justify">Para evitar a polução, é preciso saber organizar as forças sexuais, que estão intimamente relacionadas ao alento, ao prana, à vida, isso é óbvio. Há, portanto, uma intensa e profunda relação entre as forças sexuais e a respiração, que, devidamente combinadas e harmonizadas, provocam mudanças fundamentais na anatomia física e psicológica do homem.</p>
<p class="blog-justify">O importante é fazer com que essas forças sexuais fluam para dentro e para cima de forma centrípeta, pois, só assim é possível fazer uma mudança específica no ofício e nas funções que a força criadora sexual pode cumprir. Há necessidade de se imaginar a energia criadora em ação durante a meditação, para fazê-la subir de forma rítmica e natural ao cérebro através da vocalização do mantra HAM SAH, nesta prática de meditação, não esquecendo as inspirações e expirações do ar de forma sincronizada em perfeita concentração, harmonia e ritmo.</p>
<p class="blog-justify">É necessário esclarecer que a inspiração deve ser mais profunda que a expiração, simplesmente porque precisamos fazer a energia criativa fluir de fora para dentro, ou seja, fazer a expiração mais curta que a inspiração. Com esta prática vem o momento em que a totalidade da energia flui de fora para dentro e para cima, desta forma centrípeta. A energia criativa organizada, como já dissemos, de forma centrípeta, cada vez mais profunda de fora para dentro, é claro que se torna um instrumento extraordinário para a Essência, para despertar a Consciência.</p>
<p class="blog-justify">Estou lhe ensinando o legítimo Tantrismo Branco, esta é a prática usada pelas escolas tântricas do Himalaia e do Hindustão, é a prática através da qual você pode alcançar o êxtase, o samadhi ou o que você quiser chamar.</p>
<p class="blog-justify">Os olhos devem estar fechados durante a prática, absolutamente nada deve ser pensado durante esta meditação; mas se, infelizmente, um desejo vem à mente, o melhor que podemos fazer é estudá-lo sem nos identificarmos com esse desejo, depois de tê-lo compreendido intimamente, profundamente em todas as suas partes, então deixá-lo pronto para matá-lo, para se desintegrar através da desintegração da Lança de Eros.</p>
<p class="blog-justify">Mas se somos assaltados pela lembrança de algum evento de raiva, o que devemos fazer? Suspenda a meditação por um momento e tente entender o evento que chegou ao nosso entendimento, vamos dissecá-lo, estudá-lo e desintegrá-lo com o bisturi da autocrítica e depois vamos esquecê-lo e continuar com a meditação e a respiração.</p>
<p class="blog-justify">Se de repente vem à mente uma lembrança de algum evento de nossa vida de dez ou vinte anos atrás, façamos o mesmo uso da autocrítica e usemos o mesmo bisturi para desintegrar essa memória, para ver o que há de verdade nela. Uma vez que tenhamos certeza de que nada mais vem à mente, então continuamos com a respiração e a meditação sem pensar em nada, ressoando suavemente o mantra HAM-SAH como soa, prolongando a inspiração e encurtando a expiração.</p>
<p class="blog-justify">Repetimos o mantram: HAAAAAMMMMM &#8211; SAH, com profunda quietude e autêntico silêncio da mente. Só assim, a Essência poderá escapar mesmo por um momento, submergir-se no Real.</p>
<p class="blog-justify">Muito se tem falado sobre o Vazio Iluminador, e é claro que podemos vivenciá-lo por nós mesmos. É nesse Vazio que iremos encontrar as leis da natureza, como são em si mesmas e não como aparentemente se mostram. Neste mundo físico vemos apenas a mecânica de causas e efeitos, mas não conhecemos as leis da natureza em si, enquanto no Vazio Iluminador podemos reconhecê-las de forma natural, simples, tal como são.</p>
<p class="blog-justify">Neste mundo físico podemos perceber figuras planas, do lado de fora&#8230;, mas, como podemos vê-las como são, por dentro, pelas laterais, etc.? No Vazio Iluminador podemos conhecer a Verdade como ela é e não como nos parece. Podemos evidenciar a Verdade de uma formiga, de um mundo, de um Sol, de um cometa, etc. A Essência submersa no Vazio Iluminador percebe com seu sentido espacial, tudo o que foi, o que é e o que será e suas irradiações atingem a personalidade, e assim, a mente as percebe.</p>
<p class="blog-justify">É interessante que enquanto a Essência está submersa ali no Vazio Iluminador vivenciando o Real, os centros da máquina humana, emocional e motor se integram com o intelectual, e a mente receptiva capta e recolhe a informação que vem da Essência. Por isso, quando a Essência sai do Vazio Iluminador e volta a entrar na personalidade, a informação não se perde, fica acumulada no centro intelectual.</p>
<p class="blog-justify">Disseram-nos que para formar um vazio é indispensável uma bomba de sucção, e a temos em nossa coluna vertebral: os canais Idá e Pingala por onde a energia criadora sobe ao cérebro. Também nos foi dito que é necessário um dínamo, e este está no cérebro e na força da vontade. E é óbvio que em toda técnica deve haver um gerador, e felizmente, tal gerador são os órgãos criativos, o sexo, a força sexual.</p>
<p class="blog-justify">Tendo o sistema e os elementos, podemos formar o Vazio Iluminador. A bomba, o dínamo e o gerador são os elementos de que necessitamos para alcançar tal Vazio Iluminador na meditação e somente através do Vazio Iluminador podemos conhecer o Real, mas precisamos da Essência para penetrar nesse Vazio absoluto.</p>
<p class="blog-justify">Nos textos antigos muito se fala sobre o Onipresente, Onipenetrante, Onisciente Santo Okidanock, que emana naturalmente do Sagrado Absoluto Solar. Como podemos conhecer o Santo Okidanock em si mesmo se não podemos entrar no Vazio Iluminador? Bem, sabe-se que o Santo Okidanock está dentro do Vazio Iluminador; é um com o grande Vazio.</p>
<p class="blog-justify">Quando se está em êxtase, passa-se além da personalidade. Quando se está no Vazio Iluminador experimentando a realidade do Santo Okidanock, é o átomo, o cometa que passa, é o Sol, o pássaro que voa, é a folha, é a água&#8230; Vive em tudo o que existe! Basta ter coragem para não perder o êxtase, porque quando se sente que se está diluído em tudo e se é tudo, sente-se medo do aniquilamento. Pensa-se: onde estou? Então, o raciocínio e, de fato, perdemos o êxtase e imediatamente voltamos, encerrados novamente na personalidade; mas se alguém tem coragem, não perde o êxtase.</p>
<p class="blog-justify">Alguém, nesse momento é como uma gota que submerge no oceano, mas é preciso também levar em conta que o oceano submerge dentro da gota. Isso de sentir-se como o passarinho que voa, a floresta profunda, a pétala da flor, a criança que brinca, a borboleta, o elefante, etc., que traz consigo raciocínio e medo. Nesse momento não se é nada, mas também, se é tudo, porque isso produz o terror e, consequentemente, o experimento da meditação fracassa.</p>
<p class="blog-justify">É, pois, no Sagrado Sol Absoluto que a Verdade vem a ser conhecida; no Sagrado Sol Absoluto não há tempo, ali não existe o fator tempo, ali o Universo é unificado e os fenômenos da natureza ocorrem fora do tempo. No Sagrado Sol Absoluto podemos viver em um instante eterno.</p>
<p class="blog-justify">Lá se vive além do bem e do mal tornando-se criaturas radiantes. Por isso, quando alguém experimenta a Verdade, não pode ser como os outros, que vivem apenas de crenças, não&#8230; ali experimenta-se a imperiosa e urgente necessidade de trabalhar a autorrealização íntima do Ser aqui e agora.</p>
<p class="blog-justify">Uma coisa é experimentar ou vivenciar o Vazio Iluminador e outra é nos autorrealizar intimamente. Por isso é preciso saber meditar, de aprender a meditar. É urgente compreender a meditação. Espero que compreendam isso, que se exercitem na meditação, para que um dia possam desengarrafar a Essência e experimentar a Verdade.</p>
<p class="blog-justify">Aquele que conseguir desengarrafar a Essência e colocá-la dentro do Vazio Iluminador, terá que ser diferente, não poderá ser como os outros. Para isso deve-se seguir um curso especial, a pessoa será diferente e disposta a lutar ao máximo com o único propósito de realizar o Vazio Iluminador, dentro de nós mesmos aqui e agora.</p>
<p class="blog-justify">No Oriente, quando um discípulo alcança essas maravilhosas experiências de vivenciar a Verdade e vai informar seu Guru, o Guru o golpeia forte com as mãos, é claro que se o discípulo não organizou a mente, bem, ele reagirá contra o Guru, certo? Mas esses discípulos já estão muito bem treinados, e o Guru age assim para e testar o discípulo e para ver como ele vai na morte de seus defeitos.</p>
<p class="blog-justify">Espero que tenham compreendido bem o que é realmente a Ciência da Meditação, para praticá-la intensamente em suas casas e nos templos de oração.</p>
<p style="text-align: right;"><strong>Por Samael Aun Weor</strong><br /><strong>Traduzido por Natalino Sampaio</strong></p>
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			</item>
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		<title>A Organização da Psique e da Intuição</title>
		<link>https://escolagnostica.org.br/a_organizacao_da_psique_e_da_intuicao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Balota]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Sep 2022 22:29:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gnose]]></category>
		<category><![CDATA[Samael Aun Weor]]></category>
		<category><![CDATA[Autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Banner - Cursos Regulares]]></category>
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		<category><![CDATA[Escola Iniciática]]></category>
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		<category><![CDATA[Iniciação]]></category>
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					<description><![CDATA[A Organização da Psique e da Intuição       Vamos começar nossa palestra desta noite. Poderíamos denominá-la: Intuição. Antes de mais nada, temos que começar pela base: O Homem.<span class="excerpt-hellip"> […]</span>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="blog-titulo wp-block-paragraph">A Organização da Psique e da Intuição</p>

<p class="blog-justify"> </p>

<p class="blog-justify wp-block-paragraph"> </p>
<p class="blog-justify"> </p>
<p class="blog-justify">Vamos começar nossa palestra desta noite. Poderíamos denominá-la: Intuição.</p>
<p class="blog-justify">Antes de mais nada, temos que começar pela base: O Homem. De onde viemos? Para onde vamos? Qual é o objeto de nossa existência? Para que existimos? Por que existimos? Aqui estão uma série de questões que devemos esclarecer e resolver&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Uma criança nasce, e de fato recebe um corpo físico de graça, é óbvio; um corpo maravilhoso, com cerca de quinze bilhões de neurônios, etc., a seu serviço e não lhe custou nada.</p>
<p class="blog-justify">À medida que a criança cresce, a Mente Sensual se abre gradualmente, e esta, por si só, é alimentada pelas percepções sensoriais externas.</p>
<p class="blog-justify">E é justamente com os dados fornecidos por tais percepções que a Mente Sensual sempre elabora seus conceitos de conteúdo, razão pela qual nunca pode saber nada do real. Seus processos de raciocínio são subjetivos, eles se movem dentro de um círculo vicioso: O das Percepções Sensoriais Externas. Isso é óbvio.</p>
<p class="blog-justify">Agora você vai entender, um pouco melhor, o que é a Razão Subjetiva em si. Mas uma diferenciação completa deve ser feita entre Razão Subjetiva e Razão Objetiva.</p>
<p class="blog-justify">É óbvio que a criança tem que passar por todos os processos educacionais: Jardim de Infância, Primário, Secundário, até a Universidade. A Razão Subjetiva se nutre de todos os dados que as diferentes instituições escolares a ela contribuem, mas, na verdade, nenhum instituto de ensino poderia dar à criança, ou ao jovem, ou ao adolescente, dados exatos sobre aquilo que não é de tempo, sobre aquilo que é o Real.</p>
<p class="blog-justify">Na verdade, irmãos, as especulações da Razão Subjetiva chegam a conduzir, então, ao terreno intelectual, ao absurdo, digamos, do utopismo, ou no melhor dos casos, ao das simples opiniões subjetivas etc., mas nunca à verdadeira experiência daquilo que não é do tempo, daquilo que é a Verdade.</p>
<p class="blog-justify">Por outro lado, a Razão Objetiva, que infelizmente não recebe nenhuma instrução e para a qual não há escolas, permanece sempre abandonada. Sem dúvida, os processos de raciocínio da Razão Objetiva obviamente nos levam, poderíamos dizer, a postulados exatos e perfeitos.</p>
<p class="blog-justify">Mas a criança, desde o início, é educada subjetivamente; para ele não há forma de instrução superior. Os dados dos sentidos contribuem para a Mente Subjetiva do adolescente (para a Mente Sensual, diríamos), todas as questões escolares, de família, etc., que são meramente empíricas e subjetivas; E isso é triste&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Em princípio, a criança ainda não perdeu a capacidade de assombro. Obviamente, ela se surpreende com qualquer fenômeno: um belo brinquedo desperta nela esse assombro; e as crianças se divertem com seus brinquedos. Mas, à medida que ela cresce, à medida que sua Mente Sensual recebe dados da Escola, do Colégio, a capacidade de assombro desaparece e, finalmente, chega o momento em que a criança se torna jovem, e o jovem já perdeu por completo essa capacidade.</p>
<p class="blog-justify">Infelizmente, os dados que se recebe nos Colégios, nas Escolas, nos Centros Educacionais, servem apenas para nutrir, como já disse, a Mente Sensual, e nada mais. Desta forma, e com os atuais sistemas de ensino, a única coisa que realmente se consegue é forjar-nos, na Escola, na Academia, na Universidade, uma <a href="https://escolagnostica.org.br/a-diferenca-entre-ego-e-personalidade/">personalidade</a> artificial.</p>
<p class="blog-justify">Tenham em mente, meus queridos irmãos, que, na realidade, o conhecimento que se estuda pelas Humanidades, jamais servirão para formar o Homem Psicológico.</p>
<p class="blog-justify">Em nome da verdade devemos dizer claramente que as disciplinas atualmente estudadas nos Institutos de Ensino não têm relação com as diferentes partes do Ser.</p>
<p class="blog-justify">Por isso só servem para:<br />1- Falsear os cinco cilindros da máquina orgânica;<br />2- Tirar nossa capacidade de assombro;<br />3- Desenvolver a mente sensual, e;<br />4- Forjar em nós uma falsa personalidade; e isso é tudo.</p>
<p class="blog-justify">Assim, fique bem claro que a Mente Sensual não poderia de forma alguma produzir em nós uma transformação radical. Convém compreender que a Mente Sensual, por mais culta que possa parecer, jamais conseguiria sair do automatismo e da mecanicidade em que todas as pessoas, o mundo inteiro, se encontram.</p>
<p class="blog-justify">Uma coisa é o homem meramente animal, ou seja, o &#8220;animal intelectual&#8221; e outra coisa, verdadeiramente muito diferente, diga-se de passagem, é o verdadeiro Homem Psicológico. Ao citar a palavra &#8220;homem&#8221;, naturalmente incluo também as mulheres, e isso deve ser claramente entendido&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Nascemos com um corpo físico maravilhoso, mas na realidade precisamos fazer outra coisa; Formar o corpo físico não é difícil (nós o herdamos), mas formar o Homem Psicológico é difícil.</p>
<p class="blog-justify">Para formar o corpo físico não precisamos trabalhar em nós mesmos, mas para formar o Homem Psicológico temos que trabalhar em nós mesmos; Isso é óbvio.</p>
<p class="blog-justify">Trata-se, portanto, de organizar a psique, que é desordenada, e criar o Homem Psicológico, que é o Homem verdadeiro, no sentido mais completo da palavra.</p>
<p class="blog-justify">Mestre Gurdjieff costumava dizer que “a máquina não orgânica não tem psicologia”. Eu tenho que discordar dele (bastante), nesse ponto. A psicologia existe em qualquer máquina orgânica chamada &#8220;Homem&#8221; (erroneamente, a propósito). O que acontece é que está desorganizado e isso é diferente.</p>
<p class="blog-justify">Organizar essa psicologia dentro do &#8220;animal intelectual&#8221; é urgente, urgente, urgente, se realmente queremos criar o verdadeiro Homem, que é o Homem Psicológico.</p>
<p class="blog-justify">Distinga-se, então, entre o &#8220;animal intelectual&#8221; erroneamente chamado de &#8220;Homem&#8221;, e o verdadeiro e autêntico Homem Psicológico.</p>
<p class="blog-justify">Precisamos trabalhar em nós mesmos, se quisermos criar tal Homem. No entanto, há uma luta dentro de nós: A Mente Sensual é a inimiga declarada da Mente Superior.</p>
<p class="blog-justify">A Mente Sensual se identifica com qualquer circunstância&#8230; Se, por exemplo, de repente nos encontramos em um suntuoso banquete, nos identificamos tanto com as iguarias que nos tornamos glutões; se nos oferecem um copo, identificamo-nos tanto com o vinho que acabamos embriagados; se encontrarmos uma pessoa do sexo oposto (fascinante, interessante) em nosso caminho, nos identificamos tanto com essa pessoa que acabamos sendo fornicadores, ou simplesmente adúlteros. Nestas circunstâncias, e desta forma, não é possível criar o Homem Psicológico.</p>
<p class="blog-justify">Se em algum lugar tivermos que começar o trabalho de criação do Homem Psicológico, será, na verdade, trabalhando sobre nós, não nos identificando, nunca, em circunstância alguma; e auto observando-nos de instante a instante, de momento a momento.</p>
<p class="blog-justify">Há os que se extraviam: há Sociedades, Escolas, Ordens, Lojas, Religiões, Seitas, que procuram organizar a psique humana por meio de certas máximas que chamaríamos de “ouro”; comunidades que procuram, por meio desta ou daquela máxima, comportar-se em todas as circunstâncias da vida, a fim de alcançar algo que chamariam de &#8220;purificação&#8221;, &#8220;santidade&#8221;, etc. Tudo isso é urgente para ser analisado&#8230;.</p>
<p class="blog-justify">É óbvio que qualquer máxima, de natureza ética ou religiosa, jamais poderia servir de padrão para os diversos acontecimentos da vida. Uma máxima, ainda estruturada com a Lógica Superior de um Ouspensky, por exemplo, na verdade, jamais poderia criar um novo Cosmos, nem uma nova Natureza.</p>
<p class="blog-justify">Sujeitar-se estritamente a uma máxima, com o propósito de organizar nossa psique, seria absurdo. Isso significaria tornar-nos, obviamente, em escravos.</p>
<p class="blog-justify">Portanto, é conveniente refletirmos sobre muitos catálogos éticos e códigos morais com “máximas de ouro”. Todas essas regras ou máximas nunca podem transformar ninguém&#8230; Isso é óbvio. Além disso, há fatores que devem ser analisados antes que se possa entrar no trabalho de organização do psiquismo.</p>
<p class="blog-justify">Inquestionavelmente, uma afirmação demonstrativa, por exemplo, por mais rica que fosse, e perfeita, poderia ser falsa, e o que é pior: intencionalmente falsa.</p>
<p class="blog-justify">Então, à medida que tentamos uma transformação de nós mesmos, temos que nos tornar um pouco mais individuais. Não quero dizer &#8220;egoístas&#8221;; entenda isso como aprender a pensar melhor, de maneira mais independente e perfeita, porque muitas frases sagradas, &#8220;máximas de ouro&#8221;, como eu disse, aforismos que todos consideram perfeitos, não poderiam servir realmente como padrão de medida para alcançar uma autêntica transformação e organização da psique dentro de nós.</p>
<p class="blog-justify">Trata-se de organizar a psique interna, e temos que sair de tanto racionalismo subjetivo, e ir, como dizem, “ao grão, aos fatos”: Enfrentar nossos próprios erros, como eles são; nunca querendo justificá-los, nunca tentando fugir deles, nunca tentando desculpá-los. Precisamos nos tornar mais sérios; nessa análise temos que ser, digamos, mais judiciosos e mais compreensivos.</p>
<p class="blog-justify">Se realmente não procurarmos brechas, podemos trabalhar em nós mesmos para alcançar a organização do Homem Psicológico e deixar de ser meros &#8220;animais intelectuais&#8221; (como temos sido até agora).</p>
<p class="blog-justify">A <a href="https://escolagnostica.org.br/o-observado-e-o-observador/">auto-observação</a> psicológica é básica. É realmente necessário nos auto-observarmos de momento a momento, de segundo a segundo. Para qual propósito? Um só! Qual? Descobri nossos defeitos de natureza psicológica, mas, descobri-los no campo dos fatos, observe-os diretamente, criteriosamente, sem evasivas, sem desculpas, sem brechas de qualquer tipo.</p>
<p class="blog-justify">Uma vez que um defeito tenha sido devidamente descoberto, então, e somente então, podemos compreendê-lo; e ao tentar compreendê-lo devemos, repito, ser severos conosco mesmos.</p>
<p class="blog-justify">Muitos, quando tentam compreender um erro, justificam-no ou evitam-no, ou escondem-no de si mesmos, e isso é um absurdo. Há também alguns pequenos irmãos gnósticos que, ao descobrirem este ou aquele defeito em si mesmos, começam com a sua Mente (digamos, teórica) a fazer especulações e isso é muito grave, porque como já disse e repito agora, neste momento, as especulações da Mente (meramente subjetivas) conduzirão necessariamente ao campo do utopismo; isso é claro.</p>
<p class="blog-justify">Assim, para compreender um erro, devem ser eliminadas especulações meramente subjetivas; e para que sejam eliminadas, é necessário ter observado o erro diretamente. Só assim, através da observação correta, é possível corrigir a tendência à especulação.</p>
<p class="blog-justify">Uma vez que se tenha compreendido plenamente qualquer defeito psicológico, em todos os Níveis da Mente, pode-se dar ao luxo de quebrá-lo, desintegrá-lo, reduzi-lo a cinzas, a poeira cósmica.</p>
<p class="blog-justify">No entanto, nunca devemos esquecer que a Mente, por si só, não será capaz de alterar radicalmente nenhum defeito, jamais. A Mente, por si só, pode rotular qualquer defeito com nomes diferentes, pode passá-lo de um nível para outro, escondê-lo de si mesmo, escondê-lo dos outros, mas nunca desintegrá-lo.</p>
<p class="blog-justify">Muitas vezes vos falei aqui: disse-vos que precisamos de um Poder que seja superior à Mente, um Poder que, na verdade, possa reduzir a cinzas qualquer defeito de tipo psicológico.</p>
<p class="blog-justify">Felizmente, esse Poder existe nas profundezas de nossa psique. Estou me referindo claramente a “Stella Maris”, “a Virgem do Mar” (que é uma variante do nosso próprio Ser, ou derivada d’Ele). Se nos concentrarmos nessa força variante que existe em nossa psique (que alguns chamam de &#8220;Isis&#8221;, outros &#8220;Tonantzin&#8221;, e outros, ainda, de &#8220;Diana&#8221;, etc.), seremos assistidos. Assim, o defeito em questão pode ser reduzido a poeira cósmica.</p>
<p class="blog-justify">Qualquer agregado psíquico (personificação viva deste ou daquele erro), uma vez desintegrado, libera algo, que se chama &#8220;Essência&#8221;. É claro que, dentro de qualquer uma dessas “garrafas”, conhecidas como agregados psíquicos, há essência ou consciência psíquica enfrascada, e quando este ou aquele erro é quebrado, a porcentagem de essência ali depositada, ou engarrafada, é liberada.</p>
<p class="blog-justify">Cada vez que uma porcentagem de Essência Búdica é liberada, ela aumenta, de fato e por direito próprio, a porcentagem de Consciência. E assim, à medida que quebramos os agregados psíquicos, a porcentagem de Consciência desperta se multiplicará, e quando a totalidade dos agregados psíquicos for reduzida a cinzas, a Consciência também terá despertado completamente.</p>
<p class="blog-justify">Se tivermos quebrado apenas 50% dos elementos psíquicos indesejáveis, inumanos, teremos, obviamente, 50% de Consciência Objetiva desperta. Mas se conseguirmos quebrar cem por cento dos agregados psíquicos indesejáveis, alcançaremos, de fato e por direito próprio, cem por cento de Consciência Objetiva. Assim é que, a partir de multiplicações incessantes, nossa Consciência brilhará cada vez mais; isso é óbvio&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Alcançar o despertar absoluto é o que queremos. E é possível alcançá-lo, se caminharmos no caminho certo. Caso contrário, não seria possível alcançá-lo; isso é claro.</p>
<p class="blog-justify">Em todo caso, à medida que quebramos os elementos psíquicos indesejáveis que carregamos dentro de nós, diferentes siddhis, ou, Faculdades Luminosas, surgirão em nossa psique, e quando a aniquilação budista for alcançada, então, em verdade, teremos alcançado a mais absoluta iluminação.</p>
<p class="blog-justify">Esta palavra, &#8220;Aniquilação Budista&#8221;, incomoda muito certas organizações do tipo Pseudo-Esoterista e Pseudo-Ocultista. Para nós, em vez de incomodar tal palavra, gostamos muito dela. Alcançar cem por cento de Consciência é algo desejável.</p>
<p class="blog-justify">Há muitos que gostariam de ter a Iluminação, há muitos que se sentem amargurados, aqueles que sofrem nas trevas, aqueles que sofrem com as diferentes e amargas circunstâncias da vida.</p>
<p class="blog-justify">Iluminação é algo muito desejável, mas a Iluminação tem uma razão de ser; a razão de ser do Iluminação é dharma-dhatu.</p>
<p class="blog-justify">Esta palavra, de tipo sânscrito, soará um pouco estranha aos ouvidos dos presentes aqui: “dharma-dathu”, vem de sua raiz “dharma” &#8230; Alguém poderia desintegrar os “indesejáveis elementos psíquicos” que carregamos dentro de nós, e ainda assim não alcançariam a Iluminação Radical por isso. Aqui entra em jogo o que se chama o Terceiro Fator da <a href="https://escolagnostica.org.br/a-revolucao-da-consciencia/">Revolução da Consciência</a>, o Sacrifício pela Humanidade.</p>
<p class="blog-justify">Se não nos sacrificamos pela humanidade, não será possível conseguir a iluminação absoluta, porque, repito, a razão de ser da Iluminação é o dharma-dhatu.</p>
<p class="blog-justify">É óbvio que se desintegrarmos o Ego somos pagos. É verdade e absolutamente verdade que se criamos os Corpos Existenciais Superiores do Ser, somos pagos. Não podemos negar que, se nos sacrificarmos por nossos semelhantes, somos pagos. Tudo isso é indubitável!</p>
<p class="blog-justify">Para alcançar a Iluminação Absoluta, é preciso trabalhar com os <a href="https://escolagnostica.org.br/os-tres-fatores/">Três Fatores</a> da Revolução da Consciência: <br />1- Nascer, ou seja, criar os Veículos Existenciais Superiores do Ser; <br />2- Morrer, desintegrar o Ego em sua totalidade; <br />3- Sacrifício pela humanidade.</p>
<p class="blog-justify">Estes são os Três Fatores da Revolução da Consciência, mas como eu dizia, temos que saber trabalhar em nós mesmos, isso é óbvio; precisamos, antes de tudo, organizar o Homem Psicológico dentro de nós mesmos. Antes de alcançarmos a Iluminação Absoluta, o Homem Psicológico deve nascer em nós, e ele nasce em nós quando a Psique é organizada; é preciso organizar a psique dentro de si, aqui e agora.</p>
<p class="blog-justify">Se trabalharmos corretamente, organizamos a psique. Por exemplo: Se não desperdiçarmos as energias do Centro Emocional, se não desperdiçarmos as energias da Mente, ou as do Centro Motor-Instintivo-Sexual, é óbvio que com tal reserva criamos ou chegamos a criar, a dar forma, ao Segundo Corpo Psicológico em nós, o novo corpo para as emoções; vamos chamá-lo de &#8220;eidolon&#8221;.</p>
<p class="blog-justify">É indubitável que se nos libertarmos da Mente Sensual, poderemos realmente economizar energias intelectuais, com as quais poderemos nutrir o Terceiro Corpo Psicológico, a Mente Individual.</p>
<p class="blog-justify">E ao me pronunciar contra a Mente Sensual, quero que os irmãos entendam claramente que não deixo de reconhecer a utilidade da Mente Sensual e que precisamos viver em perfeito equilíbrio: Saber manejar a Mente Superior e saber usar a Mente Sensual.</p>
<p class="blog-justify">Porque se você não sabe usar sua Mente Sensual, esquece que tem que pagar aluguel, esquece que tem que comer para existir, esquece que tem que se vestir, anda pelas ruas no mais completo desalinho, você não cumpre com seus deveres na vida&#8230; Então, a Mente Sensual é necessária, mas você tem que saber administrá-la com inteligência, com equilíbrio. Ou seja, a Mente Superior e a Mente Sensual devem estar equilibradas na vida; Isso é óbvio&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Há pessoas que se preocupam apenas com a Mente Superior. Exemplo: Certos Eremitas que vivem em cavernas no Himalaia esquecem que têm uma Mente Sensual. Descartá-lo, simplesmente “só porque sim”, é um absurdo. É necessário que a Mente Sensual funcione de forma equilibrada, para cumprir os deveres da vida.</p>
<p class="blog-justify">A luta entre a Mente Superior e a Mente Sensual é assustadora. Recordemos o Cristo, quando jejuava no deserto. Um demônio aparece para ele e lhe diz: “Todos estes reinos do mundo eu te darei, se você se ajoelhar e me adorar”; isto é a Mente Sensual tentando-o. E a Mente Superior responde dizendo: “Satanás, Satanás, está escrito: «Adorarás o Senhor teu Deus e só a ele obedecerás!”» Jesus não se deixou dominar pela Mente Sensual. Mas isso não significa que tal Mente não seja útil; o que acontece é que ela deve ser mantida sob controle e que deve estar em perfeito equilíbrio com a Mente Superior.</p>
<p class="blog-justify">Ao tentar organizar o Homem Psicológico, obviamente haverá uma luta aterradora entre as duas Mentes (entre a Superior ou Psicológica e a Sensual): a Mente Sensual não quer nada que esteja relacionado à Mente Superior. A Mente Sensual goza quando se identifica com uma cena de luxúria, ou quando se identifica com um acontecimento doloroso na rua, ou quando se identifica com um copo de vinho, etc.; a Mente Psicológica se opõe violentamente.</p>
<p class="blog-justify">Vou ilustrar isso com um exemplo: de repente eu estava em um carro; alguém estava dirigindo o carro.</p>
<p class="blog-justify">Estávamos indo pela pista esquerda de uma rua; na pista da direita uma senhora dirigia outro carro. De repente, o carro que aquela senhora dirigia muda de direção: ela tenta entrar em um supermercado&#8230;</p>
<p class="blog-justify">É óbvio que indo em seu caminho, à direita da pista, ele teria que virar em algum lugar, para entrar no supermercado. Se o supermercado estivesse à sua direita, ele teria virado à direita, mas infelizmente estava à sua esquerda, e a pista da esquerda estava ocupada pelo carro em que estávamos viajando. Essa senhora não se importou, absolutamente com nada, e ela definitivamente vira para a esquerda, chegando a colidir com o carro que estávamos. O dano não foi grave, foi mínimo para o carro&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Mas aí vem o interessante: como minha insignificante pessoa estava viajando no carro, o motorista reconheceu que ele não era o culpado (e na verdade não era; ele não era o culpado por outro carro passar pela frente dele &#8220;fechando-o” violentamente), alegava naturalmente isso, à senhora em questão.</p>
<p class="blog-justify">A senhora insistiu que ela estava certa. Claro, sua razão era absurda, manifestamente absurda, e qualquer especialista em trânsito a teria desqualificado de imediato. No entanto, ela insistia em chamar o agente do seguro dela, para resolver o problema&#8230; Depois de uma ou duas horas, o seguro não chegou. A senhora insistiu que lhe pagassem cerca de 300 pesos pelos danos do conserto de seu veículo, que ela mesma havia destruído&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Os demais acompanhantes do carro., no qual eu viajava, e seu motorista, estavam definitivamente muito zangados, e mesmo que algum deles pudesse pagar, eles não estavam dispostos a fazê-lo&#8230;</p>
<p class="blog-justify">De minha parte, decidi não me identificar com aquela circunstância, porque nossa Disciplina Psicológica, nosso judô psicológico, digamos, nos diz que nesses casos não se deve identificar. É óbvio que permaneci calmo, segundo nosso judô psicológico&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Bem, mas o tempo passou: Duas horas e possivelmente muitas mais teríamos que esperar, porque o agente de seguro não apareceu. Por fim, aquela senhora veio muito respeitosamente em minha direção, vendo que eu era o único que estava sereno, já que os outros já estavam aos gritos, e me disse:</p>
<p class="blog-justify">– Senhor, se me der até 300 pesos, deixaremos esse assunto de lado. É só que estou perdendo meu tempo e todos nós estamos desperdiçando. Disse-lhe:</p>
<p class="blog-justify">– Observe a posição em que esses dois carros estão; você queria virar para a esquerda&#8230; você deveria ter vindo para a faixa da esquerda&#8230; mas você está na pista à direita, e ainda tenta entrar naquele supermercado, à sua esquerda&#8230; Não é possível entrar pela pista da direita, quando a pista da esquerda estiver ocupada. Qualquer especialista em trânsito a desqualifica&#8230;</p>
<p class="blog-justify">– Senhor, mas o que estamos fazendo, perdendo tempo? O seguro não vem!&#8230;</p>
<p class="blog-justify">– Bem, pegue seus 300 pesos e vá em paz. Sem problemas, continue sua jornada&#8230;</p>
<p class="blog-justify">É óbvio que houve um protesto geral dos demais ocupantes do carro. Eles ficaram indignados, não só contra aquela senhora, mas contra mim também. O estado em que se encontravam era tal que não podiam deixar de protestar. Estavam absolutamente identificados com a cena, e é claro que me descreveram como “tolo”, etc., etc., e etc.</p>
<p class="blog-justify">É claro que um dos tripulantes avançou diretamente em direção às senhoras, com o intuito de insultá-las, pois eram várias: a que conduzia e suas acompanhantes. Avancei um pouco e disse àquela senhora:</p>
<p class="blog-justify">– Vão embora, em santa paz e não dê atenção aos insultadores.</p>
<p class="blog-justify">Pois bem, a mulher – muito feliz – conseguiu me dar a última saudação de longe, e o carro se perdeu ali, por aquelas ruas da cidade.</p>
<p class="blog-justify">Poderíamos ter continuado a esperar três, quatro ou seis horas, uma tarde inteira, e possivelmente noite adentro, até que o agente de seguro chegasse, para concluir algum acordo bobo. Realmente, não havia nenhum problema sério. Os danos ao carro foram mínimos, mas embora os passageiros tivessem dinheiro, eles não estavam dispostos a pagar. Estavam tão identificados com a cena que, obviamente, não queriam, como se diz, de &#8220;dar o braço a torcer&#8221;.</p>
<p class="blog-justify">Eu certamente os salvei de uma série de pormenores e detalhes irritantes; evitei, se possível, que fossem à delegacia. Poupei-lhes cinquenta mil disparates, amarguras e discussões; mas estavam tão identificados com a ocorrência em si, que nem perceberam o bem que lhes foi feito. As pessoas são assim!&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Então, meus queridos amigos, de verdade, vocês devem entender que se identificar com as circunstâncias, traz problemas. É absurdo identificar-se com as circunstâncias, completamente absurdo&#8230; As nossas energias são desperdiçadas.</p>
<p class="blog-justify">Com que energias se organizaria, por exemplo, o Corpo Astral, se nos deixamos levar por esses acessos de raiva, por essas “birras” medonhas, por essas valentias que não têm razão de ser? Tudo porque nos identificamos com as circunstâncias!</p>
<p class="blog-justify">Com que forças alguém poderia dar-se ao luxo de criar uma Mente Individual, se alguém na realidade desperdiça suas energias intelectuais, as desperdiça em bobagens, em fatos semelhantes aos que lhes falei? A criação do Segundo Corpo nos convida a economizar Energias Emocionais, e a criação de um Terceiro Corpo, que chamaríamos de “Intelectual”, ou “Mente Individual”, nos faz entender a necessidade de economizar, um pouco, nossa Energia Mental.</p>
<p class="blog-justify">Agora, se não aprendermos, na verdade, a deixar de lado as antipatias mecânicas; Se estamos sempre cheios de má vontade para com nossos semelhantes, com que energias criaríamos então o Corpo da Vontade Consciente, ou seja, o Quarto Corpo Psicológico? E temos que criar todo esse conjunto de Veículos Superiores, se realmente queremos criar, dentro de nós mesmos, ou fabricar dentro de nós mesmos, ou dar forma dentro de nós mesmos, ao Homem Psicológico.</p>
<p class="blog-justify">Bem sabemos que alguém que possui um corpo físico e um segundo corpo de tipo emocional, psicológico, e um terceiro corpo de tipo mental, individual, e um quarto corpo de tipo volitivo, consciente, pode se dar ao luxo de receber seus princípios anímicos, de alma, para se converter em Homem. Isso é indubitável! Mas se alguém realmente desperdiça suas energias motoras, vitais, emocionais, mentais e volitivas, identificando-se com todas as circunstâncias da vida, então é óbvio que nunca poderá organizar em si mesmo esses Corpos Psicológicos, tão indispensáveis para que, dentro deles, apareça o Homem.</p>
<p class="blog-justify">Então, quando falo em organizar a psique, deve-se entender: temos que manter as energias, saber usá-las; não se identificar para não desperdiçar nossas energias tolamente&#8230; Não nos esquecer de nós mesmos. Quando nos esquecemos de nós mesmos, nos identificamos; e quando alguém se identifica, então não pode dar forma à psique, não pode fazer com que a psique se estruture inteligentemente, porque desperdiça suas energias torpemente. Isso é urgente entender, meus queridos irmãos&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Assim, um verdadeiro homem é um homem que economizou suas energias e que, por meio delas, pôde criar os Corpos Existenciais Superiores do Ser.</p>
<p class="blog-justify">Um verdadeiro Homem é aquele que recebeu sua Alma e Princípios Espirituais. Um Homem perfeito é aquele que desintegrou, digamos, todos aqueles elementos psíquicos inumanos; em vez de tais elementos indesejáveis, moldou o Homem Interior.</p>
<p class="blog-justify">O Homem Interior é o que conta, e o Homem Interior recebe seu pagamento, a Grande Lei o paga. O Homem Interior está desperto porque desintegrou o Ego; o homem real, verdadeiro, que se sacrifica por seus semelhantes, obviamente alcança a Iluminação.</p>
<p class="blog-justify">Então, criar o Homem é a primeira coisa, é fundamental, e isso se consegue organizando a psique. Mas muitos, em vez de se dedicarem a organizar sua própria psique íntima, preocupam-se exclusivamente em desenvolver <a href="https://escolagnostica.org.br/a-ilusao-dos-poderes/">poderes</a> inferiores, ou siddhis. Isso sim é um absurdo!</p>
<p class="blog-justify">Com o que vamos começar? Com a organização da psique ou com o desabrochar dos poderes inferiores? O que queremos? Temos que ser judiciosos, em nossa análise, judiciosos em nossos desejos. Se é poderes que estamos procurando, estamos perdendo nosso tempo miseravelmente.</p>
<p class="blog-justify">Acredito que o fundamental é que organizemos nossa psique interior; isso é o básico! Se você entender isso em si mesmo e trabalhar sobre si mesmo, será capaz de moldar a psique.</p>
<p class="blog-justify">Então o verdadeiro Homem, o Homem real, terá nascido em você&#8230; Entenda isto: &#8220;É melhor que, em vez de procurar siddhis inferiores ou poderes inferiores, como dizemos, formemos a psique&#8221;&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Existe um poder transcendental, que nasce em qualquer Homem que realmente trabalhou sobre si mesmo. Refiro-me, enfaticamente, à Intuição&#8230; In-tuição, e cito isso para que você deixe de cobiçar poderes.</p>
<p class="blog-justify">Mas o que é essa faculdade? Foi-nos dito que está relacionado com a glândula pineal.</p>
<p class="blog-justify">Não nego, mas o interessante é explicar quais são suas funções&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Como definiríamos a intuição? &#8220;Percepção direta da Verdade, sem o processo deprimente da opção&#8221;&#8230; Bom, essa forma de definir é boa, mas acho muito incipiente. É usada por todas as escolinhas por aí, das pseudo-esotéricas e pseudo-ocultistas, mas a análise nos convida a aprofundar mais esse assunto.</p>
<p class="blog-justify">O que é intuição? É uma faculdade de interpretação. Possivelmente Hegel, em sua dialética, tenta defini-la com aquilo dos conceitos universais, mas, então, parece-me bem melhor defini-la com a Filosofia Chinesa, da raça amarela.</p>
<p class="blog-justify">Havia uma imperatriz chinesa que não entendia bem essa questão da intuição. Um sábio explicou a ela que era a &#8220;faculdade de interpenetração&#8221;. Essa definição está correta, mas ela não a entendeu. Então o sábio trouxe uma vela acesa e a colocou no centro de um recinto e ao seu redor também colocou dez espelhos&#8230;</p>
<p class="blog-justify">É claro que a luz daquela vela foi refletida em um espelho e esse espelho a projetou em outro espelho; e o outro espelho projetou-o para o outro, e o outro para o outro; e assim notaram que os dez espelhos, mutuamente, projetavam a luz, um para o outro. Notou-se um maravilhoso jogo de luz, um jogo com a interpretação. A Imperatriz entendeu&#8230; Esta é a faculdade da intuição&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Se alguém alcançou a aniquilação budista, se alguém conseguiu fabricar os corpos existenciais superiores do Ser, se é verdadeiramente um Homem real, no sentido transcendental da palavra, então a faculdade de interpretação será nele um fato.</p>
<p class="blog-justify">Observe que estamos contidos no Cosmos; disse que alguém é uma parte de um todo. Dentro do microcosmo-Homem há muita coisa, existe muita coisa, e ainda assim a totalidade de um é apenas uma parte do todo.</p>
<p class="blog-justify">Já sabemos que, por exemplo, dentro do ayocosmos, ou seja, do infinito, está contido o macrocosmos. Dentro do macrocosmos, que é a Via Láctea, está contido, o quê? O deutorocosmos, o Sistema Solar. Dentro do deutorocosmos está contido o Sol Cósmico; e dentro dele está contido o Cosmos Terra, o mesocosmos. Por sua vez, no Mesocosmo está contido o microcosmos-homem, e no microcosmo-homem está contido, então, a vida do infinitamente pequeno, o tritocosmos.</p>
<p class="blog-justify">Bem, dentro de um cosmos há outro Cosmos, e dentro desse Cosmos há outro, e por toda parte há sete Cosmos, um contido nos outros. Dentro de nós há um Cosmos Inferior, o tritocosmo e um Cosmos Superior, o mesocosmo; ou seja, estamos entre um Cosmos Superior e um Cosmos Inferior.</p>
<p class="blog-justify">Também estamos intimamente relacionados com nossos pais, porque eles nos deram à luz. Por sua vez, de nós vêm filhos e netos; estamos todos interpenetrando uns aos outros. Assim, a Interpenetração é uma lei, perfeitamente definida pela dialética de Hegel, com seus famosos conceitos que já expliquei.</p>
<p class="blog-justify">Sem dúvida, meus queridos amigos, a existência de qualquer mundo, seu nascimento, seu desenvolvimento e sua morte, também se refletem no verdadeiro Homem, que alcançou a aniquilação budista. Então, ele também pode dizer: &#8220;Conheço a história daquele planeta&#8221;&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Todo o mahamvantara pode ser refletido na unha de um Homem autêntico, e pode ser refletido com tal precisão que esse Buda não ignora nada.</p>
<p class="blog-justify">Tudo o que pode acontecer a uma nação pode ser refletido na psique de um Homem que passou pela aniquilação budista, e ser refletido com tanta precisão, com tantos detalhes, que ele, é claro, não consegue ignorar nem mesmo o mais insignificante evento.</p>
<p class="blog-justify">Então, você deduz e infere do que eu disse, o que é a intuição, a faculdade de interpretação&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Se fizermos com que toda a história desta galáxia se reflita em nós, ignoraríamos algo, por exemplo, em relação à galáxia? Claro que não! E a galáxia, com todos os seus processos, pode se refletir em nossa psique, com tanta naturalidade, meus queridos irmãos, como a vela do exemplo que dei, que se refletiu nos dez espelhos que serviram para ilustrar a imperatriz.</p>
<p class="blog-justify">E se todas as criaturas podem ser refletidas na psique de um Buda da Contemplação, porque ele não tem mais agregados psíquicos inumanos para se desintegrar, então ele, de fato, consegue, através da intuição o que poderíamos definir como &#8220;ominisciência”, ou, Consciência.</p>
<p class="blog-justify">Alcançar a iluminação é possível, mas não esqueçam, meus queridos amigos, que a iluminação, por sua vez, tem suas leis: A razão de ser da iluminação é o dharmadhatu, ou seja, o Dharma.</p>
<p class="blog-justify">Se alguém se sacrificou pelos mundos, se criou verdadeiramente seus Corpos Existenciais Superiores, se realmente dissolveu o ego, merece, é claro, receber uma recompensa, um pagamento&#8230; Porque só na região do dharmadhatu é possível uma iluminação interior profunda. Assim, já que o vital é que um dia você alcance a iluminação, você deve começar, agora mesmo, organizando sua psique, isso é óbvio.</p>
<p class="blog-justify">Precisamos que através do nosso trabalho e através da iluminação, um dia possamos dar o Grande Salto e cair no vazio da iluminação.</p>
<p class="blog-justify">Distinguir entre a mecânica da relatividade e o Vazio Iluminador. O importante para nós é fugir deste mundo da relatividade, deste mundo de causas e efeitos, deste mundo onde reina a dor&#8230;</p>
<p class="blog-justify">E só é possível dar o Grande Salto para cair no Vazio Iluminador, se desintegrarmos o ego, se o reduzirmos à cinzas, se o transformar em poeira cósmica; se ele organiza sua psique, se ele molda sua psique, então, só você pode alcançá-lo.</p>
<p class="blog-justify">O Vazio Iluminador é nossa maior aspiração, é a grande realidade, a vida livre em seu movimento, além do corpo, dos afetos e da mente. Inquestionavelmente, o Vazio Iluminador é o Supremo, a Verdade, a Vida, é o que é, o que sempre foi e o que sempre será&#8230;</p>
<p class="blog-justify">Se dizemos que é o Supremo, devemos entender essa palavra: “Supremo”, ou “Supremus” em latim, como sendo o &#8220;incondicionado&#8221;, que escapa à mecânica da relatividade, que não é do tempo, que transcende os cinco sentidos ordinários, o incondicionado.</p>
<p class="blog-justify">Mas há outro significado para o termo Supremo: O acabado, o consumado. Em seu primeiro significado, “Supremus” é &#8220;o original”, de “originarium”; em seu segundo significado como “consummatum”, é “o que está consumado”, “o que é perfeito” e “o que está concluído” &#8230; Por isso Jesus disse: “Consummatum est” &#8230; “Tudo está consumado” &#8230;, “o mais perfeito”; o Homem que já alcançou o Estado de Dharmakaya; o verdadeiro Iluminado, aquele que alcançou a iluminação; aquele que conseguiu integrar com o “Originarium”; o verdadeiro Bem-aventurado ou Liberado&#8230; São os dois significados de Supremo.</p>
<p class="blog-justify">Alcançar esse estado de iluminação absoluta no Vazio Iluminador é o que se deseja; mas para alcançá-lo, meus caros amigos, devemos começar organizando nossa própria psique; para isso precisamos viver com inteligência, sabedoria; caso contrário, bem, não seria possível.</p>
<p class="blog-justify">Até aqui minhas palavras para esta noite&#8230;</p>
<p style="text-align: right;"><strong>Por Samael Aun Weor</strong><br /><strong>Traduzido por Natalino Sampaio</strong></p>
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